quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coisas sobre confecção de caracóis

Quem gosta e aprecia caracóis  deve seguir alguns passos antes de os colocar à mesa. 
Quando se compram ou se apanham os caracóis vivos, há necessidade de fazer com que os mesmos libertem tudo o que têm no intestino, para tal deverá deixá-los 10 dias em jejum para que libertem tudo o que ingeriram antes.

Este processo é moroso, poucas pessoas usam este meio de espera.

Outros preferem processos mais rápidos como:
Pondo-os num recipiente grande com agua e vinagre e mexer. Segundo algumas pessoas, ao fim de 10 minutos toda a sujidade terá desaparecido.

Os caracois maiores, podem ser retirados das cascas em cru, temperados de sal, alho e um pouco de sumo de limão e fritam-se em azeite.
Em tempos de 'vacas magras' (por isso tinham mais consumo na idade média), substituíam a carne, sendo cozinhados como a carne de vaca, por exemplo. Guisados com arroz ou batatas, cenouras e feijão verde.

Há quem os faça fritos em azeite.



Existem várias técnicas utilizadas pelos cozinheiros deste petisco e a forma de limpeza também é diferente
No Brasil, a confecção em algumas regiões é assim:
Caracóis engordados em leite
1. Limpar bem os caracóis, retirando-lhes a película da casca, para lhes facilitar a saída, lavando-os até que a água fique completamente limpa, pode usar uma pequena escovinha de dentes bem macia...ajuda no processo...
2. Colocá-los então num recipiente com leite e sal durante um dia, e apenas com leite nos dias seguintes, tendo o cuidado de ir limpando os excrementos de hora a hora.
3. Quando os caracóis estiverem já bastante gordos, de modo a não conseguirem entrar na concha, cozem-se em água ou fritam-se em azeite, acrescentando-lhe «garum» com vinho.

Aqui em Portugal, após alguns dias de espera que podem andar entre os 5 a 10 dias, a água é mudada, de preferência muda-se o recipiente e põe miolo de pão e folhas de figueira ou videira, durante dois dias. O processo de limpeza culmina com a sua lavagem, usando água com sal e vinagre. Essas lavagens libertarão uma espuma e deverá lava-los as vezes necessárias para que deixem de libertar essa espuma.

Alguns "chefes", não utilizam água da torneira para a confecção destes moluscos, alegam que a água da torneira altera o sabor, usa então água mineral.

Conforme o caracol ferve com os respectivos temperos, sal, óreganos, cebola, piri-piri, alho ou outros é natural que comece a aparecer a espuma libertada pelos caracóis, para isso é necessário uma espumadeira para retirar a mesma e o excesso.

O verão anúncia os caracóis

Ontem dia 20/06/2012 as 23:00 horas começou o verão em Portugal.
Já na primavera a loucura das feiras e festivais despoletaram uma grande corrida as tascas e esplanadas por todo o país.

As famosas tabuletas e placas anunciam “Há Caracóis”! Pires e pratos repletos destes moluscos chegam às mesas e fazem os apreciadores ficarem maravilhados com o seu sabor.
O calor, o cheiro a verão, o desejo pelo petisco e pela "loira gelada" a acompanhar um jogo de futebol, ou simplesmente para petiscar num final de tarde quente, sabem sempre bem.
Há quem compre e há quem vai apanhar este molusco terrestre com alto teor de sais minerais e ferro. Consumidos pelo homem desde o Paleolítico é, sem dúvida, um pitéu com muitos anos de história, os Romanos que o digam...

Já por todo lado já se fala, e já se procura as tascas e explanadas que servem este tradicional petisco.

Em Portugal, muitos comerciantes e chefes da área hoteleira já criaram ementas alusivas as suas casas ou regiões especificas, dando nome aos pratos de caracóis e alterando a sua confecção com gosto e habilidade.

Isto é puro Marketing: É a sugestão do ingrediente secreto, quem gosta de caracóis cedo ou tarde acabará por explementar e provavelmente se tornará fã.

Assim surgiram petiscos como os Caracóis à Portuguesa, que é um prato típico com origem na Estremadura. Existe, também, quem os faça à Espanhola, Alentejana ou Algarvia, variantes que vão sendo adaptadas consoante a região do país em que se vive, sem falar no comércio mais tradicional do petisco, onde cada um defende o seu produto, por exemplo: Caracóis do Barbas, do Menino Júlio dos caracóis, caracóis do Fonseca, do Canelas etc...

Em vila Franca de xira, desde Abril que já estava a venda este petisco, pendurados em sacos de redes, já se encontrava caracóis e caracoletas.
Em Santarém, a corrida aos caracóis começaram no fim de maio, onde já sevia em S. Domingos muita boa gente na apanha.

Este verão, não há dúvidas: O consumo de caracol promete e se Portugal continuar no euro de futebol, passando a República Checa, este será um excelente motivo para dar um desbaste nas imperiais e nos tão afamados caracóis.

Caracóis foram reis no Sobral

Segundo festival da Associação dos Bombeiros Voluntários
Caracóis foram reis no Sobral

A Associação dos Bombeiros Voluntários do Sobral de Monte Agraço organizou no passado fim de semana, de 1 a 3, a segunda edição do Festival do Caracol, no parque de viaturas daquela corporação. A iniciativa pretendeu angariar receitas para fazer face aos encargos que a associação vai tendo, sobretudo numa época de crise, em que cada vez existem menos recursos para as agremiações de utilidade pública, como é o caso.

Segundo a organização, este ano as expectativas foram ultrapassadas, sempre com bastantes pessoas que se deslocaram aos bombeiros sobralenses para degustarem alguns petiscos confecionados a partir dos caracóis, como as caracoletas à bolhão pato, assadas, à espanhola ou com natas. A adesão foi maior do que no ano passado, quando teve lugar a edição de estreia. Por isso, a organização está animada e já pensa na próxima, que se espera seja ainda melhor do que esta.
 
Veja mais em: Badaladas

Caracóis: Pragas?! ou não Pragas?!

Muitas pessoas concideram o caracol um animal nojento e nocivo a saúde humana e tentam eliminálos dos seus jardins e propriedades. Para isso recorrem a venenos e químicos.

Existem várias maneiras de acabar com as pragas de caracóis, muitas delas são prejudiciais ao ambiente em que vivemos.

Há produtos no mercado próprios para isso, mas eu desaconselho-os, pois eu defendo que quanto menos químicos na nossa vida cotidiana, melhor.
Muitos dos químicos matam outras espécies de animais, envenenam o solo e o caracol contaminado, corre o risco de ser apanhado por um "humano" e consumido pelo mesmo.

Para outras pessoas, os caracóis não são pragas. Eles são bem vindos. São uma fonte de alimento saudável e uma oportunidade de negócio, quem sabe até um emprego permanente.

Voltando á agricultura

O titulo original ( Quadros qualificados dedicam-se à agricultura para equilibrar contas) e a notícia completa estão em: Semanário SOL. Lusa/SOL



Já Cristina Santos, 41 anos, trabalhou «no ramo das importações e exportações, com sucesso», mas isso não lhe bastou e como possuía «uns terrenos de família que já estavam a incomodar um bocado por não estarem a ser aproveitados», pensou «no que se poderia fazer» e descobriu que «a helicicultura era uma das possibilidades».
A helicicultura trata da criação e exploração de caracóis.
«Eles são muito rápidos, qualquer pessoa que diga que eles são lentos é porque nunca trabalhou com eles», garantiu Cristina Santos, ressalvando que «não é complicado, é apenas um ciclo de engorda como quase tudo o que tem a ver com a produção animal».
O objectivo da exploração destes animais, que podem ser pragas noutras culturas, é mesmo o mercado alimentar, que em Portugal «é muito mais do Sul», o que para Cristina Santos é «estranho», porque até se considera «uma mulher no Norte».
«Há um consumo de caracoleta no Sul que já é interessante e obviamente que o mercado lá fora, principalmente França e Espanha, na zona da Catalunha, é um mercado que consome bastante», explicou.

CARACÓIS COM VINHO? PORQUE NÃO?

É sabido pela maioria que o belo do caracol vai bem com uma boa cerveja fresquinha. Pelo menos a mim sabe-me muito bem mesmo. Mas, e quem não gosta de cerveja? Não tem direito? Com sumo? Não me parece. Foi então que perguntei a alguns especialistas na área e fui para casa para as comprovar. Ora, caracóis, bastantes oregãos, bacon, cebola, azeite, ligeiro piripiri e..........

CARACÓIS COM VINHO? PORQUE NÃO? Veja na adega dos leigos

Praga de caracóis gigantes

Duas espécies de caracóis têm alarmado autoridades sanitárias do Equador e de outros países das Américas. Uma delas, o caracol gigante africano, pode transmitir um parasita que causa meningite. A outra, o caramujo-maçã, tem causado grandes estragos em cultivos comerciais.

Imagem de: Binarme


As duas espécies estão se expandindo rapidamente no Equador e já foram detectadas em partes da Colômbia, Venezuela e EUA, além de países de outras regiões, como Espanha.
O caracol gigante africano (achatina fulica), também chamado simplesmente de caracol-africano, é um molusco terrestre e uma das cem espécies invasoras mais perigosas do planeta, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.
O molusco pode medir cerca de 30 centímetros e colocar até mil ovos. Consome cerca de 500 espécies de plantas e pode hospedar o parasita angiostrongylus cantonesis, que causa meningite.
Na Colômbia, a presença desse caracol foi detectada em pelo menos 11 cidades em 8 Departamentos. Na Venezuela, o molusco prolifera em vários Estados. Em Miami, autoridades colocaram anúncios em bairros e escolas para alertar sobre a invasão do animal, que se desenvolve principalmente em áreas úmidas.
Segundo relatou à BBC o diretor da área de Parasitologia do Instituto Nacional de Higiene do Equador, Luigi Martini, o molusco foi detectado em 12 das 24 províncias equatorianas. O que é ainda mais preocupante: desde 2008 também foram registrados no país quase uma centena de casos do tipo de meningite transmitido pelo caracol, sendo que três dos infectados morreram.
O caracol-africano chegou até às Ilhas Galápagos, onde está em desenvolvimento um amplo programa para a erradicação do animal. Autoridades acreditam que o caramujo-africano foi introduzido nas Américas por comerciantes que queriam desenvolver produtos cosméticos à base de secreções produzidas pelo animal. Também é possível que ele tenha sido levado para a região como mascote.

Caramujo-maçã

No caso do caramujo-maçã (pomacea canaliculata), que vive na água, além do problema de saúde pública, as autoridades também estão preocupadas com uma questão comercial. O animal pode ser encontrado em metade dos pouco mais de 400 mil hectares de lavouras de arroz do Equador.
Alex Ronquillo, coordenador da Associação de Produtores de Arroz de Duale, uma das principais áreas produtoras do país, disse à BBC que o caramujo está causando um "impacto devastador" nas plantações da zona costeira.
De acordo com Ronquillo, alguns agricultores têm utilizado produtos químicos altamente tóxicos para combater o caramujo, eliminando inimigos naturais de outras pragas. Por isso, ele pede que o governo tome "medidas urgentes" para lidar com o problema.
Para combater a invasão, o Equador está buscando ajuda internacional. Há alguns dias, o presidente do país, Rafael Correa, anunciou o envio de técnicos para outros países em busca de soluções para a questão da devastação dos cultivos.
Segundo o instituto Agrocalidad, agência estatal que coordena as atividades de combate à praga do caracol no Equador, já foram feitos contatos com especialistas dos Estados Unidos, das ilhas Fiji e das Filipinas.

Andrés Donoso, técnico da Agrocalidad diz que uma erradicação total do caracol seria impossível por causa da forma exponencial como ele se reproduz. "A nossa estratégia é focada no controle e redução populacional", explica.
O Instituto Nacional de Saúde do Equador tem alertado a população de áreas de risco para não manipular diretamente ou consumir qualquer caracol sem cozinhar.
De acordo com Martini, o parasita causador da meningite também pode se alojar no caramujo-maçã e até já "migrou" para outros caracóis que tradicionalmente habitam a região, consumidos crus em algumas áreas costeiras.

Esta notícia pertence ao blog Notícias Terra, e o titulo original é: Praga de caracóis gigantes preocupa países sul-americanos e EUA.