quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Souk el Arba du Gharb

Para um apreciador de caracóis, o nome Souk el Arba du Gharb não dirá grande coisa. No entanto é desta localidade marroquina, situada 200 quilómetros a sul de Tanger, que vem grande parte dos caracóis consumidos nos cafés portugueses. É aí que Francisco Caetano, o maior importador de caracóis português, tem um armazém próprio, que envia 60 toneladas de gastrópodes por semana para a sede da empresa Francisco Conde, situada na zona da Quinta do Conde, na Margem Sul do Tejo.
O sucesso de Francisco Caetano no negócio da importação deu-lhe o epíteto de ‘Rei do Caracol’. A empresa que criou em 1991 está hoje dividida em quatro subsidiárias, todas com o nome Francisco Conde – Marrocos, Transportes, Import/Export e Francisco Conde II, que inclui oito lojas de venda ao público. O grupo dá emprego a 34 trabalhadores e só as empresas de importação e de comercialização têm uma facturação anual de cerca de um milhão de euros cada, tudo graças aos caracóis.
Esta notícia pode ser encontrada no Correio da Manhã de Julho de 2007.

Ainda há caracóis

São 16 formas de confeccionar os caracóis, e caracoletas, a Feira do Caracol, está na Associação do Valongo até ao próximo dia 25.
Imagem de: Karlota
A iniciativa de Belmiro Domingos é única no país e no mundo, como o próprio gosta de referir. A feira do caracol percorre várias localidades de Portugal e Espanha, desde 2004, e todos os anos regressa a Cernache de Bonjardim, terra natal de Belmiro Domingos, onde de resto criou a confraria do caracol há cerca de 2 anos.

Veja a notícia completa em: Diário Digital

Para quem não sabe,  Belmiro Domingos é um dos maiores divulgadores da arte de comer caracóis em Portugal e nunca desistiu de promover e fomentar a cultura deste petisco por todo o país.
A maior parte das receitas são da autoria do próprio Belmiro, que adapta algumas já existentes, ao novo ingrediente.
Entre elas podemos encontrar: A feijoada de caracol, o caracol frito, ou com caril, e vão surgindo ideias e novas criações, parece que quem prova os petiscos do "Belmiro" fica fã.

Determinar a idade dos objectos

A datação por radiocarbono é amplamente utilizada para datar materiais como o carvão de fogueiras e o carbonato de cálcio presente nas conchas de caracóis, afirma Kent. Porém, ela se limita a aproximadamente 50 mil anos devido à meia-vida curta do carbono 14. Para datar sedimentos mais antigos, as técnicas incluem a tefrocronologia (que envolve potássio) e a magnetostratigrafia (que envolve ferro).

Veja mais em: notíciasciência

Ainda os caramujos e as lesmas

Os caracóis, principalmente as espécies como os caramujos e lesmas atuam como hospedeiro intermediário no ciclo de duas espécies de nematóides: Angiostrongylus cantonensis (Chen, 1935) e Angiostrongylus costaricensis, os quais podem parasitar o ser humano, sendo que a primeira espécie age no sistema nervoso central (em especial no encéfalo), e a segunda, instala-se preferencialmente no intestino delgado, podendo comprometer diversas vísceras abdominais. Logo, temos duas formas distintas de verminoses: a angiostrongilíase encefálica, também dita meningite eosinafílica, e a angiostrongilíase abdominal.


De acordo com TELES et al (1997) o ciclo de vida dos vermes do gênero Angiostrongylus é pouco conhecido, contudo, revela-se bastante complexo. O Homem aparece hospedeiro eventual, os pequenos roedores urbanos e silvestres como hospedeiros definitivos, atuando também como reservatórios das doenças, e o gastrópode como hospedeiro intermediário.

Veja mais em: eventosufrpe

Caracóis gigantes invadem Miami - JN

Imagem de Tamanduá dedetizadora

Florida state officials confirm that the giant African land snail has taken hold in South Florida and may pose a threat to human health as well as agriculture. Now they are going door to door to try to eradicate the snails. (Sept. 16)


A cidade de Miami está a braços com uma praga de caracóis gigantes. O animal, de origem africana, é muito perigoso e uma das maiores espécies de caracóis terrestres. Veja o vídeo.
Este animal, também chamado de Achatina Fulica, é altamente nocivo para a natureza e para o ser humano. Alimenta-se de cerca de 500 tipos de plantas, danifica estruturas de gesso e estuque e segrega uma bactéria mortal que pode originar meningite nos seres humanos.


Curiosidade sobre o achatina Fulica:
O Caramujo Gigante Africano (Achatina fulica), cujos adultos chegam a medir de 15 a 20 cm de comprimento, de 10 a 12 cm de altura e pesam cerca de 200 g, foi introduzido em diversos países pelo próprio homem e tornou-se uma praga de diversas culturas, atacando jardins e hortas. No Brasil não possui predadores naturais. A Achatina Fulica, foi trazida de outros países (como a África) por criadores de escargots, sem qualquer critério de avaliação do seu impacto ambiental.



No caso do animal (caracol gigante) fugir do cativeiro, este representa uma grande ameaça a saúde das pessoas. Esta espécie de caracol, pertence a classe de caramujo e é detentor de doenças.


Em vários países em que foi introduzido, numerosos esforços são dispensados para controlar esta praga.

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Um negócio fantástico.

Para quem aprecia histórias de sucesso e de curiosidades, recomendo o blog meninolopes que têm uma notícia de 2007.
Esta imagem pertence ao LitoralSaquarema


A venda de caracóis começou por ser mais uma experiência de negócio, mas em breve Francisco Caetano percebeu que a escassez do produto em Portugal favorecia o negócio da importação. A empresa prosperou e hoje toda a família está envolvida. Os dois filhos do casal trabalham na Francisco Conde e um deles está em Marrocos a gerir a sucursal da empresa no país africano. Com três camiões de grande porte, várias carrinhas de distribuição e um armazém dotado de câmaras frigoríficas e várias máquinas que facilitam o processo de lavagem, selecção e embalagem dos animais, a empresa é um caso de sucesso.

Um dos clientes de Francisco Caetano é Vasco Rodrigues, proprietário do restaurante O filho do menino Júlio dos Caracóis, nos Olivais, Lisboa. É uma das casas mais afamadas da capital para provar o petisco e os clientes chegam de todas as partes: “Tenho um senhor que chega a vir de França de propósito para vir comer caracóis”, garante Vasco Rodrigues, que se mantém ao leme do restaurante fundado pelo pai há mais de 50 anos.
Caracóis no Porto
Os portistas ou portuenses não são grandes apreciadores de caracóis e a maioria nem querem ouvir falar nesses gastrópodes.
Já começam alguns emigrantes a tentar incutir este petisco no norte, mas ainda há algum preconceito e até um certo repúdio pelos famosos bichinhos rastejantes. Nem o famoso “fino” parece incentivar a degustação desse molusco.
Em algumas feiras do norte, este petisco têm saída, talvez por curiosidade dos da terra e das visitas dos imigrantes e emigrantes, principalmente dos portugueses que vem de França passar férias com a família.
Houve quem pensasse em criar uma Confraria dos Caracóis mas, o sonho ficou pelo caminho.
No norte os petiscos andam em torno das tradicionais tripas a moda do porto, rojões, pataniscas, ou moelas entre outros, podemos dizer que o norte é amante das comidas e petiscos mais pesados e sempre bem regados com bom vinho ou muita cerveja.
Em 2007/2008, em Leça da Palmeira (Matosinhos), houve a Feira do Caracol, numa iniciativa que visava divulgar este molusco comestível na região Norte.
Segundo o Jornal Expresso na época, a iniciativa foi da responsabilidade de Belmiro Domingos que na altura tinha 58 anos.
Por ter constatado que no norte o caracol não era tão apreciado como no Sul Belmiro Domingos decidiu realizar a feira para divulgar este famoso molusco, embora tenha havido muito consumo durante o evento, parece que o caracol não conseguiu competir com os petiscos locais e tradicionais do norte.
Seja como for, são pessoas com coragem e iniciativa como o Sr. Belmiro Domingos que criam novas tendências. Esperamos que no futuro o nosso famoso caracol consiga conquistar os “nortenhos”.