quinta-feira, 24 de junho de 2010

CARACÓIS. Um negócio de verão

Imagem original: pratodecaracois


O verão está aí e a corrida aos caracóis já começaram.
Aqui na zona de São Domingos em (SANTARÉM), numa nova urbanização que outrora era uma quinta, encontram-se pela manhã muitas pessoas à procura do mesmo: "CARACÓIS", estas pessoas na sua maioria são desempregados e vão a caça ao caracol. Alguns investem seu tempo livre para arranjarem um bom petisco e outros são com objectivos comerciais, ou seja: Vender para a tasca ao lado.
Neste momento o ganho médio é de: 2.50 por quilograma.
Deixo aqui uma receita para cozinharem os ditos rastejantes.
Um petisco de verão.
Caracóis
Azeite
Vinagre
Alhos
Salsa
Orégãos (frescos)
Caldo de carne (opcional)
Louro (fresco)
Sal e pimenta
Muito importante: Deve ser cozinhado em água mineral e cozinhar lentamente em lume baixo durante quase 2 horas.
Convêm deixar os caracóis sem comer durante uns dias antes de os cozinhar. Depois devem ser bem lavados em várias águas. Deixam então de molho em água com sal e vinagre durante umas horas. Durante este tempo é aconselhável mexe-los de vez em quando. Passadas as tais horas, lavam-se novamente em várias águas e muito bem.
Ponha os caracóis juntamente com água, azeite, alhos (dentes inteiros), salsa, pimenta e o louro. Salgue levemente. Após ferverem um pouco, deite o caldo de carne e os orégãos. Enquanto fervem vá retirando a espuma com uma escumadeira. Por fim corrija o sal.

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.
Trecho tirado do Jornal o Público do dia 17/10/10

terça-feira, 28 de abril de 2009

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO "RENTÁVEL"


Imagem original: blogdepaisagismo.lopes

É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"


 
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”


Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”
VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL

Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.

Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.

“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.

“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.

O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores. IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA

As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.

Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.

A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Materiais para o negócio.

A criação pode começar por ser artesanal, uma vez que a principal preocupação é a protecção do caracol dos predadores e o controle de humidade.

Inicialmente podemos usar madeiras, tijolos plásticos, redes e reaproveitar materiais usados. As paletes abandonadas são uma excelente casa e protecção para os caracóis.

Indo para o lado profissional, os viveiros, as estufas e todo os materiais usados na agricultura podem ser usados na helicicultura.

As embalagens para o transporte, são embalagens de plástico aberto que transportam vários sacos de rede contendo 1 kg. cada saco.
As embalagens unitárias contendo 1 kg. são de rede para manter o produto fresco e húmido, uma vez que o caracol é vendido vivo.

Caracol Ribatejano

Imagem original: mapas-portugal.


Região de Santarém tem os melhores caracóis do país

Os melhores caracóis em Portugal são apanhados na zona de Santarém e na Serra de Aire e Candeeiros, cujos terrenos calcários favorecem o crescimento do Helix Aspersa, nome científico do caracol comum europeu. Quem o afirma é Belmiro Domingos, um especialista em caracóis que, desde há cinco anos, percorre o país, com uma feira gastronómica dedicada às muitas maneiras de cozinhar o molusco.

Esta notícia foi publicada no Jornal "O RIBATEJO".


Legislação.

Ainda não há legislação que oriente a criação do caracol. Os caracóis importados não são controlados, e não se sabe o que eles comeram durante o seu desenvolvimento.
O objectivo é juntar os helicicultores e fundar uma associação para serem parceiros do ministério da agricultura e legislar a cerca dos caracóis, para sabermos aquilo que comemos, e incentivarmos os agricultores na helicicultura.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O que precisa saber.


Leis de transporte, temperatura, conservação e embalamento do caracol.

96/340/CE: Decisão da Comissão, de 10 de Maio de 1996, que altera o anexo II da Directiva 92/118/CEE do Conselho que define as condições sanitárias e da polícia sanitária que regem o comércio e as importações na Comunidade de produtos não sujeitos, no que respeita às referidas condições, às regulamentações comunitárias específicas referidas no capítulo I do anexo a da Directiva 89/662/CEE e, no que respeita aos agentes patogénicos, da Directiva 90/425/CEE (Texto relevante para efeitos do EEE)·
Jornal Oficial nº L 129 de 30/05/1996 p. 0035 – 0043

Consulte: http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:31996D0340:PT:HTML


Algumas indicações da embalagem de transporte.

Nº de referência:

País expedidor:

Autoridade competente:

I. Identificação dos caracóis

Descrição do produto:

- espécies (nomes científicos):

- estado (1) e natureza do tratamento:

Número de código (eventual):

Natureza da embalagem:

Número de unidades de embalagem:

Peso líquido:

Temperatura de armazenagem e de transporte exigida:

II. Origem dos caracóis

Nome(s) e número(s) de aprovação oficial do(s) estabelecimento(s) aprovado(s) pela autoridade competente para exportação para a CE:

III. Destino dos produtos

Os caracóis são expedidos de:

(local de expedição)

para: ...................

(país e local de destino)

pelo seguinte meio de transporte (2):

Nome e endereço do expedidor:

Nome do destinatário e endereço do local de destino:

Qual o custo de constituição de uma “empresa na hora”?

R: O custo de constituição de sociedade é de 360,00€, incluindo publicações. Este montante poderá ser reduzido em 60,00€ quando a actividade principal da sociedade seja classificada como actividade informática ou conexa, ou ainda como de investigação e desenvolvimento. A estes custos acresce imposto de selo sobre o valor das entradas de capital social, à taxa de 0,4%.


Helix é uma empresa nacional.

Como petisco tradicional que é em França, é lá que se adquirem os conhecimentos para sua criação e é lá também que o mercado é prometedor. Foi portanto sob as orientações de técnicos franceses que surgiu a Helix, em 1991, que produz actualmente cerca de duas toneladas de caracóis por ano.

Conselhos de quem sabe e de quem cresceu.

A criação de caracóis em viveiro não é tão simples quanto possa parecer à primeira vista, uma vez que não basta deixá-los num terreno e alimenta-los com vegetais. O único sistema eficaz, denominado "hors sol", tem por base a reprodução fora do solo.

Os viveiros, nomeadamente as estufas, são divididos em duas partes (no solo e fora dele), as quais reúnem um total de três sectores: reprodução, parques de engorda, postura e eclosão de ovos. Existem diversos factores que devem ser controlados com rigor, a temperatura, a humidade, a alimentação à base de ração sólida (produzida em exclusivo para o efeito), a luminosidade, a densidade populacional, a higiene...

http://projectocaracol.blogspot.com/