Mostrando postagens com marcador pragas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pragas. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de novembro de 2013

Eliminando caracóis e lesmas




Os caracóis e as lesmas são os animais rastejantes que podem surgir em jardins ou terrenos agrícolas, são como  pragas.
Esses rastejantes são uma verdadeira praga para qualquer jardineiro ou agricultor, principalmente para as hortícolas e flores. Uma horta de vegetais diversos podem ser destruídos do dia para a noite, ou melhor da noite para o dia. É bom lembrar que a noite e a madrugada são as horas em que eles se alimentam e comem bem rapidinho o produto tão esperado do agricultor.
Para cuidar de um jardim de vegetais ou flores, é necessário livrar-se dos caracóis e das lemas que lá possam existir, senão não haverá verdura ou flores para ninguém.

Os caracóis e as lesmas são hermafroditas, o que significa que têm aparelhos reprodutores masculinos e femininos. Chegam a colocar 300 a 400 ovos por ano e fazem-no, preferencialmente, sob escombros, pedras e plantas. As lesmas podem viver até aos 2 anos e os caracóis castanhos até aos 12 anos de idade e o aparecimento de ambos ocorre com mais frequência no início da primavera, época que começam a apanha dos comerciantes deste gastrópode que os consomem até o fim do verão.

Para proteger a produção de vegetais e flores é necessário a limpeza dos campos, terrenos ou jardim. Remova todos os detritos, lixos e materiais diversos que estiverem espalhados no chão do terreno, campo ou quintal, como os tijolos, pneus, azulejos, tábuas soltas, restos de ervas, plantas daninhas, estes são os lugares normais onde se escondem os caracóis e as lesmas. Eliminando o lixo e o material que está a mais no seu terreno ou jardim, estará eliminando estas espécies de parasitas que vivem do esforço do seu trabalho.
 Tenha em atenção que as pilhas de compostagem não devem ficar perto do jardim, porque estas abrigam e servem de alimento para as lesmas e para os caracóis, lembre-se que a compostagem tem um tempo para ser usada ou aplicada na terra.

Verifique o estado das plantas do seu jardim e recolha à mão todos os caracóis e lesmas que encontrar. Observe-os, quando anoitecer, utilize uma lanterna e siga as pistas brilhantes dos caracóis e das lesmas para as encontrar.

 As plantas que tiveram visitas destes rastejantes viscosos devem ser pulverizadas com água e sabão neutro ou azul, e na terra pode por uma armadilha composta de um recipiente raso como um prato com cerveja para ficarem mais protegidas contra futuros ataques.
Crie barreiras naturais em volta dos seus canteiros. Pode-se usar desde areião (areia grossa), borra de café, cascas de ovos, cascas de carvalho à volta das plantas, uma vez que estes provocam a irritação e a desidratação das lesmas. Pode também utilizar certas ervas como o alecrim, a hortelã e até as algas para repelir os insetos. Assim como a cal, as cinzas de madeira e o farelo de aveia que têm propriedades exclusivas que conduzem à eliminação das lesmas e dos caracóis.

Não envenene o seu campo, quintal ou jardim com venenos químicos, procure agir naturalmente de forma sustentável, use armadilhas em locais estratégicos como cerâmica, baldes apoiados em pequenas pedras de maneira ao caracol se refugiar, tábuas de madeira com espaço entre ela e o solo para que o caracol e a lesma se refugiem aí. Depois é só captura-los, se gostar de caracóis, pode fazer uma boa caracolada.

Nada do que possamos fazer é definitivo, mas pelo menos a população dos caracóis e das lesmas estarão bastantes reduzidas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Praga de caracóis gigantes

Duas espécies de caracóis têm alarmado autoridades sanitárias do Equador e de outros países das Américas. Uma delas, o caracol gigante africano, pode transmitir um parasita que causa meningite. A outra, o caramujo-maçã, tem causado grandes estragos em cultivos comerciais.

Imagem de: Binarme


As duas espécies estão se expandindo rapidamente no Equador e já foram detectadas em partes da Colômbia, Venezuela e EUA, além de países de outras regiões, como Espanha.
O caracol gigante africano (achatina fulica), também chamado simplesmente de caracol-africano, é um molusco terrestre e uma das cem espécies invasoras mais perigosas do planeta, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.
O molusco pode medir cerca de 30 centímetros e colocar até mil ovos. Consome cerca de 500 espécies de plantas e pode hospedar o parasita angiostrongylus cantonesis, que causa meningite.
Na Colômbia, a presença desse caracol foi detectada em pelo menos 11 cidades em 8 Departamentos. Na Venezuela, o molusco prolifera em vários Estados. Em Miami, autoridades colocaram anúncios em bairros e escolas para alertar sobre a invasão do animal, que se desenvolve principalmente em áreas úmidas.
Segundo relatou à BBC o diretor da área de Parasitologia do Instituto Nacional de Higiene do Equador, Luigi Martini, o molusco foi detectado em 12 das 24 províncias equatorianas. O que é ainda mais preocupante: desde 2008 também foram registrados no país quase uma centena de casos do tipo de meningite transmitido pelo caracol, sendo que três dos infectados morreram.
O caracol-africano chegou até às Ilhas Galápagos, onde está em desenvolvimento um amplo programa para a erradicação do animal. Autoridades acreditam que o caramujo-africano foi introduzido nas Américas por comerciantes que queriam desenvolver produtos cosméticos à base de secreções produzidas pelo animal. Também é possível que ele tenha sido levado para a região como mascote.

Caramujo-maçã

No caso do caramujo-maçã (pomacea canaliculata), que vive na água, além do problema de saúde pública, as autoridades também estão preocupadas com uma questão comercial. O animal pode ser encontrado em metade dos pouco mais de 400 mil hectares de lavouras de arroz do Equador.
Alex Ronquillo, coordenador da Associação de Produtores de Arroz de Duale, uma das principais áreas produtoras do país, disse à BBC que o caramujo está causando um "impacto devastador" nas plantações da zona costeira.
De acordo com Ronquillo, alguns agricultores têm utilizado produtos químicos altamente tóxicos para combater o caramujo, eliminando inimigos naturais de outras pragas. Por isso, ele pede que o governo tome "medidas urgentes" para lidar com o problema.
Para combater a invasão, o Equador está buscando ajuda internacional. Há alguns dias, o presidente do país, Rafael Correa, anunciou o envio de técnicos para outros países em busca de soluções para a questão da devastação dos cultivos.
Segundo o instituto Agrocalidad, agência estatal que coordena as atividades de combate à praga do caracol no Equador, já foram feitos contatos com especialistas dos Estados Unidos, das ilhas Fiji e das Filipinas.

Andrés Donoso, técnico da Agrocalidad diz que uma erradicação total do caracol seria impossível por causa da forma exponencial como ele se reproduz. "A nossa estratégia é focada no controle e redução populacional", explica.
O Instituto Nacional de Saúde do Equador tem alertado a população de áreas de risco para não manipular diretamente ou consumir qualquer caracol sem cozinhar.
De acordo com Martini, o parasita causador da meningite também pode se alojar no caramujo-maçã e até já "migrou" para outros caracóis que tradicionalmente habitam a região, consumidos crus em algumas áreas costeiras.

Esta notícia pertence ao blog Notícias Terra, e o titulo original é: Praga de caracóis gigantes preocupa países sul-americanos e EUA.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O caramujo africano

O caramujo africano.
O caramujo africano, cujo nome científico é Achatina fulica, uma espécie exótica invasora, é considerado uma das cem piores espécies da lista da União para Conservação da Natureza (UICN) e representa a segunda maior causa de perda de biodiversidade no planeta. Só perde para os desmatamentos. Além das doenças que pode transmitir, ele ataca, destrói plantações e compete com outros moluscos da fauna nativa, podendo levá-los à extinção.Podem viver mais de nove anos e, após a morte, a concha fica geralmente virada para cima, podendo ficar cheia de água da chuva e servir de criadouro para o Aedes aegypti e também outros mosquitos.Os caramujos em geral gostam de locais úmidos e sombreados, como cantos de muros e paredes onde não bate muita luz, lugares com acúmulo de galhos, restos de podas, folhas, madeiras, etc. Também são locais muito propícios aos caramujos os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados.

Imagem de: Centro Recreativo Aquarius  veja mais  notícia em: CanalRioClaro

Notícias de 2011

Em Espanha o “alvo” é o caracol-maçã (Pomacea insularum) - um dos maiores caracóis de água doce que ataca plantações de arroz -; na Alemanha, em Itália e/ou nos Países Baixos será o escaravelho asiático (Anoplophora glabripennis) e o escaravelho chinês (Anoplophora chinensis). Ambos os insectos atacam um grande conjunto de espécies de plantas lenhosas e encontram-se principalmente na Ásia. Além disso, serão disponibilizados fundos para o controlo do gorgulho vermelho da palmeira (Rynchophorus ferrugineus) em Chipre e Malta.

Veja notícia completa em: Ecosfera-Público
UE atribui seis milhões de euros ao combate à praga do pinheiro em Portugal
16.11.2011
PÚBLICO                   

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Caracóis gigantes invadem Miami - JN

Imagem de Tamanduá dedetizadora

Florida state officials confirm that the giant African land snail has taken hold in South Florida and may pose a threat to human health as well as agriculture. Now they are going door to door to try to eradicate the snails. (Sept. 16)


A cidade de Miami está a braços com uma praga de caracóis gigantes. O animal, de origem africana, é muito perigoso e uma das maiores espécies de caracóis terrestres. Veja o vídeo.
Este animal, também chamado de Achatina Fulica, é altamente nocivo para a natureza e para o ser humano. Alimenta-se de cerca de 500 tipos de plantas, danifica estruturas de gesso e estuque e segrega uma bactéria mortal que pode originar meningite nos seres humanos.


Curiosidade sobre o achatina Fulica:
O Caramujo Gigante Africano (Achatina fulica), cujos adultos chegam a medir de 15 a 20 cm de comprimento, de 10 a 12 cm de altura e pesam cerca de 200 g, foi introduzido em diversos países pelo próprio homem e tornou-se uma praga de diversas culturas, atacando jardins e hortas. No Brasil não possui predadores naturais. A Achatina Fulica, foi trazida de outros países (como a África) por criadores de escargots, sem qualquer critério de avaliação do seu impacto ambiental.



No caso do animal (caracol gigante) fugir do cativeiro, este representa uma grande ameaça a saúde das pessoas. Esta espécie de caracol, pertence a classe de caramujo e é detentor de doenças.


Em vários países em que foi introduzido, numerosos esforços são dispensados para controlar esta praga.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Controlo de pragas

Controlo
Caracóis terrestres e lesmas podem ser encontrados em qualquer local mas em geral habitam locais que ofereçam abrigo, humidade adequada, alimento abundante e geralmente locais que tenham a disponibilidade de fonte de cálcio.

Monitorar (vigiar) a presença destas pragas através da contagem de ovos, organismos adultos ou da vistoria das plantas é uma actividade obrigatória para que o produtor saiba quando agir e o faça de modo a promover o equilíbrio ecológico de todo o sistema de produção (Planeta Orgânico, 2004).

O controlo químico geralmente é realizado com moluscidas de alta toxicidade, representando riscos para animais domésticos, crianças e de contaminação de fontes d’água. 

Apresentam actuação restrita a pequenas áreas por actuarem atraindo os caramujos que se alimentam do veneno e morrem horas ou dias depois. Este fato impede a colecta e a eliminação dos cadáveres dos caramujos, que atraem moscas cuja desova ocorre nas partes moles dos animais em putrefacção, constituindo novo problema à saúde pública (Barbosa et al, 2002).

Uma nova tecnologia ambiental colonizadores italianos no século XIX (Valduga, 1985). Na Europa o consumo de caracóis terrestres continua intenso, tanto de animais colectados na natureza como os cultivados em criadouros.
                                                                               Imagem de: plantasonya
NOCIVIDADE
A ideia de nocividade não é natural, mas social e se aplica às atividades humanas que possam sofrer prejuízos motivados por acção de outrem. Os caracóis e as lesmas podem ser nocivos como pragas e como vectores de parasitoses.

São considerados pragas quando sua densidade populacional acarreta perdas económicas ao homem, na competição pelo alimento por ele produzido. (Garcia, 1999). Há uma gama de caracóis e todas as lesmas que podem, eventualmente, tornam-se pragas em jardins, hortas, pomares e mesmo em grandes lavouras, acarretando prejuízos significativos. Os métodos mais comuns de controlo são: catação, utilização do cloreto de sódio (sal), destruição por água quente e utilização de iscas lesmicidas.

Uma nova tecnologia ambientalmente correcta para o controle de lesmas e caracóis estará em breve disponível para os produtores brasileiros. São iscas à base de fosfato de ferro (FePO4) como ingrediente activo que atraem as lesmas e os caracóis que, ao ingeri-las param de se alimentar, tornam-se mais lentas e sua epiderme fica endurecida até morrerem entre três e seis dias. Este efeito fisiológico traz protecção imediata às plantas. 

As lesmas envenenadas não excretam o produto pois o modo de acção não é baseado na perda de água, o ingrediente activo causa mudanças patológicas na base celular do tubo digestivo e no hepatopâncreas das lesmas.

A aplicação deve ser feita no início da infestação e reaplicar assim que a isca for consumida ou no mínimo a cada duas semanas. Devido à natureza sazonal dos moluscos, espera-se que sejam necessárias no mínimo 4 (quatro) aplicações por safra, com o objectivo de quebrar o ciclo de reprodução da praga.

O produto deve ser espalhado sobre o solo, próximo às plantas a serem protegidas, e a aplicação deve ser feita preferivelmente no final da tarde, visto que lesmas e caracóis se locomovem e se alimentam durante a noite ou bem cedo pela manhã.
A grande vantagem deste tipo de tecnologia é sua baixa toxicidade a outros organismos, caracterizando-o assim como um produto ecologicamente correcto.
Anne Gil Mendes, Bióloga
                                                          Imagem de: ecoblogs
PS.
Não de vemos esquecer que para os agricultores estes animais representam um verdadeiro prejuízo para as lavouras, floristas e jardineiros.

Os ambientes húmidos favorecem o aparecimento destas pragas. Devoram as plantas jovens, os botões, os caules e as raízes. Também podem roer e consumir raízes, bolbos e tubérculos. Depositam os ovos na terra das plantas.

TRATAMENTO
O método biológico de eleição consiste em recolher estes animais e colocá-los onde são úteis, a processar o lixo ou numa caixa de compostagem. Para quem não encontrar melhor solução e os quiser matar basta deitar sal sobre eles porque são muito sensíveis à desidratação.

Como são animais de hábitos nocturnos a melhor altura para os apanhar é à noite ou de madrugada.
Para os atrair e recolher em maior quantidade podem usar-se iscos como casca de batatas, uma laranja aberta ou folhas de alface fervidas.

Quem não quiser perder tempo nem tiver consciência ecológica mais apurada pode resolver o problema aplicando um produto químico específico para caracóis e lesmas.