segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Festa dos Caracóis ou Festa de Nossa Senhora do Fetal

Milhares de caracóis iluminam procissão
Festa de Nossa Senhora do Fetal também é conhecida por Festa dos Caracóis
É uma festa e uma procissão que engrandece o Património, a Tradição e Cultura e as Festas Populares.
Os festejos da aldeia do Fetal homenageiam a padroeira Nossa Senhora do Fetal e divulgam um dos produtos gastronómicos mais emblemáticos da região: o caracol. Durante a procissão religiosa milhares de cascas de caracol com azeite e um pavio aceso iluminam o caminho. Gastronomia e jogos tradicionais completam os festejos. A primeira procissão tem lugar nove dias antes da festa, que ocorre no primeiro domingo de Outubro. A segunda procissão transporta a imagem da Senhora, da igreja matriz onde permaneceu durante nove dias, de regresso à sua capela, no primeiro sábado de Outubro.
Todos anos centenas de pessoas do distrito de Leiria são esperadas para à noite da tradicional procissão do Reguengo do Fetal, cuja particularidade é a iluminação do percurso, entre a Igreja Paroquial e a capela existente num monte, onde está guardada a imagem de Nossa Senhora do Fetal.
À semelhança de anos anteriores, a população guarda as cascas dos caracóis durante o ano param serem colocadas nos locais por onde passa a procissão. Dentro de cada casca é colocada uma torcida e um pouco de azeite que faz o efeito de lamparina. Ao sinal dado pelo estoiro de um foguete, tem início a procissão e a iluminação pública desliga-se, ficando apenas visível a luz dos caracóis.
A imagem da santa é transportada da capela até à Igreja Paroquial, onde ficará até ao dia 2 de Outubro. Neste dia, a imagem é novamente transportada em procissão para a capela, onde será celebrada a eucaristia.
Nas zonas mais altas da localidade, os moradores e os alunos da escola do 1.o Ciclo desenham efeitos alusivos à festa com recurso a milhares de cascas de caracóis.
Ontem de manhã, os 32 alunos da escola, acompanhados pelas duas professoras, desenharam, com 600 cascas de caracóis, uma lua, o ano de 2010 e o nome da escola.
“É engraçado porque as crianças participam há vários anos nesta tradição ”, afirma Idalina Reis, umas das professoras da Escola do 1.o Ciclo do Reguengo do Fetal.
Nuno Gil, pároco da freguesia, e um dos impulsionadores da festa, afirma que este ano a festa reveste-se de um duplo significado: a realização da tradicional procissão e a inauguração das obras de remodelação da capela, onde está guardada a imagem de Nossa Senhora do Fetal. Os custos das obras (124 mil euros) foram suportados pela população e pela comunidade emigrante residente nos Estados Unidos da América.
Os festejos da Nossa Senhora do Fetal, no Reguengo do Fetal, na Batalha, começam sexta-feira, 24 de Setembro, com a primeira Procissão dos Caracóis.
Na realização da procissão são utilizadas milhares de cascas de caracóis, recolhidas pela população da freguesia e embebidas com azeite e uma torcida de algodão.
Depois, os festejos continuam nos dias 2 e 3 de Outubro, em honra de Nossa Senhora do Fetal.
A segunda procissão nocturna acontece dia 2 de Outubro, após a eucaristia na Igreja Paroquial marcada para as 21 horas. Segue-se a peregrinação para o Santuário, seguido de arraial na Praça da Fonte.
Domingo, 3 de Outubro, os festejos têm início às 10h30, com uma recolha de ofertas acompanhada pela Filarmónica.
O texto original é de autoria de: regiaodeleiria

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Caracóis, "DÃO DINHEIRO"

Imagem original: tachoalume
negócios de caracóis


Ganhar dinheiro com CARACÓIS.




Segundo algumas fontes, os caracóis comprados em Marrocos, conforme a quantidade e à procura e ainda à época, chegam à Portugal pelos valores entre, 0,75 aos 0,80 cêntimos de euro o quilograma (preço para importador).



Este valor é para grandes quantidades, estamos a falar de camiões carregados deles e também o preço mantêm-se enquanto houver excesso. Quando começa a ficar escasso, o caracol atinge os 0,90 aos 1,20 euros.



No s supermercados, o quilograma é vendido entre os 2,00 aos 3,00 euros o quilograma, enquanto no comércio paralelo, pessoas que os apanham e vendem aos cafés e restaurantes do comércio tradicional. É vendido por 2,00 a 2,50 euros o quilograma. O preço do caracol e a sua origem é que determinam o valor para estabelecer o preço.



Aqui no Vale de Santarém, a apanha do caracol no campo, vem engrossar os rendimentos das famílias, principalmente as de “etnias ciganas”, que chegam a limpar os campos.



O caracol “MARROQUINO” é o mais comercializado e proporciona fontes de rendimentos mais rápidas para os importadores, mas em termos de qualidade do produto, o caracol “RIBATEJANO” é o melhor e é mais saboroso devido o pastagens e a proximidade das oliveiras, que parece ter influência na sua carne.



Os negócios de importação e comercialização de caracóis, são uma grande fonte de rendimentos e ainda é um negócio em expansão.



Em Portugal são poucas as empresas que investiram neste mercado, mas para quem quer trabalhar com um produto de qualidade é uma óptima oportunidade de investimento.



O conselho é: Pesquisar o mercado, preços, formas de criar caracóis, venda do animal vivo, carne de caracol congelada, ovos ou ovas de caracóis, caracoletas, importação, técnicas, predadores, húmus, minhocas e já agora fazer um estudo mais aprofundado sobre esses pequenos mas resistentes “GASTRÓPODES”.



Calcula-se por alto e por especulação que durante o bom tempo do VERÂO, as importações atingem mais de 120 toneladas por semana, valor este somado por vários importadores.



Estes caracóis, vêm parar à explanada nos valores entre 3,00 aos 3,50 euros no RIBATEJO e cerca de 3,50 aos 4,00 euros nas zonas de praia, podendo até atingir 5,00 nas zonas com mais turismo. Estes pratos, andam na média de 300 gramas. Uma travessa maior pode chegar aos dez euros. No caso da caracoleta, o preço dispara para preços mínimos de 6,00 euros o pratinho.


Imagem original: mundoparticularlay

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O que come os caracóis

Imagem original: tomaradianteira.


O HELICICULTOR


O que os caracóis comem.


Os caracóis são vegetarianos e comem muitos tipos de comida e restos, frutas, cascas, restos de alface, couves, casca de banana, batata-doce, restos de comidas sem sal assim como: arroz, feijão, tubérculos, pepinos e outras plantas e vegetais. Os caracóis evitam plantas com folhas peludas ou picos ou que produzem substâncias químicas tóxicas ou certas resinas.



Os caracóis jovens preferem folhas tenras e rebentos; eles consomem cerca do dobro de comida da dos caracóis adultos. À medida que ficam mais velhos, os caracóis adultos alimentam-se, cada vez mais, de detritos: folhas caídas, folhas velhas, fruta podre e húmus. Deve-se alimentar os caracóis mais velhos com a mesma comida que os mais novos. No caso de ser necessário alterar a dieta, os novos alimentos deverão ser introduzidos gradualmente.



Os caracóis necessitam de hidratos de carbono para a energia e proteína para o crescimento. Adicionalmente necessitam de cálcio (Ca) para as suas conchas, assim como doutros minerais e vitaminas. O calor do sol é importante para a consistência da concha.



A carne de caracol tem um teor baixo de fibras cruas e de gordura; por esta razão estes alimentos têm pouca importância na alimentação dos caracóis.



Existem pessoas que dão restos de comida aos caracóis e aos caranguejos, criam-nos nos quintais. Atenção aos temperos, sal e picantes, estes (bichos) não podem comer restos com tempero.


sábado, 25 de setembro de 2010

Esquema "organograma"

Um exemplo para pensar:


Processo para a venda do produto, no caso "caracol". (grandes empresários)
1º • Contacto com o cliente.
2º • Enviar a amostra.
3º • Receber o pedido com as condições de venda.
4º • A abertura da carta de crédito pelo importador.
5º • Colecta do caracol e selecção
6º • Transferência do caracol e materiais de embalagem para a unidade de transformação.
7º • Processamento (lavagem, escolha e desinfecção, pré-cozidos, congelados e pesados).
8º • A embalagem a vácuo em sacos de 5 quilos e acondicionadas em caixas de papelão.
9º • Desembaraço Aduaneiro (Alfândega).
10º • Inspecção do produto.
11º • Transferir o produto acabado para o porto.
12º • Transporte e entrega de documentos para o banco correspondente.
13º • Colecta da conta no prazo estipulado na carta de crédito.
14º .Garantia de devolução no prazo estipulado.
Ps.
Uma vez que a inspecção é feita fora de Portugal, normalmente em Espanha, no caso dos caracóis marroquinos, dê uma olhada no "post" a seguir:

Importação de "GASTRÓPODE"

Imagem original: limaoodoce
negócios de caracóis
IMPORTAÇÃO:
SEM LEI ESPECÍFICA

As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.

Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.

A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.

Convém pesquisar através deste organismo, (DGV) se já surgiu alguma lei ou regra nova para o controle de caracóis.

Negócios de caracóis.

negócios de caracóis

Negócios de caracóis.
À maior parte dos caracóis continuam, vindo de "MARROCOS", existem empresários portugueses que facturam mais de 1.000.000,00 (um milhão de euros) anuais com estes pequenos invertebrados.

Esta espécie "marroquina de caracóis", não merece a concorrência portuguesa, devido os baixos preços de comercialização e também lembramos que esta espécie de caracóis marroquinos, são mais vorazes sexualmente e aliado ao clima de Marrocos a sua reprodução é mais rápida.

Os caracóis portugueses são maiores, mas menos reprodutivos, mas também são mais saborosos na confecção.

A maior parte deste gastrópode que é fornecido aos restaurantes e cafés do nosso país, não são devidamente controlados e não se sabe ao certo se são saudáveis ou se trazem com eles algum químico anti predadores.

Este é um óptimo negócio para fomentar em Portugal e também para criar legislação através de associações próprias para o efeito.
Portugal pode competir contra os preços mais baixos da concorrência se apostar na qualidade e na saúde do consumidor.
Dizem os conhecedores que o caracol "DO RIBATEJO" é mais saboroso devido ao clima e as pastagens.

PS.
Por outro lado, há criadores marroquinos que dizem que são feitas regularmente análises sanitárias para garantir a qualidade dos animais. Transportados vivos até Portugal. Eles são transportados em camiões frigoríficos.
Dizem que os caracóis são fiscalizados pelas autoridades sanitárias em Tanger e em Algeciras (Espanha).
Resta-nos acreditar que sim, mas existem dúvidas por parte de muitos consumidores, que são chegados aos importadores. Alguns compradores acham estranho que alguns fornecedores trazem os caracóis sem qualquer rótulo, origem nem definições.
Até o momento, parece que ninguém sofreu qualquer envenenamento ou teve que fazer uma lavagem ao estômago.


"É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”

Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”

Quanto ao comerciante de caracóis em Portugal, está sujeito á muitos factores que podem ou não aumentarem o lucro.
O caracol está disponível no mercado nos meses de MAIO, JUNHO, JULHO e AGOSTO. No inicio o preço de mercado é mais baixo e com hipóteses de negociar preço e quantidade, no último mês a produção já está em baixa e a oferta é menor, isto faz com que os preços aumentem para todos e acaba por pesar no bolso do cliente final.
Por sua vez, as chuvas nestes meses, é bom para o caracol, mas é mau para quem vende, pois afasta os clientes.


Existem vários preços praticados no mercado e a ideia não é levar muito caro, mas fazer o cliente tomar uma boa quantidade de bebidas frescas, no caso à “IMPERIAL”.
negócios de caracóis
Imagem original: madeinportugal

Normalmente, o comprador paga a quantia de 2,50 euros o quilograma de caracóis e vende o pratinho na casa dos 3,00 aos 3,50 euros e à travessa 5,00 euros. Podemos dizer que num lugar de passagem, o lucro é fabuloso. Em certas zonas, ainda há outro tipo de negócio, o dono do estabelecimento é abordado pelo cidadão comum, que vende os caracóis aos 2,00 euros o quilo e sem factura, isso aumenta substancialmente o lucro.
O segredo de um bom petisco é sem dúvida o tempero. Existem mais de 1000 maneiras de fazer caracol, mas cada casa têm a sua, sabemos apenas que além dos ingredientes correntes, a malagueta e a água mineral é uma delas, os outros segredos, cabem vocês descobrirem ou inventarem.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os caracóis

Imagem original: carlosalberto0

Os caracóis podem ser encontrados nos jardins, hortas e pomares, pois eles se alimentam de diversos tipos de plantas. As poucas espécies carnívoras alimentam-se de minhocas, ou de outros caracóis e lesmas. Os caracóis terrestres são encontrados em ambientes de solo húmido, não encharcado, e são difíceis de ser observados durante o dia, pois, 99% de suas actividades ocorrem durante a noite. Duas a três horas após o anoitecer os caracóis já podem ser observados em actividade.
Muitas das espécies de caracóis são comestíveis. Em escavações arqueológicas, foram encontradas conchas de caracóis assadas, indicando que o homem utiliza estes animais como alimento desde a pré-história. Como exemplo de caracol comestível, cita-se o escargot (Helix aspersa ou Helix pomatia).
Os caracóis são muito consumidos em França. O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), cujos adultos chegam a medir entre 15 e 20 cm de altura, 10 a 12 cm de comprimento e chegam a pesar cerca de 200 g, é apreciado em muitos países.
Esta espécie, que foi introduzida em diversos países pelo próprio homem, tornou-se uma praga de diversas culturas, jardins e hortas. O caramujo-gigante-africano, em vida livre, transmite o verme Angistrongylus cantonensis, que causa a angistrongilíase meningoencefálica, doença que acomete o sistema nervoso central.