quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

[Setúbal na Rede] - Fitossanidade: UE aumenta auxílio no combate a organismos perigosos

[Setúbal na Rede] - Fitossanidade: UE aumenta auxílio no combate a organismos perigosos

Canal Europapor Europe Direct (Península de Setúbal)
Fitossanidade: UE aumenta auxílio no combate a organismos perigosos Portugal vai receber 10 milhões para combater o nemátodo da madeira do pinheiro - muito disseminado no Distrito de Setúbal.

A União Europeia afectou 19 milhões de euros para co-financiar programas destinados a combater organismos prejudiciais às plantas em sete Estados-Membros e a prevenir a sua propagação na União evitando, assim, consequências graves para o mercado interno.

No decorrer de uma reunião do Comité Fitossanitário Permanente (CFP), os Estados-Membros aprovaram duas propostas da Comissão que prevêem o co-financiamento (15 e 14 milhões de euros, respectivamente) de acções já empreendidas no passado ou cuja execução está prevista para o próximo ano.

"A importância da fitossanidade no nosso quotidiano é frequentemente subestimada. Tendo em conta as consequências potencialmente catastróficas para os nossos cidadãos – como na Irlanda no século XIX quando as batatas, que constituíam nessa altura o alimento de base da população, foram quase totalmente destruídas pela invasão de um fungo (míldio) proveniente da América Central – é essencial combater estes problemas na fase inicial», assinalou John Dalli, Comissário responsável pela Saúde e Política dos Consumidores, acrescentando «Considerando as actuais limitações orçamentais, o auxílio será centrado onde se revele ser mais necessário".

O caramujo africano

O caramujo africano.
O caramujo africano, cujo nome científico é Achatina fulica, uma espécie exótica invasora, é considerado uma das cem piores espécies da lista da União para Conservação da Natureza (UICN) e representa a segunda maior causa de perda de biodiversidade no planeta. Só perde para os desmatamentos. Além das doenças que pode transmitir, ele ataca, destrói plantações e compete com outros moluscos da fauna nativa, podendo levá-los à extinção.Podem viver mais de nove anos e, após a morte, a concha fica geralmente virada para cima, podendo ficar cheia de água da chuva e servir de criadouro para o Aedes aegypti e também outros mosquitos.Os caramujos em geral gostam de locais úmidos e sombreados, como cantos de muros e paredes onde não bate muita luz, lugares com acúmulo de galhos, restos de podas, folhas, madeiras, etc. Também são locais muito propícios aos caramujos os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados.

Imagem de: Centro Recreativo Aquarius  veja mais  notícia em: CanalRioClaro

Caramujo Africano em Rio Claro

Rio Claro Guia Notícias lazer Cidade de Rio Claro Guia de Rio Claro
Notícia publicada em 12/11/2011 - 09:37 - Autor: Canal Rio Claro Imprimir Basta começarem as chuvas para os caramujos africanos aparecerem subindo por muros e paredes, infestando terrenos, devorando plantas, frutos e verduras, papel, tinta de parede, fezes de animais, até mesmo seus próprios ovos e filhotes. Para combater essa praga o Centro de Controle de Zoonoses da Fundação de Saúde de Rio Claro disponibiliza lugares onde a população deve descartar os bichos para que posteriormente sejam levados ao aterro sanitário.Ao se depararem com infestações de caramujos africanos, as pessoas logo pensam em venenos para controlá-los. Infelizmente, os caracóis e lesmas em geral são muito resistentes a venenos e os únicos produtos comerciais disponíveis que se mostraram um pouco eficientes (metaldeídos), demonstram elevada toxidade para os seres humanos e outros animais, de forma que a utilização do pesticida não é o método de controle atual mais indicado para estes moluscos.O controle do caramujo africano consiste na catação e destruição dos caramujos. Algumas iscas podem ser utilizadas para atrair o caramujo, como cascas de frutas e legumes, estopas embebidas em cerveja ou leite, assim como simples pedaços podres de madeiras que servem de abrigo aos caramujos. As iscas devem ser colocadas em locais úmidos e frescos, preferencialmente sobre a terra e protegidas da chuva e do sol. No entanto, é preciso verificá-las diariamente. Durante o manuseio do caramujo a pessoa não deve fumar, beber ou comer e nem mesmo tocar diretamente o animal.

Caramujos Africanos infestam o Campus da UFF em São Domingos | Jornal O Fluminense

Caramujos Africanos infestam o Campus da UFF em São Domingos Jornal O Fluminense
Moradores de São Domingos e alunos estão alarmados com a quantidade de caracóis que aparecem em seus quintais e no próprio campus do ValonguinhoMoradores de São Domingos e alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF), estão alarmados com a quantidade de Caramujos Africanos que aparecem em seus quintais e no próprio campus do Valonguinho. Na Rua Andrade Neves, as casas, que têm os fundos voltados para a universidade, são ‘alvos’ constantes dos caracóis. Dentro da faculdade, os próprios alunos confirmam a presença constante dos animais.A moradora, Delta Teófilo, de 63 anos relata que já gastou 50kg de sal para tentar conter o avanço das pragas.“Os caramujos entram pelo quintal. Eles descem os muros. Tento de toda maneira acabar com esses bichos. Já gastei 50kg de sal para desidrata-los. Só que, isso não basta. Não podemos nem ter plantas em casa”, lamenta a dona de casa.De acordo com a Prefeitura de Niterói a chegada do verão é a época mais propícia para a proliferação dos caramujos, pois com as chuvas, o terreno fica úmido, tornando mais fácil o surgimento dos caracóis.

Notícias interessantes

De acordo com a Wildlife Conservation Society (WCS), o Caracol Africano está colaborando contra a caça ilegal gorila em Cross River na Nigéria.
O WCS acaba de lançar um novo programa que além de promover a criação de caracóis, ajuda na geração de renda, fornecendo uma fonte alternativa de proteína animal para os moradores da região, contribuindo para eliminar a caça ilegal dos raros gorilas ameaçados da África. Os Caracóis Africanos nos dão o exemplo desde a Nigéria de como eles podem ser úteis.
Oito ex-caçadores tradicionais de quatro diferentes aldeias foram selecionados para participar da nova iniciativa. Com a ajuda do WCS, eles construíram criatórios para caracóis, cada um abastecido com 230 Caracóis Africanos. O valor nutritivo, associados aos baixos custos de manutenção, a sua excepcional rusticidade e prolificidade, tornaram esta espécie ideal para este experimento.
 
veja a notícia completa em:  Projeto caramujo africano

O caracol e a alimentação.

Relembrando postagens mais antigas.

- Á noite rega-se os campos e a humidade faz os animais sair do abrigo para se alimentarem, estes tornam-se mais activos em tempo húmido.

- Os caracóis são Vegetarianos, são animais essencialmente herbívoros, comendo basicamente verde, já na criação em viveiros eles são alimentados à base de ração, própria para o caracol.

- Os caracóis portugueses são maiores, mas são saborosos na confecção.

O que comem?
· Casca de ovo, calcário em pó
· Legumes folhosos – restos de alface, couves, trevos
· Frutas – casca de banana, melancia, maçã
· Tubérculo
· Pepinos
· Plantas e vegetais
· Húmus
· Ervas daninhas
· Beringelas
· Inhame
· Batata-doce
· Papel e papelão
· Farinhas (milho, trigo, aveia e soja)
Folhas: taro, cola, papaia, mandioca, ocra, beringela, loofa, centrosema, couve e alface. As folhas de papaieira (assim como a fruta e as cascas) aparecem em muitos ensaios como sendo comida boa para os caracóis.

Frutas: papaia, manga banana, beringela, palmeira de óleo e pepino.
As frutas geralmente são ricas em minerais e vitaminas e pobres em proteínas.

Tubérculos: taro, mandioca, inhame, batata-doce e plátano. Os tubérculos são uma boa fonte de hidratos de carbono, embora o seu teor de proteínas seja baixo (a mandioca deve ser do tipo de baixo teor cianídrico).

Flores: oprono (Mansonia altisima), odwuma (Musanga cecropoides) e de papaia.

Resíduos domésticos: cascas de frutas e de tubérculos, como sejam de banana, plátano, ananás, inhame e especialmente de papaia e restos de, por exemplo, arroz cozido, feijões, fufu e eko. Atenção: os resíduos domésticos não devem conter sal.

Na França o composto duma ração correntemente utilizada para as espécies de Helix contém cálcio, fósforo, cloreto de sódio e vitaminas A, B1, D, E e K. Este tipo de ração, formulada para satisfazer as necessidades nutricionais específicas dos caracóis, tem como efeito reduzir o período de crescimento. Rações formuladas para a espécie H. aspersa, reduzem, o período de crescimento desde a eclosão dos ovos até à colheita dos caracóis em 10 meses, passando de 27 para 17 meses (Muito rápido).


Sumário das recomendações sobre alimentação natural
Os caracóis podem alimentar-se de uma vasta gama de itens alimentares.

Procurar excedentes de legumes e de frutas deitados fora mas que ainda podem ser consumidos pelos caracóis é uma boa maneira de reduzir os custos de alimentação.

Deve-se evitar alimentação que contém folhas cerosas ou peludas. As folhas da papaieira, a fruta e as peles da fruta em muitos ensaios realizados revelaram ser alimentos excelentes para os caracóis.

Os alimentos devem conter um teor proteico de cerca de 20% de matéria seca da dieta, para um desenvolvimento óptimo. As folhas da papaieira, a fruta e a sua pele são uma boa fonte de proteína crua.
Para um bom crescimento e desenvolvimento da concha, deve-se acrescentar à comida fontes de cálcio em pó proveniente das cascas dos ovos, calcário, cinzas de madeira, conchas de ostras (esmagadas) ou de farinha de ossos a uma razão de cerca de 15 a 20% da matéria seca da dieta. O cálcio proveniente das conchas de ostra esmagadas é o melhor. Aumentar em mais de 20% o teor de cálcio na matéria seca da dieta resulta em conchas mais grossas, não tendo como resultado uma maior quantidade de carne de caracol. (Observação: 20% de Ca pode parecer uma grande quantidade, mas deve-se ter em mente que esta percentagem se aplica à matéria seca e os alimentos habituais dos caracóis são predominantemente compostos de água.)

Os caracóis necessitam de água! A maior parte desta é abastecida nos alimentos que eles consomem, mas deve-se fornecer-lhes água adicional nos seus recintos de crescimento/engorda: uma esponja embebida em água ou um pedacinho de algodão para os recém-nascidos e juvenis, ou em pratos rasos (pois doutra maneira os caracóis podem afogar-se) para os caracóis adultos e reprodutores.

Atenção aos alimentos que contenham temperos (azeite e vinagre) e sal.

Os caracóis precisão de Hidratos de Carbono para a energia e proteína para o crescimento.

Cálcio – para as conchas (sol importante)
As conchas dos caracóis são compostas de 97-98% de carbonato de cálcio, daí que necessitem de ter cálcio disponível, quer seja a partir do solo ou duma fonte externa (calcário em pó, cascas de ovos).

A maior parte da actividade dos caracóis, incluindo a sua alimentação, ocorre durante a noite e o pico da actividade ocorre 2 a 3 horas após o anoitecer. A temperatura mais fresca estimula a actividade e o orvalho nocturno ajuda o caracol a movimentar-se facilmente.

Os caracóis são vegetarianos e aceitam muitos tipos de comida.
O que os caracóis necessitam
Os caracóis necessitam de hidratos de carbono para a energia e proteína para o crescimento. Adicionalmente necessitam de cálcio (Ca) para as suas conchas, assim como doutros minerais e vitaminas. A carne de caracol tem um teor baixo de fibras cruas e de gordura; por esta razão estes componentes têm pouca importância na alimentação dos caracóis.

Acepipe – petisco, guloseima para o ser humano.
Dormência – O caracol recolhe todo o seu corpo dentro da sua concha, selando a abertura de entrada com uma camada branca, calcária para prevenir

Notícias de 2011

Em Espanha o “alvo” é o caracol-maçã (Pomacea insularum) - um dos maiores caracóis de água doce que ataca plantações de arroz -; na Alemanha, em Itália e/ou nos Países Baixos será o escaravelho asiático (Anoplophora glabripennis) e o escaravelho chinês (Anoplophora chinensis). Ambos os insectos atacam um grande conjunto de espécies de plantas lenhosas e encontram-se principalmente na Ásia. Além disso, serão disponibilizados fundos para o controlo do gorgulho vermelho da palmeira (Rynchophorus ferrugineus) em Chipre e Malta.

Veja notícia completa em: Ecosfera-Público
UE atribui seis milhões de euros ao combate à praga do pinheiro em Portugal
16.11.2011
PÚBLICO