domingo, 5 de setembro de 2010

Projecto Caracol

imagem original: fugaspublico


É um trabalho e desenvolvimento na área de Marketing, com o intuito de elaborar o desenvolvimento de um projecto com bases na teoria e na prática.
A EMPRESA em questão é fictícia, mas os estudos são elaborados sobre uma base fiável, e a criação de caracóis, foi posto em prática num armazém numa gaiola 2 x 1 metros por 2 metros de altura sem luz solar. Após 7 meses de observação no desenvolvimento dos mesmos, com uma alimentação de mato e ervas daninhas e mais couves, chegou-se a conclusão que a luz solar faz muita falta para o desenvolvimento dos caracóis, principalmente da rigidez da sua concha. Os predadores que surgiram, foram as formigas. Estas foram isoladas no ninho com remédio próprio para o efeito.
Durante este tempo nenhum caracol morreu, mas entraram passados 3 meses em estado de hibernação e não se reproduziram.
Neste improvisado viveiro, feito de redes e tábuas velhas, foram postos caracóis de diversos tamanhos. Muitos dos caracóis ficaram agarrados por baixo das tábuas, explorando assim a humidade, outros preferiram os acrílicos e os metais (chapas de zinco), mas poucos escolheram o fundo que era cheio de areia.
Todos os dias, borrifávamos os caracóis com um borrifador, para manter a humidade dentro do viveiro.
Sabemos que a areia é importante, pois ela também retém a humidade.
Após esta experiência, descobrimos que os nossos invertebrados amigos são muito resistentes e acabamos por soltá-los, ainda foram mais de 3 milhares.

O CARACOL

Imagem original: Luzes Amarelas

O caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica. Os caracóis são terrestres e respiram através de um pulmão.

Gastrópode é um grupo de moluscos que inclui animais univalves (por oposição aos bivalves) como a lesma, o caracol e o caramujo (molusco de água doce).
A cultura caracóis para consumo denomina-se Helicicultura e o seu criador chama-se helicicultor.
O caracol é um molusco invertebrado. Possui um esqueleto externo que é a sua concha. O seu corpo divide-se em três partes: cabeça, pé e massa visceral. Na cabeça há uma boca, quatro tentáculos (chifres ou antenas) e um orifício genital. Nos tentáculos maiores estão os olhos; os dois tentáculos pequenos têm função táctil. O orifício genital fica atrás da cabeça, do lado direito do animal. É hermafrodita (possui aparelhos reprodutores dos dois sexos), há uma vagina, um pénis e um dardo calcário no interior do orifício. O pé é a massa muscular que se espalha à frente e atrás da concha. A massa visceral fica no interior da concha. Lá estão o fígado, rim, coração e parte do intestino. A concha é o esqueleto externo. A sua forma e coloração são variáveis conforme a espécie. Ela é também o seu abrigo natural contra predadores, luz, frio e calor. Essa concha é constituída de carbonato de cálcio, daí a importância do cálcio na alimentação do animal.

Respondendo aos interessados.

imagem original: ionline
negócios de caracóis
Este tema foi o que mais chamou a atenção do público, infelizmente por causa da ausência e dos meus estudos não pude responder devidamente a cada navegador virtual.
Mais uma vez peço desculpas à todos e a partir do mês de Outubro estarei disponivel para responder á todos aqueles que estão interessados em obter informações.
Quero que saibam que realmente foi falta de cabeça e de tempo.
Peço apenas que vocês interessados analizem as vossas idéias e procurem desenvolver soluções e pensem que nunca é tarde para realizarem algo que vocês querem.
Este mercado está pouco explorado, mas é preciso começar por baixo e analizar o comportamento dos caracóis e a velocidade da reprodução dos mesmos.
Este "BLOG" e as suas ligações fornece toda a informação necessária para começar.

É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"


A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”



Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL


Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.



Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.


“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.



“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.


O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores. IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA


As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.


Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.





A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Curiosidade: Veneno de caracol

Imagem original: genedenxxi
CARACÓIS
Veneno da saliva de caracóis pode tornar-se base para analgésico forte



Investigadores da Universidade Queensland, na Austrália, desenvolveram uma nova versão de um medicamento a partir da saliva de caracóis do mar. O forte analgésico – tão eficaz quanto a morfina – poderia ser administrado em forma de comprimidos.



Num artigo publicado na Chemical & Engineering News, os cientistas afirmam que a saliva dos caracóis contém substâncias químicas que ajudam estas lentas criaturas a capturarem presas. Antes, o potencial deste cuspo venenoso dependeria da injecção das drogas directamente na medula espinhal das pessoas, o que limitava o seu uso.



Agora, a equipa desenvolveu uma maneira de fazer com que as substâncias analgésicas presentes na saliva dos animais sejam administradas oralmente. Além de aliviar a dor, não oferece risco de causar dependência química, como é o caso da morfina.

Notícia original: rcmpharma

Temperatura e clima


Requisitos e restrições climáticos e ambientais quanto à criação de caracóis

A partir das descrições das três espécies principais de caracóis torna-se claro que os caracóis, na sua condição de animais de sangue frio, são sensíveis as mudanças de temperatura e humidade atmosféricas e não se diferenciam muito de outras raças.

Os caracóis, são capazes de tolerar uma variedade de condições ambientais, mas quando a temperatura e/ou a humidade não são do seu agrado, eles entram em dormência, ou seja hibernam.

O caracol recolhe todo o seu corpo dentro da sua concha, selando a abertura de entrada com uma camada branca, calcária para prevenir a perda de água do seu corpo. Esta reacção é típica de todas as espécies de caracóis.

Os caracóis recolhem-se nas suas conchas se a temperatura for demasiado elevada ( c. 30 °C,) ou se a humidade do ar é demasiado baixa, ( c. 70-75% de humidade relativa),

Os caracóis hibernam caso a temperatura baixe para menos de (c. 5 °C).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles são muitos resistentes.

Os caracóis precisam de:

Imagem original. freewebs
negócios de caracóis
O que os caracóis necessitam na alimentação.

Os caracóis necessitam de hidratos de carbono para a energia e proteína para o crescimento. Adicionalmente necessitam de cálcio (Ca) para as suas conchas, assim como doutros minerais e vitaminas.
A carne de caracol tem um teor baixo de fibras cruas e de gordura; por esta razão estes componentes têm pouca importância na alimentação dos caracóis, o calor do sol também é fundamental para a consistência da sua casca.

Observação: As frutas geralmente são ricas em minerais e vitaminas e pobres em proteínas.

Alimentação de caracóis

Imagem original: arcadenoe
negócios de caracóis
Existem muitos tipos de alimentos para caracóis.

Uma das maiores preocupações de quem começa uma criação de caracóis é o que os caracóis comem?

Primeiro é identificar quê: Os caracóis são vegetarianos e comem muitos tipos de comida. Os caracóis assim como outros animais evitam plantas com folhas peludas ou que produzem
substâncias químicas tóxicas.

Os caracóis jovens preferem folhas tenras e rebentos e comem mais que os adultos, muitas das vezes mais que o dobro da comida.

À medida que ficam mais velhos, os caracóis adultos alimentam-se, cada vez mais, de detritos: folhas caídas, fruta podre e húmus. Deve-se alimentar os caracóis mais velhos com a mesma comida que se encontra no seu habitat.

Não há muito que aprender, a mãe natureza nos ensina. Para começarmos a criação, basta olharmos para o seu local de vivência e vermos que tipo de vegetação está no campo.

Para adiantarmos e ganharmos tempo, basta saber que as quintas estão cheias de caracóis e o plantio também, constituindo assim uma grande dor de cabeça para os agricultores; ou seja: O caracol também come quase tudo que o ser humano come.

Entre tantas as coisas que eles comem, encontramos, beringelas, couves, alfaces, pepinos, frutas e folhas, inhame, batata-doce, cascas de frutas como a banana.

Quem tiver acesso aos restos de vegetais que são jogados fora dos mercados e feiras, têm um óptimo negócio pela frente.
Atenção:
Os restos de vegetais que sobram da nossa alimentação, não devem ser dados aos caracóis, devido ao sal ou temperos existentes assim como vinagre e azeite.