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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Determinar a idade dos objectos

A datação por radiocarbono é amplamente utilizada para datar materiais como o carvão de fogueiras e o carbonato de cálcio presente nas conchas de caracóis, afirma Kent. Porém, ela se limita a aproximadamente 50 mil anos devido à meia-vida curta do carbono 14. Para datar sedimentos mais antigos, as técnicas incluem a tefrocronologia (que envolve potássio) e a magnetostratigrafia (que envolve ferro).

Veja mais em: notíciasciência

quinta-feira, 24 de março de 2011

Solo para caracóis

O solo constitui a parte principal do habitat dos caracóis. A composição e a textura do solo, assim como o seu o teor de água são factores importantes a considerar aquando da selecção do local para iniciar a criação de caracóis.

A concha do caracol consiste principalmente de cálcio, extraído do solo e da alimentação.

Os caracóis extraem do solo a maior parte das suas necessidades em água.

Os caracóis escavam no solo para aí porem os seus ovos e descansarem durante a estação seca.

Por todas estas razões é essencial que o solo seja solto e que tenha um teor elevado de cálcio e de água. Podemos utilizar cascas de ovos entre outras coisas para ajudar a repor o cálcio.

Um solo que é pesado, argiloso e que fica saturado na estação das chuvas e compactado durante a estação seca, não é propício.

Um solo muito arenoso também não é propício devido à sua baixa capacidade de retenção da água.

Devem-se evitar os solos ácidos porque a acidez interferirá com o desenvolvimento da concha do caracol. Os solos que são demasiado ácidos devem ser neutralizados com cal até que tenham um pH de, aproximadamente, 7.

Os solos com uma composição elevada de matéria orgânica favorecem o crescimento e o desenvolvimento dos caracóis. De um modo geral, se solo é apropriado e benéfico para as culturas de taro, de tomate e de legumes de folhas também é propício para a criação de caracóis.

Antes de introduzir os caracóis no lugar onde se vai proceder à sua criação, deve-se soltar o solo através da lavoura

Os caracóis precisam de ambientes húmidos mas não molhados.

Embora os caracóis necessitem de humidade, se o solo for molhado ou estiver saturado tem que ser drenado. De igual modo, é necessário que a água da chuva possa escoar rapidamente. Os caracóis respiram o ar e podem afogar-se em ambientes/espaços excessivamente molhados. O teor de humidade do solo favorável é de 80% da capacidade de campo (capacidade de retenção de água). Nas horas de escuridão, uma humidade do ar superior a 80% promoverá uma boa actividade dos caracóis e consequente crescimento.

Este texto e a versão completa para curiosos e apreciadores de caracol, pode ser encontrada em: A Cultura de caracóis
A imagem pertence a: castelobranco-castelobranco

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Controlo de pragas

Controlo
Caracóis terrestres e lesmas podem ser encontrados em qualquer local mas em geral habitam locais que ofereçam abrigo, humidade adequada, alimento abundante e geralmente locais que tenham a disponibilidade de fonte de cálcio.

Monitorar (vigiar) a presença destas pragas através da contagem de ovos, organismos adultos ou da vistoria das plantas é uma actividade obrigatória para que o produtor saiba quando agir e o faça de modo a promover o equilíbrio ecológico de todo o sistema de produção (Planeta Orgânico, 2004).

O controlo químico geralmente é realizado com moluscidas de alta toxicidade, representando riscos para animais domésticos, crianças e de contaminação de fontes d’água. 

Apresentam actuação restrita a pequenas áreas por actuarem atraindo os caramujos que se alimentam do veneno e morrem horas ou dias depois. Este fato impede a colecta e a eliminação dos cadáveres dos caramujos, que atraem moscas cuja desova ocorre nas partes moles dos animais em putrefacção, constituindo novo problema à saúde pública (Barbosa et al, 2002).

Uma nova tecnologia ambiental colonizadores italianos no século XIX (Valduga, 1985). Na Europa o consumo de caracóis terrestres continua intenso, tanto de animais colectados na natureza como os cultivados em criadouros.
                                                                               Imagem de: plantasonya
NOCIVIDADE
A ideia de nocividade não é natural, mas social e se aplica às atividades humanas que possam sofrer prejuízos motivados por acção de outrem. Os caracóis e as lesmas podem ser nocivos como pragas e como vectores de parasitoses.

São considerados pragas quando sua densidade populacional acarreta perdas económicas ao homem, na competição pelo alimento por ele produzido. (Garcia, 1999). Há uma gama de caracóis e todas as lesmas que podem, eventualmente, tornam-se pragas em jardins, hortas, pomares e mesmo em grandes lavouras, acarretando prejuízos significativos. Os métodos mais comuns de controlo são: catação, utilização do cloreto de sódio (sal), destruição por água quente e utilização de iscas lesmicidas.

Uma nova tecnologia ambientalmente correcta para o controle de lesmas e caracóis estará em breve disponível para os produtores brasileiros. São iscas à base de fosfato de ferro (FePO4) como ingrediente activo que atraem as lesmas e os caracóis que, ao ingeri-las param de se alimentar, tornam-se mais lentas e sua epiderme fica endurecida até morrerem entre três e seis dias. Este efeito fisiológico traz protecção imediata às plantas. 

As lesmas envenenadas não excretam o produto pois o modo de acção não é baseado na perda de água, o ingrediente activo causa mudanças patológicas na base celular do tubo digestivo e no hepatopâncreas das lesmas.

A aplicação deve ser feita no início da infestação e reaplicar assim que a isca for consumida ou no mínimo a cada duas semanas. Devido à natureza sazonal dos moluscos, espera-se que sejam necessárias no mínimo 4 (quatro) aplicações por safra, com o objectivo de quebrar o ciclo de reprodução da praga.

O produto deve ser espalhado sobre o solo, próximo às plantas a serem protegidas, e a aplicação deve ser feita preferivelmente no final da tarde, visto que lesmas e caracóis se locomovem e se alimentam durante a noite ou bem cedo pela manhã.
A grande vantagem deste tipo de tecnologia é sua baixa toxicidade a outros organismos, caracterizando-o assim como um produto ecologicamente correcto.
Anne Gil Mendes, Bióloga
                                                          Imagem de: ecoblogs
PS.
Não de vemos esquecer que para os agricultores estes animais representam um verdadeiro prejuízo para as lavouras, floristas e jardineiros.

Os ambientes húmidos favorecem o aparecimento destas pragas. Devoram as plantas jovens, os botões, os caules e as raízes. Também podem roer e consumir raízes, bolbos e tubérculos. Depositam os ovos na terra das plantas.

TRATAMENTO
O método biológico de eleição consiste em recolher estes animais e colocá-los onde são úteis, a processar o lixo ou numa caixa de compostagem. Para quem não encontrar melhor solução e os quiser matar basta deitar sal sobre eles porque são muito sensíveis à desidratação.

Como são animais de hábitos nocturnos a melhor altura para os apanhar é à noite ou de madrugada.
Para os atrair e recolher em maior quantidade podem usar-se iscos como casca de batatas, uma laranja aberta ou folhas de alface fervidas.

Quem não quiser perder tempo nem tiver consciência ecológica mais apurada pode resolver o problema aplicando um produto químico específico para caracóis e lesmas.