terça-feira, 17 de agosto de 2010

Temperatura e clima


Requisitos e restrições climáticos e ambientais quanto à criação de caracóis

A partir das descrições das três espécies principais de caracóis torna-se claro que os caracóis, na sua condição de animais de sangue frio, são sensíveis as mudanças de temperatura e humidade atmosféricas e não se diferenciam muito de outras raças.

Os caracóis, são capazes de tolerar uma variedade de condições ambientais, mas quando a temperatura e/ou a humidade não são do seu agrado, eles entram em dormência, ou seja hibernam.

O caracol recolhe todo o seu corpo dentro da sua concha, selando a abertura de entrada com uma camada branca, calcária para prevenir a perda de água do seu corpo. Esta reacção é típica de todas as espécies de caracóis.

Os caracóis recolhem-se nas suas conchas se a temperatura for demasiado elevada ( c. 30 °C,) ou se a humidade do ar é demasiado baixa, ( c. 70-75% de humidade relativa),

Os caracóis hibernam caso a temperatura baixe para menos de (c. 5 °C).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles são muitos resistentes.

Os caracóis precisam de:

Imagem original. freewebs
negócios de caracóis
O que os caracóis necessitam na alimentação.

Os caracóis necessitam de hidratos de carbono para a energia e proteína para o crescimento. Adicionalmente necessitam de cálcio (Ca) para as suas conchas, assim como doutros minerais e vitaminas.
A carne de caracol tem um teor baixo de fibras cruas e de gordura; por esta razão estes componentes têm pouca importância na alimentação dos caracóis, o calor do sol também é fundamental para a consistência da sua casca.

Observação: As frutas geralmente são ricas em minerais e vitaminas e pobres em proteínas.

Alimentação de caracóis

Imagem original: arcadenoe
negócios de caracóis
Existem muitos tipos de alimentos para caracóis.

Uma das maiores preocupações de quem começa uma criação de caracóis é o que os caracóis comem?

Primeiro é identificar quê: Os caracóis são vegetarianos e comem muitos tipos de comida. Os caracóis assim como outros animais evitam plantas com folhas peludas ou que produzem
substâncias químicas tóxicas.

Os caracóis jovens preferem folhas tenras e rebentos e comem mais que os adultos, muitas das vezes mais que o dobro da comida.

À medida que ficam mais velhos, os caracóis adultos alimentam-se, cada vez mais, de detritos: folhas caídas, fruta podre e húmus. Deve-se alimentar os caracóis mais velhos com a mesma comida que se encontra no seu habitat.

Não há muito que aprender, a mãe natureza nos ensina. Para começarmos a criação, basta olharmos para o seu local de vivência e vermos que tipo de vegetação está no campo.

Para adiantarmos e ganharmos tempo, basta saber que as quintas estão cheias de caracóis e o plantio também, constituindo assim uma grande dor de cabeça para os agricultores; ou seja: O caracol também come quase tudo que o ser humano come.

Entre tantas as coisas que eles comem, encontramos, beringelas, couves, alfaces, pepinos, frutas e folhas, inhame, batata-doce, cascas de frutas como a banana.

Quem tiver acesso aos restos de vegetais que são jogados fora dos mercados e feiras, têm um óptimo negócio pela frente.
Atenção:
Os restos de vegetais que sobram da nossa alimentação, não devem ser dados aos caracóis, devido ao sal ou temperos existentes assim como vinagre e azeite.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Helicicultor e helicicultura

Imagem original: Projecto caracol

Helicicultor é aquele que pratica a helicicultura.
A criação controlada de caracóis denomina-se Helicicultura,
A CRIAÇÃO DE CARACÓIS
Embora muitas pessoas pensem que a criação de caracóis seja uma actividade moderna, ela já existe há mais de 2.000 anos, pois há evidências desse tipo de criação, 300 anos antes do nascimento de Cristo. O consumo deste animal, porém, é muito mais antigo, provavelmente desde os primórdios da humanidade, como comprovam os achados arqueológicos de montes de cascas ou conchas, em cavernas dos homens pré-históricos.
Três séculos antes de Cristo, Aristóteles, além de escrever sobre os caracóis e descrevê-los muito bem, ainda descreve um instrumento ou talher terminando por uma ponta e que pode ser considerado o “ancestral” do actual garfo especial para comer caracóis.
Os materiais usados para o consumo de caracóis, antigamente eram feitos de ossos ou madeira e mais tarde de metal.
Os romanos criavam o caracol em muros de pedras e ao ar livre, isto prova que não é preciso grandes ciências para o desenvolvimento da helicicultura.

O aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, verificado nos últimos anos em vários países da Europa, tem correspondido a uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade.
Os franceses, italianos e espanhóis têm sido uma grande referência para os portugueses no aprendizado da helicicultura. Estes povos já são criadores e consumidores há muitos anos.

Blog e projecto de caracóis

                                                           Imagem original: colorirdesenhos
Após concluir estes blogs e apresentar o meu projecto ao meu formador, simplesmente abandonei estes blogs. O tempo passou sem qualquer alteração, até que um dia comecei a ver à minha caixa do correio que já tinha mais de 2.500 mensagens, nas quais muitas eram de pessoas a me perguntarem sobre "CARACÓIS", sendo assim resolvi responder os "mails", com algum atraso  e retomar a direcção do blog.



Antes de lerem: Quero avisar que eu não sou uma Empresa e estes blogs embora pareçam, não é real: A única coisa real aqui é os estudos e a facilidade com que se criam os caracóis. Este estudo deve-se ao meu trabalho de pesquisa e desenvolvimento nas diversas áreas do Marketing. (isto é um trabalho de Marketing).


Fico feliz por todos aqueles que leram o meu artigo e estudo sobre os caracóis, mas devo dizer que este blog é um duplo blog e têm ligação a outro blog através de uma imagem na lateral direita.


Este blog foi um trabalho desenvolvido na área de Marketing e no estudo de mercado. Foram, também pesquisadas e estudada formas de criação de caracóis em cativeiro.


Através de algumas práticas simples são possíveis desenvolver um óptimo negócio de subsistência com poucos custos e com reciclagem de materiais encontrados no lixo.


Quem quiser voar mais alto e investir à sério, têm que investir forte na pesquisa e na reprodução. É bom dizer que "os caracóis" são um negócio de baixo custo e promete um bom retorno, depende do terreno e da força de trabalho de cada um.



Embora estes “bichinhos” pareçam frágeis, não são: são muitos resistentes e quando comem, comem mesmo. Para a sua resistência é fundamental o calor do sol, pois o calor e a vida ao ar livre contribuem para a rigidez da sua casca e para o seu desenvolvimento.


Eles gostam de passarem o seu tempo agarrados a chapas de madeiras, plásticos rijos e materiais resistentes onde possam usufruir do calor do sol e ao mesmo tempo se protegerem do mesmo, É muito importante a humidade no local, eles gostam de hortaliças e alguns legumes e de mato em geral.


Veja também a continuação deste blog que é uma empresa fictícia, apenas para à conclusão das ideias.





Aqui nestes blogs encontram-se as ligações para Empresas produtoras, mas aviso já que são muito poucas e que a maioria dos caracóis consumidos no litoral português vem de Marrocos e não têm qualquer controle que garantam à qualidade dos mesmos.



Um abraço.







quinta-feira, 24 de junho de 2010

CARACÓIS. Um negócio de verão

Imagem original: pratodecaracois


O verão está aí e a corrida aos caracóis já começaram.
Aqui na zona de São Domingos em (SANTARÉM), numa nova urbanização que outrora era uma quinta, encontram-se pela manhã muitas pessoas à procura do mesmo: "CARACÓIS", estas pessoas na sua maioria são desempregados e vão a caça ao caracol. Alguns investem seu tempo livre para arranjarem um bom petisco e outros são com objectivos comerciais, ou seja: Vender para a tasca ao lado.
Neste momento o ganho médio é de: 2.50 por quilograma.
Deixo aqui uma receita para cozinharem os ditos rastejantes.
Um petisco de verão.
Caracóis
Azeite
Vinagre
Alhos
Salsa
Orégãos (frescos)
Caldo de carne (opcional)
Louro (fresco)
Sal e pimenta
Muito importante: Deve ser cozinhado em água mineral e cozinhar lentamente em lume baixo durante quase 2 horas.
Convêm deixar os caracóis sem comer durante uns dias antes de os cozinhar. Depois devem ser bem lavados em várias águas. Deixam então de molho em água com sal e vinagre durante umas horas. Durante este tempo é aconselhável mexe-los de vez em quando. Passadas as tais horas, lavam-se novamente em várias águas e muito bem.
Ponha os caracóis juntamente com água, azeite, alhos (dentes inteiros), salsa, pimenta e o louro. Salgue levemente. Após ferverem um pouco, deite o caldo de carne e os orégãos. Enquanto fervem vá retirando a espuma com uma escumadeira. Por fim corrija o sal.

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.
Trecho tirado do Jornal o Público do dia 17/10/10

terça-feira, 28 de abril de 2009

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO "RENTÁVEL"


Imagem original: blogdepaisagismo.lopes

É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"


 
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”


Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”
VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL

Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.

Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.

“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.

“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.

O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores. IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA

As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.

Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.

A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.