terça-feira, 9 de novembro de 2010

Baba de caracol

Imagem original: Um exemplo de uma marca.

Indústria cosmética investe em pesquisas de produtos inovadores para tratamentos da pele
Você usaria a baba de caracol para ficar mais bonita?
Ver notícia completa e original Terra:

A indústria cosmética procura cada vez mais opções para aperfeiçoar seus produtos. As pesquisas na área da cosmetologia avançaram para substâncias inexploradas e inusitadas como a secreção de caracol, ou sua "baba", as células tronco, as gemas vegetais e o pó de pérolas.

A baba de caracol é uma secreção produzida pelo molusco quando sofre irradiação, tem alto poder cicatrizante, pois é rico em aminoácidos e vitaminas. A substância foi utilizada com grande sucesso em queimaduras de vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, na então União Soviética, em 1986. Verificou-se que a recuperação foi duas vezes mais rápida.

Actualmente, a substância é usada para regeneração da pele de pessoas que se submetem à radioterapia. Mas na Europa já se encontra a muito tempo no mercado e com preços diversificados. Por exemplo as lojas dos chineses vendem esse produto em pomada por um preço bastante inferior ao do mercado.

A indústria da beleza ainda estuda um produto "que regenera a pele com rugas e dá mais firmeza à pele, o creme de baba de caracol, que estimula a produção de colágeno", diz Maurício Pupo, especialista em cosmetologia e coordenador da pós-graduação em Cosmetologia da UniCastelo e UnigranRio Brasil. "A substância começou a chegar no Brasil e algumas farmácias de manipulação já a utilizam."

Belmiro Domingos grão-mestre da Confraria do Caracol

Imagem original: thebestoflagos


Belmiro Domingos (grão-mestre da Confraria do Caracol criada em 2009),natural de Cernaxe de Bonjardim mas a residir em Aveiro, presidente da Confraria dos Caracóis, começou em 2004, em Lisboa, com a primeira Feira do Caracol, estendendo-a a partir daí a diferentes pontos da geografia portuguesa. No ano passado, deslocou-se até Barcelona e Andorra, onde permaneceu sete meses, apresentando várias formas de preparar os caracóis.
Lanhelas surgiu agora no itinerário deste gastrónomo, por intermédio de um lanhelense (José Abel Ribeiro) que, apercebendo-se da realização de um festival em Leça há quatro anos atrás, se deslocou até lá, saboreou os pratos apresentados, contactou o organizador, ficando desde logo aprazada uma deslocação a Lanhelas, logo que a oportunidade surgissse.
O Bar do Rio abriu-lhe as portas e Belmiro Domingos confeccionou uma série de especilidades à base de caracol importado de viveiros e obtidos em hipermercados (esgotou o stock existente numa grande superfície de Vigo) ou recolhidos do seu ambiente natural, biológicos, portanto.
Esta notícia encontra-se no jornal: Digital region. caminha2000, Veja as fotos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Negócios de Caracóis: Formação de helicicultura

Negócios de Caracóis: Formação de helicicultura: "A formação sobre helicicltura pode ser do âmbito das acções de formação e workshops promovidas pela Biojogral! O sucesso na divulgação da he..."

domingo, 24 de outubro de 2010

Formação de helicicultura

A formação sobre helicicltura pode ser do âmbito das acções de formação e workshops promovidas pela Biojogral!

O sucesso na divulgação da helicicultura levada a cabo pela Biojogral originou um aumento exponencial na procura das visitas guiadas às nossas instalações, como tal tornou-se imperativa a restruturação dos nossos serviços.

Endereço
Monte Jogral
Caminho dos Césares
2985-051 - Canha
Portugal

Telefones

963 054 378

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Caracol pequeno

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ração para caracóis.

Muitas pessoas perguntam onde se pode comprar ração para caracóis.
Os caracóis não são esquisitos, comem um pouco de quase tudo.
A ração geralmente é composta de uma mistura de farinha de soja, trigo, milho e aveia. Geralmente a ração é rica em cálcio, mas eles também comem. folhas de couves, alfaces, pepino,batatas cortadas, restos de comida sem tempero e sem sal, rutos carnosos como a melancia, banana e maçã.
Algumas espécies de caracóis são predadores e comem outros caracóis, também podem comer excrementos de aves.
São animais de hábitos noturnos e vorazes pois comem uma grande quantidade de alimentos. Mas essa voracidade está diretamente relacionada ao clima e às estações do ano: não se alimentam por vários dias em clima seco e quente mas consomem diariamente cerca de 40% de seu peso nos dias frescos.

Em 2004 na 41.ª Feira Nacional de Agricultura os espanhóis ensinaram uma forma de criação e engorda de caracóis.

Neste ano de 2004 foi um dos sectores em destaque no pavilhão de Espanha, instalado na Feira de Santarém.

A helicicultura (cultura de caracóis para consumo) tem registado um forte crescimento no país vizinho e os produtores associaram-se, criando uma marca para melhor comercializar o seu produto.
Segundo a associação Cria y Engorde del Caracol, este molusco é baixo em calorias, mas rico em proteínas, vitamina C e sais de ferro.
Tendo em conta o aumento da procura a nível mundial, foram criadas novas técnicas de produção, que foram dadas a conhecer na Feira Nacional da Agricultura (FNM).

Os nossos vizinhos espanhóis encontram-se muito a nossa frente no que é a cultura dos caracóis, inclusive no que diz respeito a legislação.

domingo, 17 de outubro de 2010

Numa pequena exploração de helicicultura

Numa pequena exploração de helicicultura, de um amigo encontramos cerca de 300 caracóis reprodutores que podem pôr entre 60 e 150 ovos cada um, depois do acasalamento.
Os caracóis são hermafroditas mas têm de acasalar para haver fecundação. Eles unem-se pela cabeça e assim permanecem durante umas dez horas, podendo repetir a operação várias vezes. O período que medeia entre o acasalamento e a desova vária conforme a temperatura, mas pode chegar entre os doze aos quinze dias.
No passo seguinte, o caracol escava um buraco de três a quatro centímetros de profundidade na terra e ali deposita os ovos. O buraco é tapado e inicia-se a incubação que pode durar entre 14 e 30 dias, conforme a temperatura. Em seguida, o caracol nasce já formado, com uma casca de três milímetros e com 27 mg de peso. Então começa a se alimentar de matéria orgânica e restos dos ovos.
Nos viveiros o helicultor, após passado algum tempo dos caracóis saírem desta espécie de maternidade faz a recolha e os coloca em locais onde vão começar a “engordar.”
Durante o dia se escondem da luz solar e à noite saem. O caracol se esconde debaixo de telhas, chapas, madeiras, bidões de plástico ou lata. Quando chega à noite começa a correria da procura de comida, comem ração própria e quase tudo o que aparece no seu caminho, geralmente o que é verde.
A sua ração é composta de uma mistura de farinha de soja, trigo, milho e aveia. À noite, alem da ração, comem couve, trevo e alface, que também são semeados no terreno onde se encontram.
Estes gastrópodes sobem por cima de tudo, por isso os viveiros possuem redes. Estes pequenos animais necessitam de quatro meses para atingir a idade adulta e para poder ser comercializado no mercado.
Um caracol adulto pesa entre 5 e 20 gramas no caso os mais comercializados são o “helix aspersa” ou “petit gus”, francês e o máximo, conhecido por “escargot de Bourgogne”.
Segundo alguns criadores, a partir de 2000 aos 5000 metros quadrados, já podemos ter um negócio de peso no mercado, com as novas tecnologias e o reaproveitamento de águas da chuva, podemos poupar bastante em despesas. É bom lembrar que podemos criar caracóis em casas com quintais e ganhar alguns trocos na nossa vizinhança, mas para quem sonha mais alto, precisa investir e aí os valores aumentam conforme o nº de estufas que se quer.
Segundo alguns criadores cada estufa custa cerca de 20.000 euros , não podemos esquecer que os caracóis também têm os seus predadores.
Eles são uma presa fácil para muitos outros animais que alimentam-se de caracóis. Os ratos, pássaros diversos, batráquios (sapos e rãs), toupeiras, osgas, lagartixas, ácaros, insectos entre outros.