quinta-feira, 21 de junho de 2012

Praga de caracóis gigantes

Duas espécies de caracóis têm alarmado autoridades sanitárias do Equador e de outros países das Américas. Uma delas, o caracol gigante africano, pode transmitir um parasita que causa meningite. A outra, o caramujo-maçã, tem causado grandes estragos em cultivos comerciais.

Imagem de: Binarme


As duas espécies estão se expandindo rapidamente no Equador e já foram detectadas em partes da Colômbia, Venezuela e EUA, além de países de outras regiões, como Espanha.
O caracol gigante africano (achatina fulica), também chamado simplesmente de caracol-africano, é um molusco terrestre e uma das cem espécies invasoras mais perigosas do planeta, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.
O molusco pode medir cerca de 30 centímetros e colocar até mil ovos. Consome cerca de 500 espécies de plantas e pode hospedar o parasita angiostrongylus cantonesis, que causa meningite.
Na Colômbia, a presença desse caracol foi detectada em pelo menos 11 cidades em 8 Departamentos. Na Venezuela, o molusco prolifera em vários Estados. Em Miami, autoridades colocaram anúncios em bairros e escolas para alertar sobre a invasão do animal, que se desenvolve principalmente em áreas úmidas.
Segundo relatou à BBC o diretor da área de Parasitologia do Instituto Nacional de Higiene do Equador, Luigi Martini, o molusco foi detectado em 12 das 24 províncias equatorianas. O que é ainda mais preocupante: desde 2008 também foram registrados no país quase uma centena de casos do tipo de meningite transmitido pelo caracol, sendo que três dos infectados morreram.
O caracol-africano chegou até às Ilhas Galápagos, onde está em desenvolvimento um amplo programa para a erradicação do animal. Autoridades acreditam que o caramujo-africano foi introduzido nas Américas por comerciantes que queriam desenvolver produtos cosméticos à base de secreções produzidas pelo animal. Também é possível que ele tenha sido levado para a região como mascote.

Caramujo-maçã

No caso do caramujo-maçã (pomacea canaliculata), que vive na água, além do problema de saúde pública, as autoridades também estão preocupadas com uma questão comercial. O animal pode ser encontrado em metade dos pouco mais de 400 mil hectares de lavouras de arroz do Equador.
Alex Ronquillo, coordenador da Associação de Produtores de Arroz de Duale, uma das principais áreas produtoras do país, disse à BBC que o caramujo está causando um "impacto devastador" nas plantações da zona costeira.
De acordo com Ronquillo, alguns agricultores têm utilizado produtos químicos altamente tóxicos para combater o caramujo, eliminando inimigos naturais de outras pragas. Por isso, ele pede que o governo tome "medidas urgentes" para lidar com o problema.
Para combater a invasão, o Equador está buscando ajuda internacional. Há alguns dias, o presidente do país, Rafael Correa, anunciou o envio de técnicos para outros países em busca de soluções para a questão da devastação dos cultivos.
Segundo o instituto Agrocalidad, agência estatal que coordena as atividades de combate à praga do caracol no Equador, já foram feitos contatos com especialistas dos Estados Unidos, das ilhas Fiji e das Filipinas.

Andrés Donoso, técnico da Agrocalidad diz que uma erradicação total do caracol seria impossível por causa da forma exponencial como ele se reproduz. "A nossa estratégia é focada no controle e redução populacional", explica.
O Instituto Nacional de Saúde do Equador tem alertado a população de áreas de risco para não manipular diretamente ou consumir qualquer caracol sem cozinhar.
De acordo com Martini, o parasita causador da meningite também pode se alojar no caramujo-maçã e até já "migrou" para outros caracóis que tradicionalmente habitam a região, consumidos crus em algumas áreas costeiras.

Esta notícia pertence ao blog Notícias Terra, e o titulo original é: Praga de caracóis gigantes preocupa países sul-americanos e EUA.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PDM cria constrangimentos à instalação de helicicultura

Ora a produção de caracoletas sendo uma actividade de produção animal é ainda assim uma actividade que não tem as consequências que por exemplo uma produção de ovinos ou de suínos tem mas a Câmara deu parecer negativo à sua instalação com base na restrição imposta pelo PDM. Assim sendo e uma vez que o CAE não pode ser alterado a mãe da jovem empresária foi à última reunião do executivo solicitar um parecer positivo à concretização do projecto dadas as especificidades deste tipo de produção.

Helicicultura, termo que para muitos é desconhecido, quer simplesmente designar «produção de caracóis, no caso caracoletas.

Necessariamente uma produção que não implica consequências ambientais e de saúde pública como outras de criação de outro tipo de animais. Este tipo de projectos deve ser por isso analisado e apoiado independentemente dos mecanismos legais a que o executivo recorrer e por isso em breve a autarquia deverá encontrar uma solução para emitir parecer favorável à instalação desta helicicultura como já aconteceu com outros projectos. Foi pelo menos isso que ficou assumido perante a munícipe na última reunião do executivo.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Câmara espera 20 a 30 mil visitantes no fim de semana para Festival Internacional do Caracol

Câmara espera 20 a 30 mil visitantes no fim de semana para Festival Internacional do Caracol

A Câmara de Castro Marim espera atrair entre 20 a 30 mil pessoas no fim de semana para visitarem o Festival Internacional do Caracol, que abre na sexta-feira e termina no domingo.

Quem se deslocar à vila algarvia nos três dias do festival gastronómico algarvio vai poder provar receitas de caracóis de Portugal, Espanha, França ou Marrocos e assistir a um programa de animação que representa um investimento autarquia de cerca de 20 mil euros, disse à Lusa o presidente da câmara, José Estevens.

“Os pontos altos deste festival são sempre os caracóis, provenientes de diversas cozinhas, como a portuguesa, a francesa, a espanhola ou a marroquina. Vamos ter receitas de caracóis do Baixo Guadiana, de Castro Marim, mas também de Tavira ou de Loures”, afirmou o autarca.

José Estevens referia-se às várias formas de cozinhar caracóis que poderão ser degustadas no festival, entre elas uma empada de caracol, cuja apresentação será feita em Castro Marim por representantes do Festival do Caracol Saloio de Loures.

“Se o tempo estiver bom, ao longo dos três dias poderemos ter entre 20 a 30 mil pessoas, sobretudo proveniente aqui da vizinha Espanha, uma vez que os espanhóis já tomaram o gosto a este festival e costumam marcar presença em grande número”, estimou o autarca.

O presidente da Câmara de Castro Marim disse que a localização no festival, instalado na colina do Revelim de Santo António, é outro dos atrativos, uma vez que “permite apreciar a paisagem sobre a foz do Guadiana, a reserva do sapal de Castro Marim, Ayamonte (Espanha), Vila Real de Santo António e Monte Gordo”.

José Estevens frisou que a câmara “já tem por hábito ter grande racionalidade nos eventos que organiza” e “as reduções de custos são sentidas sobretudos pelos fornecedores, que compreendem as restrições orçamentais e baixam um pouco os preços, e no menor número de artistas que compõem o cartaz da animação musical”.

O autarca frisou que o investimento realizado pela autarquia permite dinamizar o comércio local, mas também ajudar as associações do concelho, que aproveitam a realização de eventos como o Festival Internacional do Caracol ou os Dias Medievais para obterem algumas receitas.

“Este evento é importante para as associações, cujos apoios teriam de ser reforçados caso não obtivessem as receitas que conseguem por ocasião do festival”, acrescentou.

Entre os artistas presentes estarão a fadista Ana Sofia Varela, que encerra a noite de abertura do festival, na sexta-feira, o grupo Anonima Nuvolari, que levará a Castro Marim as sonoridades árabes, no sábado, e a Banda Couleur Café, que encerra o certame, no domingo, e será antecedida pela Escola de Dança Gracia Diaz, que tem por base o flamenco.

Cientistas apagam memória de caracóis


Imagine se aquele filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” fosse realidade e você pudesse apagar todas as memórias que te incomodam. Seria ótimo, não? Ainda não é totalmente possível fazer isso com humanos, mas cientistas da Califórnia, EUA, dizem ter conseguido apagar parcialmente a memória de caracóis marinhos inibindo a atividade de uma proteína quinase chamada PKM, moléculas que modificam quimicamente outras proteínas.

Veja a notícia completa em: cientistas apagam memória de caracóis



490 taberna. Há vida em Setúbal além do choco frito | iOnline

490 taberna. Há vida em Setúbal além do choco frito | iOnline

A pequena taberna, onde não cabem mais de 20 pessoas, destoa dos tradicionais restaurantes de peixe grelhado. “Quisemos fazer uma coisa diferente, com petiscos”, explica Sérgio, que abriu o restaurante com a mulher, Mónica Cavaco, de 34 anos. Abrir um restaurante em época crise pode parecer uma loucura, mas foi precisamente isso que motivou o casal. “Estávamos em ramos completamente distintos, que nada tinham a ver com a restauração e a hotelaria, mas devido à situação económica e ao nosso passado, de gostar de receber pessoas em casa com vinho e boa comida, achámos que era uma coisa em que nos podíamos inserir facilmente”, conta. Mónica tinha uma loja de decoração infantil e Sérgio trabalhava no mercado imobiliário, mas em pouco mais de dois meses mudaram de vida e montaram a taberna. “Aqui funcionava a Taberna do Chico, um restaurante de peixe assado e caracóis que só abria no Verão”, conta Sérgio, que alugou o espaço quando soube que estava disponível. “Quer dizer, ainda andámos um mês a namorá-lo.”