sexta-feira, 25 de março de 2011

Negócio

APOSTA NA QUALIDADE
Tema do Jornal "O MIRANTE".
Veja a notícia completa no mesmo.

Se existem ainda pequenas mercearias que mantêm o negócio praticamente inalterado, outras tentam dar a volta por cima e atrair os clientes com a qualidade dos produtos que vendem.

Além dos bens de primeira necessidade a HortiCaracol, localizada no nº16 da Rua César Augusto Fernandes, em Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, distingue-se pelos diversos tipos de pão que vende, desde o alentejano até ao de Castro Verde. Os enchidos de Almodôvor, Estremoz e Vila Nova de S. Bento, os queijos típicos de Serpa, as azeitonas, os licores da Madeira e dos Açores, a ginja de Óbidos, as compotas alentejanas e a fruta comprada a pequenos produtores são outros bens que garantem uma clientela fixa à casa.

Mas o forte desta pequena loja são mesmo os caracóis que este ano já começaram a vender. “As pessoas pagam mais caro, mas também reconhecem que vale a pena pela qualidade”, conta a funcionária Raquel Bravo.

Muitos clientes não são de Alverca mas de outras zonas do país que procuram na mercearia os produtos típicos da região onde cresceram. “Nota-se que sentem saudades e que querem permanecer fiéis à sua terra”.

A pequena mercearia não deixa de ser uma loja de conveniência onde as pessoas não compram grandes avios. “Não podemos competir com os hipermercados porque se compramos em menor quantidade o preço final tem de ser maior”, aponta. Mesmo com os preços ligeiramente mais elevados, a funcionária acredita que o tempo e o combustível que se gastam para ir a uma grande superfície pode acabar por não compensar.

Imagem de: carlosalberto0
A vida nestas pequenas mercearias não está fácil e adivinha-se que as casas, geridas na sua maior parte por idosos, vão acabar por desaparecer. “O princípio mais profundo da natureza humana é o desejo ardente de ser estimado” lê-se num papelinho escrito à mão na Casa Isabelita. E esse é também o desejo destes pequenos negócios familiares.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Solo para caracóis

O solo constitui a parte principal do habitat dos caracóis. A composição e a textura do solo, assim como o seu o teor de água são factores importantes a considerar aquando da selecção do local para iniciar a criação de caracóis.

A concha do caracol consiste principalmente de cálcio, extraído do solo e da alimentação.

Os caracóis extraem do solo a maior parte das suas necessidades em água.

Os caracóis escavam no solo para aí porem os seus ovos e descansarem durante a estação seca.

Por todas estas razões é essencial que o solo seja solto e que tenha um teor elevado de cálcio e de água. Podemos utilizar cascas de ovos entre outras coisas para ajudar a repor o cálcio.

Um solo que é pesado, argiloso e que fica saturado na estação das chuvas e compactado durante a estação seca, não é propício.

Um solo muito arenoso também não é propício devido à sua baixa capacidade de retenção da água.

Devem-se evitar os solos ácidos porque a acidez interferirá com o desenvolvimento da concha do caracol. Os solos que são demasiado ácidos devem ser neutralizados com cal até que tenham um pH de, aproximadamente, 7.

Os solos com uma composição elevada de matéria orgânica favorecem o crescimento e o desenvolvimento dos caracóis. De um modo geral, se solo é apropriado e benéfico para as culturas de taro, de tomate e de legumes de folhas também é propício para a criação de caracóis.

Antes de introduzir os caracóis no lugar onde se vai proceder à sua criação, deve-se soltar o solo através da lavoura

Os caracóis precisam de ambientes húmidos mas não molhados.

Embora os caracóis necessitem de humidade, se o solo for molhado ou estiver saturado tem que ser drenado. De igual modo, é necessário que a água da chuva possa escoar rapidamente. Os caracóis respiram o ar e podem afogar-se em ambientes/espaços excessivamente molhados. O teor de humidade do solo favorável é de 80% da capacidade de campo (capacidade de retenção de água). Nas horas de escuridão, uma humidade do ar superior a 80% promoverá uma boa actividade dos caracóis e consequente crescimento.

Este texto e a versão completa para curiosos e apreciadores de caracol, pode ser encontrada em: A Cultura de caracóis
A imagem pertence a: castelobranco-castelobranco

Comércio internacional de caracóis

O comércio internacional de caracóis está em florescimento na Europa e na América do Norte. Contudo, e apesar da procura considerável tanto estrangeira como local, a cultura comercial de caracóis tal como é praticada na Europa, no Sudoeste asiático e no continente americano, é praticamente inexistente em África. No Gana, Nigéria e Costa do Marfim, onde a carne de caracol assume um interesse particular, recolhem-se os caracóis nas florestas durante a estação das chuvas.

Contudo, nos últimos anos assistiu-se a um declínio considerável das populações de caracóis selvagens. Em primeira instância devido ao impacto de actividades humanas como sejam o desflorestamento, o uso de pesticidas, a agricultura de “derrubar e queimar”, os fogos espontâneos e a recolha de caracóis que ainda não atingiram o tamanho adulto (imaturos).

É por isso que é importante encorajar a cultura de caracóis (helicicultura) para que se possa conservar este recurso importante.

Texto original: A cultura de caracóis
                                                   Imagem de: ma-schamba

Curiosidades "moluscos" Brasil

Registros históricos e documentais relatam que, já no início do século XX, imigrantes italianos estabelecidos em terras cafeeiras litorâneas do Estado de São Paulo consumiam, ao estilo ditado pela tradição artesanal camponesa europeia (... preparados com gostosas massas de manteiga previamente temperada com ervas aromáticas, derretida ao calor do forno a lenha, escorrendo pelas bordas das grandes e vistosas conchas!...), e na falta dos seus tradicionais "Chiocciola" (escargot/caracol em italiano), caracóis nativos Megalobulimus catados (apanhados) na natureza, e ainda, nas décadas de 1950 e 1970, comercializados para consumo (produto extractivista) nos mercados públicos do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.

Conchas de gastrópodes era "dinheiro".

MOLUSCOS UTILIZADOS COMO MOEDAS
                                                         Imagem de: makejetomosso
Conchas de gastrópodes constituíam o dinheiro de várias raças nativas – raça Wampum de Índios americanos (STORER, 2002). Para os Iroqueses

Wampum significa “fileiras de conchas.
Pérolas de Bivalves eram utilizadas como moedas no Japão;

O Cauri (conchas preciosas do tipo porcelana – Cypraea moneta e C.annulus), na África Oriental é a mais conhecida concha-moeda – ainda no século XIX era utilizada em vasta escala do Sudão a China e nas ilhas da Malásia (BIFANO, 1998);

Conchas de Scaphopoda (Dentalium sp.), enfiadas em cordões foram o dinheiro dos índios da Costa do Pacífico da Califórnia até o Alasca (SILVA, 2003);

Em algumas civilizações 20.000 conchas equivaliam a um saco de pele e 6.000 conchas U$ 1,00. Uma esposa jovem virgem valia de 60.000 a 100.000
                                                                          Imagem de: ensinodematemtica
conchas (equivalente de U$ 20 a 40,00), enquanto que as mais velhas valiam de 20.000 a 25.000 conchas (U$ 6,00);
Veja este estudo e pesquiza em: .biblioteca-acaoeducativa

quarta-feira, 23 de março de 2011

Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol? - Mundo Estranho

Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol? - Mundo Estranho
Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol?por Yuri Vasconcelos

Os três são moluscos, da classe dos gastrópodes. A principal diferença entre a lesma e os outros dois é que ela não tem uma concha externa – ou tem uma concha muito pequena. Já caracol e caramujo são sinônimos em várias regiões do Brasil, mas, na linguagem popular, caracol geralmente se refere aos gastrópodes terrestres, e caramujo, aos aquáticos. Já as lesmas podem viver tanto na terra como no mar. Juntos, esses três bichinhos somam cerca de 75 mil espécies. Além de numerosos, eles são antigos moradores da Terra: existem registros fósseis de gastrópodes de cerca de 500 milhões de anos atrás. Há entre 30 e 40 famílias de lesmas, contra 400 de caramujos e caracóis, de acordo com o biólogo Luiz Ricardo Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, autor do livro Land and Freshwater Molluscs of Brazil (“Moluscos Terrestres e de Água Doce do Brasil”). Você pode não gostar da gosma que eles deixam, mas sem eles, podem ocorrer desequilíbrios ambientais.

Curiosidades sobre o caracol.

negócios de caracóis

Curiosidades sobre o caracol.
- Um caracol-bebé tem a carapaça mole e demora três anos até ficar adulto.

- Sua casca necessita de lugares que receba luz, principalmente a luz solar, o calor e a humidade dão consistência ao caracol.
A falta de luz natural, deixa o caracol mole e faz com que hiberne mais tempo.
- O corpo mole dentro da concha também tem a forma de espiral e é lá dentro que se encontram o coração e o fígado do caracol.
Pertence a classe dos moluscos gastrópodes, assim como o caramujo e a lesma.
O caramujo está associado ao mar ou as águas, enquanto que o caracol é terrestre.
Estes bichinhos estão envolvidos num grupo de mais de 75.000 espécies.
- Os caracóis são herbívoros, alimentam-se de plantas e encontram-se em campos de cultura (nas zonas agrícolas) e, por vezes em jardins escondidos. Também podem aparecer nas bordas dos caminhos, nos muros, ou debaixo de pedras.
- Na parte inferior da cabeça existe a rádula, uma espécie de língua com a qual o caracol corta os alimentos.
- São os tentáculos situados na superfície superior da cabeça que permitem ao caracol sentir. Os olhos estão nas pontas dos tentáculos maiores e o olfacto nos tentáculos menores. Os caracóis não ouvem.
- São hermafroditas, isto é, possuem os dois sexos mas para procriar são precisos dois (um faz de macho e outro de fêmea).
- Acasalam em Maio e põem os ovos no Verão.
- A esperança de vida de um caracol é de 5 a 10 anos.