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quinta-feira, 3 de março de 2011

Represas com esquistossomose

Represas do Assentamento Itamarati estão contaminadas

Mercosul News/PX
A Represa do Balde é uma das várias existentes no Assentamento Itamarati I, utilizada para captação de água para irrigação. Foi muito usada pela antiga Fazenda Itamarati para projectos de piscicultura e hoje está infestada por caramujos contaminados com esquistossomose. A advertência é do Centro de Controle Epidemiológico de Ponta Porã, que colectou água para análise e fixou uma placa proibindo sua utilização ou contacto dos moradores com a água.

De acordo com as autoridades sanitárias, um caso está em análise, de um morador que estaria contaminado pela doença. Moradores próximos da represa estão limpando os tanques para criação de peixes, para tentar reactivá-los. Isso seria um perigo para a saúde, já que os peixes também seriam contaminados. A infecção ocorre quando a pele entra em contacto com água contaminada nas quais vivem certos tipos de caracóis que carregam a esquistossomose.

A água fica contaminada pelos ovos da Schistosoma quando pessoas infectadas urinam ou defecam nela. Os ovos eclodem e, se certos tipos de caracóis estiverem presentes na água, o parasita cresce e se desenvolve dentro deles. O parasita deixa o caracol e entra na água, onde pode sobreviver por em torno de 48 horas. As parasitas Schistosoma podem penetrar na pele de pessoas que estão se banhando ou nadando na água contaminada de lagos, canais ou rios.

Este texto continua no blog: midiamax
Esta imagem pertence ao blog: biologiaconcursos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lesma, caramujo e caracol?

“Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol?
por Yuri Vasconcelos
“Os três são moluscos, da classe dos gastrópodes. A principal diferença entre a lesma e os outros dois é que ela não tem uma concha externa – ou tem uma concha muito pequena. Já caracol e caramujo são sinônimos em várias regiões do Brasil, mas, na linguagem popular, caracol geralmente se refere aos gastrópode terrestres, e caramujo, aos aquáticos. Já as lesmas podem viver tanto na terra como no mar. Juntos, esses três bichinhos somam cerca de 75 mil espécies. Além de numerosos, eles são antigos moradores da Terra: existem registros fósseis de gastrópodes de cerca de 500 milhões de anos atrás. Há entre 30 e 40 famílias de lesmas, contra 400 de caramujos e caracóis, de acordo com o biólogo Luiz Ricardo Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, autor do livro Land and Freshwater Molluscs of Brazil (“MoluscosTerrestres e de Água Doce do Brasil”). Você pode não gostar da gosma que eles deixam, mas sem eles, podem ocorrer desequilíbrios ambientais.”
Texto do blog ultrapassandobarreiras. Veja o texto completo e original.
Ps. Existem espécies comestíveis e outras não sendo que o caramujo de águas paradas são portadores de uma doença chamada esquitossomose.
Imagem original:capinaremos
CURIOSIDADE.
Texto tirado da WIKIPÉDIA
A esquistossomose, com o desenvolvimento da agricultura, passou de doença rara a problema sério.
Muitas múmias egípcias apresentam as lesões inconfundíveis da esquistossomose por S. haematobium. A infecção pelos parasitas dava-se aquando dos trabalhos de irrigação da agricultura. As cheias do Nilo sempre foram a fonte da prosperidade do Egito, mas também traziam os caracóis portadores dos schistosomas. O hábito dos agricultores de fazer as plantações e trabalhos de irrigação com os pés descalços metidos na água parada, favorecia a disseminação da doença crónica causada por estes parasitas. O povo, cronicamente debilitado pela doença, era facilmente dominável por uma classe de guerreiros que, uma vez que não praticavam a agricultura irrigada, não contraíam a doença, mantendo-se vigorosos. Estas condições permitiram talvez a cobrança de impostos em larga escala com excedentes consideráveis que revertiam para a nova elite de guerreiros, uma estratificação social devida à doença, que se transformaria nas civilizações.
A doença foi descrita cientificamente pela primeira vez em 1851 pelo médico alemão T. Bilharz, que lhe dá o nome alternativo de bilharzíase.