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quinta-feira, 24 de março de 2011

Solo para caracóis

O solo constitui a parte principal do habitat dos caracóis. A composição e a textura do solo, assim como o seu o teor de água são factores importantes a considerar aquando da selecção do local para iniciar a criação de caracóis.

A concha do caracol consiste principalmente de cálcio, extraído do solo e da alimentação.

Os caracóis extraem do solo a maior parte das suas necessidades em água.

Os caracóis escavam no solo para aí porem os seus ovos e descansarem durante a estação seca.

Por todas estas razões é essencial que o solo seja solto e que tenha um teor elevado de cálcio e de água. Podemos utilizar cascas de ovos entre outras coisas para ajudar a repor o cálcio.

Um solo que é pesado, argiloso e que fica saturado na estação das chuvas e compactado durante a estação seca, não é propício.

Um solo muito arenoso também não é propício devido à sua baixa capacidade de retenção da água.

Devem-se evitar os solos ácidos porque a acidez interferirá com o desenvolvimento da concha do caracol. Os solos que são demasiado ácidos devem ser neutralizados com cal até que tenham um pH de, aproximadamente, 7.

Os solos com uma composição elevada de matéria orgânica favorecem o crescimento e o desenvolvimento dos caracóis. De um modo geral, se solo é apropriado e benéfico para as culturas de taro, de tomate e de legumes de folhas também é propício para a criação de caracóis.

Antes de introduzir os caracóis no lugar onde se vai proceder à sua criação, deve-se soltar o solo através da lavoura

Os caracóis precisam de ambientes húmidos mas não molhados.

Embora os caracóis necessitem de humidade, se o solo for molhado ou estiver saturado tem que ser drenado. De igual modo, é necessário que a água da chuva possa escoar rapidamente. Os caracóis respiram o ar e podem afogar-se em ambientes/espaços excessivamente molhados. O teor de humidade do solo favorável é de 80% da capacidade de campo (capacidade de retenção de água). Nas horas de escuridão, uma humidade do ar superior a 80% promoverá uma boa actividade dos caracóis e consequente crescimento.

Este texto e a versão completa para curiosos e apreciadores de caracol, pode ser encontrada em: A Cultura de caracóis
A imagem pertence a: castelobranco-castelobranco

quinta-feira, 3 de março de 2011

Represas com esquistossomose

Represas do Assentamento Itamarati estão contaminadas

Mercosul News/PX
A Represa do Balde é uma das várias existentes no Assentamento Itamarati I, utilizada para captação de água para irrigação. Foi muito usada pela antiga Fazenda Itamarati para projectos de piscicultura e hoje está infestada por caramujos contaminados com esquistossomose. A advertência é do Centro de Controle Epidemiológico de Ponta Porã, que colectou água para análise e fixou uma placa proibindo sua utilização ou contacto dos moradores com a água.

De acordo com as autoridades sanitárias, um caso está em análise, de um morador que estaria contaminado pela doença. Moradores próximos da represa estão limpando os tanques para criação de peixes, para tentar reactivá-los. Isso seria um perigo para a saúde, já que os peixes também seriam contaminados. A infecção ocorre quando a pele entra em contacto com água contaminada nas quais vivem certos tipos de caracóis que carregam a esquistossomose.

A água fica contaminada pelos ovos da Schistosoma quando pessoas infectadas urinam ou defecam nela. Os ovos eclodem e, se certos tipos de caracóis estiverem presentes na água, o parasita cresce e se desenvolve dentro deles. O parasita deixa o caracol e entra na água, onde pode sobreviver por em torno de 48 horas. As parasitas Schistosoma podem penetrar na pele de pessoas que estão se banhando ou nadando na água contaminada de lagos, canais ou rios.

Este texto continua no blog: midiamax
Esta imagem pertence ao blog: biologiaconcursos

domingo, 28 de novembro de 2010

Cuidados a ter.

Alimentação de caracóis.
Os caracóis devem ser alimentados depois do pôr-do-sol. Os alimentos não devem ser duros ou bolorentos. Os restos devem ser retirados na manhã seguinte. Os bebedouros devem estar sempre cheios de água. É essencial não esquecer da limpeza do viveiro e da remoção de detritos. Também devemos ficar atentos as condições das redes e mosquiteiro, caso estejam rasgadas devemos repara-las.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CARACÓIS. Um negócio de verão

Imagem original: pratodecaracois


O verão está aí e a corrida aos caracóis já começaram.
Aqui na zona de São Domingos em (SANTARÉM), numa nova urbanização que outrora era uma quinta, encontram-se pela manhã muitas pessoas à procura do mesmo: "CARACÓIS", estas pessoas na sua maioria são desempregados e vão a caça ao caracol. Alguns investem seu tempo livre para arranjarem um bom petisco e outros são com objectivos comerciais, ou seja: Vender para a tasca ao lado.
Neste momento o ganho médio é de: 2.50 por quilograma.
Deixo aqui uma receita para cozinharem os ditos rastejantes.
Um petisco de verão.
Caracóis
Azeite
Vinagre
Alhos
Salsa
Orégãos (frescos)
Caldo de carne (opcional)
Louro (fresco)
Sal e pimenta
Muito importante: Deve ser cozinhado em água mineral e cozinhar lentamente em lume baixo durante quase 2 horas.
Convêm deixar os caracóis sem comer durante uns dias antes de os cozinhar. Depois devem ser bem lavados em várias águas. Deixam então de molho em água com sal e vinagre durante umas horas. Durante este tempo é aconselhável mexe-los de vez em quando. Passadas as tais horas, lavam-se novamente em várias águas e muito bem.
Ponha os caracóis juntamente com água, azeite, alhos (dentes inteiros), salsa, pimenta e o louro. Salgue levemente. Após ferverem um pouco, deite o caldo de carne e os orégãos. Enquanto fervem vá retirando a espuma com uma escumadeira. Por fim corrija o sal.

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.
Trecho tirado do Jornal o Público do dia 17/10/10