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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Voltando á agricultura

O titulo original ( Quadros qualificados dedicam-se à agricultura para equilibrar contas) e a notícia completa estão em: Semanário SOL. Lusa/SOL



Já Cristina Santos, 41 anos, trabalhou «no ramo das importações e exportações, com sucesso», mas isso não lhe bastou e como possuía «uns terrenos de família que já estavam a incomodar um bocado por não estarem a ser aproveitados», pensou «no que se poderia fazer» e descobriu que «a helicicultura era uma das possibilidades».
A helicicultura trata da criação e exploração de caracóis.
«Eles são muito rápidos, qualquer pessoa que diga que eles são lentos é porque nunca trabalhou com eles», garantiu Cristina Santos, ressalvando que «não é complicado, é apenas um ciclo de engorda como quase tudo o que tem a ver com a produção animal».
O objectivo da exploração destes animais, que podem ser pragas noutras culturas, é mesmo o mercado alimentar, que em Portugal «é muito mais do Sul», o que para Cristina Santos é «estranho», porque até se considera «uma mulher no Norte».
«Há um consumo de caracoleta no Sul que já é interessante e obviamente que o mercado lá fora, principalmente França e Espanha, na zona da Catalunha, é um mercado que consome bastante», explicou.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Solo para caracóis

O solo constitui a parte principal do habitat dos caracóis. A composição e a textura do solo, assim como o seu o teor de água são factores importantes a considerar aquando da selecção do local para iniciar a criação de caracóis.

A concha do caracol consiste principalmente de cálcio, extraído do solo e da alimentação.

Os caracóis extraem do solo a maior parte das suas necessidades em água.

Os caracóis escavam no solo para aí porem os seus ovos e descansarem durante a estação seca.

Por todas estas razões é essencial que o solo seja solto e que tenha um teor elevado de cálcio e de água. Podemos utilizar cascas de ovos entre outras coisas para ajudar a repor o cálcio.

Um solo que é pesado, argiloso e que fica saturado na estação das chuvas e compactado durante a estação seca, não é propício.

Um solo muito arenoso também não é propício devido à sua baixa capacidade de retenção da água.

Devem-se evitar os solos ácidos porque a acidez interferirá com o desenvolvimento da concha do caracol. Os solos que são demasiado ácidos devem ser neutralizados com cal até que tenham um pH de, aproximadamente, 7.

Os solos com uma composição elevada de matéria orgânica favorecem o crescimento e o desenvolvimento dos caracóis. De um modo geral, se solo é apropriado e benéfico para as culturas de taro, de tomate e de legumes de folhas também é propício para a criação de caracóis.

Antes de introduzir os caracóis no lugar onde se vai proceder à sua criação, deve-se soltar o solo através da lavoura

Os caracóis precisam de ambientes húmidos mas não molhados.

Embora os caracóis necessitem de humidade, se o solo for molhado ou estiver saturado tem que ser drenado. De igual modo, é necessário que a água da chuva possa escoar rapidamente. Os caracóis respiram o ar e podem afogar-se em ambientes/espaços excessivamente molhados. O teor de humidade do solo favorável é de 80% da capacidade de campo (capacidade de retenção de água). Nas horas de escuridão, uma humidade do ar superior a 80% promoverá uma boa actividade dos caracóis e consequente crescimento.

Este texto e a versão completa para curiosos e apreciadores de caracol, pode ser encontrada em: A Cultura de caracóis
A imagem pertence a: castelobranco-castelobranco

Comércio internacional de caracóis

O comércio internacional de caracóis está em florescimento na Europa e na América do Norte. Contudo, e apesar da procura considerável tanto estrangeira como local, a cultura comercial de caracóis tal como é praticada na Europa, no Sudoeste asiático e no continente americano, é praticamente inexistente em África. No Gana, Nigéria e Costa do Marfim, onde a carne de caracol assume um interesse particular, recolhem-se os caracóis nas florestas durante a estação das chuvas.

Contudo, nos últimos anos assistiu-se a um declínio considerável das populações de caracóis selvagens. Em primeira instância devido ao impacto de actividades humanas como sejam o desflorestamento, o uso de pesticidas, a agricultura de “derrubar e queimar”, os fogos espontâneos e a recolha de caracóis que ainda não atingiram o tamanho adulto (imaturos).

É por isso que é importante encorajar a cultura de caracóis (helicicultura) para que se possa conservar este recurso importante.

Texto original: A cultura de caracóis
                                                   Imagem de: ma-schamba

terça-feira, 22 de março de 2011

Helicicultura no Brasil

No Brasil a helicultura ainda não é expressiva. É um mercado que ainda não trabalhou o Marketing no sentido de fomentar o consumo do caracol e as suas propriedades curativas, alimentícias e estética.

Os “Moluscos” ainda são poucos consumidos e pouco explorados. O baixo consumo é devido a falta de tradição, sendo os Europeus maiores consumidores destes tipos de produtos.

Existem poucas espécies de moluscos desenvolvidas em cativeiros e viveiros, neste caso podemos classificar como “Marisco”.

No sentido de ser trabalhada esta oportunidade de negócio é preciso criar e rever a legislação e dar formação já que á falta de capacitação técnica concentração de pesquisa e apoio.

Devido aos baixos rendimentos e a pouca procura por parte do cidadão comum, as empresas acham o investimento pouco atractivo. Aqui podemos aplicar o Marketing de maneira a fomentar o consumo desses produtos.

Há poucas pessoas a explorarem esse mercado, sendo a produção de vieiras, mexilhões e ostras os mais apetecíveis.

Devemos lembrar que a Helicicultura foi Introduzido no Brasil no ano de 1983, correspondente à criação de moluscos exóticos europeus Helix spp., principalmente a espécie Cornu (= Helix) aspersa (Müller, 1774

Apesar de existir até uma associação não evoluiu para actividade de importância económica relevante.

O Brasil tinha condições de desenvolver este mercado e fazer a exportação para a europa, onde as encomendas não chegam para a procura.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Criação em cativeiro de caracóis terrestres

imagem original: mariajoaodealmeida
negócios de caracóis
A criação em cativeiro de caracóis terrestres comestíveis está a evoluir lentamente em Portugal, mas promete ser um nicho de mercado a considerar. Praticada há mais de 30 anos em Itália e França e, mais recentemente, em Espanha, a Helicicultura tem os seus próprios métodos de produção e é reconhecida como uma importante actividade económica nestes países. Imagem de:luizfelipemuniz.

O termo Helicicultura deriva do latim “helix” (que significa espiral e é o nome da espécie mais conhecida de caracóis comestíveis) e “cultivare” (cultivo). O molusco gastrópode, cujo corpo é totalmente protegido por uma concha externa, é apreciado como alimento há milhares de anos, sendo também utilizado tradicionalmente na medicina e cosmética. O aumento da procura do petisco, principalmente desde a segunda metade do século XX, fez com que todo o ciclo de vida do caracol passasse a ser produzido para fins comerciais de forma semi-industrial.

Há dois métodos principais de produção: o francês e o italiano.
O primeiro é um sistema intensivo de exploração, onde as condições de luz, temperatura e humidade são cuidadosamente controladas, de forma a possibilitar a postura de ovos durante todas as estações do ano. Os animais são criados em mesas sobrepostas localizadas em locais fechados. Algumas explorações adoptam um sistema misto de criação, controlando a reprodução no interior e a engorda no exterior.

O método italiano baseia-se na criação de caracóis a céu aberto, em canteiros com sementeiras especiais que servem de abrigo e alimento aos caracóis. É um sistema biológico que exige menos investimento e pouca mão-de-obra, mas tem menos rendimento que o método francês e regista maior taxa de mortalidade dos animais.

Mais recentemente, os espanhóis desenvolveram um outro método que tem tido aplicação tanto em Espanha como em Itália e Portugal. É um sistema intensivo em viveiros, divididos em estufas de engorda, de postura e de eclosão dos ovos.

Os portugueses são grandes apreciadores deste petisco, consumindo 13 mil toneladas por ano, logo a seguir aos espanhóis (20 mil toneladas), italianos (30 mil toneladas) e franceses (75 mil toneladas). O mercado norte-americano e japonês mostram cada vez mais apetência por esta iguaria. Calcula-se que o consumo mundial atinja as 300 mil toneladas de caracol. Ao contrário de Portugal, onde o consumo é maioritariamente sazonal.

Outros países querem o abastecimento de caracol vivo durante todo o ano.
Assim, a oferta não chega para as encomendas, já que o caracol está na base de um ecossistema frágil e enfrenta perigos como o excesso de procura, a poluição e a agricultura intensiva. Imagem de: wagneraccioly

O que leva também ao aumento dos preços, chegando o caracol a atingir um valor tão alto como o camarão. Grande parte dos caracóis consumidos em Portugal vem de Marrocos e Argélia. São da espécie Helix Aspersa Maxima, também conhecidos por Gros Gris, atingindo entre 20 e 30 gramas. A caracoleta portuguesa, Helix Aspesa Muller ou Petit Gris, é um pouco mais pequena, com 8 a 12 gramas.

Publicação Revista agriloja. HELICICULTURA Info | Maio | Junho 2 (6 | Info | Maio | Junho 2009)

Observação: A imagem acima é uma espécie de caramujo terrestre e não é comestível. Caramujo - O molusco foi introduzido no Brasil como uma versão do “escargot”, mas depois descobriu-se que a espécie não é comestível e pode transmitir doenças. O caramujo tem hábitos terrestres e pode atingir 15 centímetros de cumprimento, oito de largura e pesar cerca de 200 gramas. O animal se reproduz de forma rápida. Cada um chega a colocar 200 ovos por mês.

Segurança alimentar (caracóis)

Essencialmente dois motivos levam a que alguém decida dedicar-se à helicicultura. O primeiro prende-se com o interesse em proteger uma determinada espécie e desta forma melhorar aquilo que a natureza nos oferece. O segundo motivo é de ordem económica, o que faz com que muitos tenham a ideia de que a helicicultura é um negócio muito rentável. Contudo, pode não ser, pois é uma arte de difícil execução. O caracol tem como base um ecossistema frágil e actualmente enfrenta alguns perigos, como a poluição ambiental, o excesso de procura e as formas de agricultura agressiva.
A criação de caracóis comestíveis em cativeiro (Helix Aspersa Maxima e Helix Aspersa Muller) está a evoluir lentamente em Portugal e promete ser um nicho de mercado promissor. Praticada há quase meio século em alguns países europeus, nomeadamente em França e na Itália, está só agora a dar os primeiros passos na Península Ibérica. Nos últimos anos, o aumento da procura deste molusco para consumo humano fez com que os métodos de produção passassem a ser semi-industriais.
De uma forma geral, podemos considerar três métodos distintos de produção de caracóis. Um sistema intensivo de exploração, no qual os animais são criados em bancadas sobrepostas. Estes locais encontram-se completamente fechados e as condições de temperatura, humidade e luz solar são monitorizadas de forma permanente, no sentido de possibilitar um maior número de posturas por ano e assim maximizar os rendimentos.
Um segundo método baseia-se na criação dos animais o mais aproximadamente possível do seu ambiente natural – em canteiros a céu aberto, com sementeiras específicas, a fim de proporcionar o alimento e o abrigo necessários. Este processo de criação apresenta uma taxa de mortalidade muito elevada, pelo que se torna menos rentável economicamente que o anterior.                                             Imagem de: emule
Por último, e talvez o mais inovador dos métodos de criação de caracóis para consumo humano, é aquele que de alguma forma conjuga os dois métodos anteriormente mencionados. Separa as três fases cruciais da vida de um caracol – postura, eclosão dos ovos e engorda. Deste modo, é possível abordar cada uma das etapas tendo em conta a sua especificidade, melhorando assim a prestação final: maior número de nascimentos e menor número de mortes.
Esta página faz parte de um trabalho e estudo desenvolvido por “Fernando Amaro” cujo tema é: SEGURANÇA ALIMENTA NA PRODUÇÃO DE CARACÓIS (Controlo da alimentação de base vegetal)

sábado, 13 de novembro de 2010

"O CARACOL"

Principais características do caracol
- Em francês, escargot significa caracol;
- É um molusco, porque seu corpo é mole, sem esqueleto;
- Define-se como gastrópode, porque tem a parte estomacal (gaster-estômago) junto ao pé (podes = pé);
- É pulmonado, porque respira através do pulmão;
- É terrestre, ao contrário de seu primo caramujo que habita as águas doces ou salgadas;
- Diz-se que pertence ao gênero Helix (de onde vêm hélice e helicóptero), porque seu corpo faz uma torção de 180º. 
                                                      Imagem original: solostocks.
- Devido a esta característica, a criação é denominada helicicultura e quem cria é um helicicultor.

domingo, 24 de outubro de 2010

Formação de helicicultura

A formação sobre helicicltura pode ser do âmbito das acções de formação e workshops promovidas pela Biojogral!

O sucesso na divulgação da helicicultura levada a cabo pela Biojogral originou um aumento exponencial na procura das visitas guiadas às nossas instalações, como tal tornou-se imperativa a restruturação dos nossos serviços.

Endereço
Monte Jogral
Caminho dos Césares
2985-051 - Canha
Portugal

Telefones

963 054 378

domingo, 5 de setembro de 2010

O CARACOL

Imagem original: Luzes Amarelas

O caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica. Os caracóis são terrestres e respiram através de um pulmão.

Gastrópode é um grupo de moluscos que inclui animais univalves (por oposição aos bivalves) como a lesma, o caracol e o caramujo (molusco de água doce).
A cultura caracóis para consumo denomina-se Helicicultura e o seu criador chama-se helicicultor.
O caracol é um molusco invertebrado. Possui um esqueleto externo que é a sua concha. O seu corpo divide-se em três partes: cabeça, pé e massa visceral. Na cabeça há uma boca, quatro tentáculos (chifres ou antenas) e um orifício genital. Nos tentáculos maiores estão os olhos; os dois tentáculos pequenos têm função táctil. O orifício genital fica atrás da cabeça, do lado direito do animal. É hermafrodita (possui aparelhos reprodutores dos dois sexos), há uma vagina, um pénis e um dardo calcário no interior do orifício. O pé é a massa muscular que se espalha à frente e atrás da concha. A massa visceral fica no interior da concha. Lá estão o fígado, rim, coração e parte do intestino. A concha é o esqueleto externo. A sua forma e coloração são variáveis conforme a espécie. Ela é também o seu abrigo natural contra predadores, luz, frio e calor. Essa concha é constituída de carbonato de cálcio, daí a importância do cálcio na alimentação do animal.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Helicicultor e helicicultura

Imagem original: Projecto caracol

Helicicultor é aquele que pratica a helicicultura.
A criação controlada de caracóis denomina-se Helicicultura,
A CRIAÇÃO DE CARACÓIS
Embora muitas pessoas pensem que a criação de caracóis seja uma actividade moderna, ela já existe há mais de 2.000 anos, pois há evidências desse tipo de criação, 300 anos antes do nascimento de Cristo. O consumo deste animal, porém, é muito mais antigo, provavelmente desde os primórdios da humanidade, como comprovam os achados arqueológicos de montes de cascas ou conchas, em cavernas dos homens pré-históricos.
Três séculos antes de Cristo, Aristóteles, além de escrever sobre os caracóis e descrevê-los muito bem, ainda descreve um instrumento ou talher terminando por uma ponta e que pode ser considerado o “ancestral” do actual garfo especial para comer caracóis.
Os materiais usados para o consumo de caracóis, antigamente eram feitos de ossos ou madeira e mais tarde de metal.
Os romanos criavam o caracol em muros de pedras e ao ar livre, isto prova que não é preciso grandes ciências para o desenvolvimento da helicicultura.

O aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, verificado nos últimos anos em vários países da Europa, tem correspondido a uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade.
Os franceses, italianos e espanhóis têm sido uma grande referência para os portugueses no aprendizado da helicicultura. Estes povos já são criadores e consumidores há muitos anos.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Materiais para o negócio.

A criação pode começar por ser artesanal, uma vez que a principal preocupação é a protecção do caracol dos predadores e o controle de humidade.

Inicialmente podemos usar madeiras, tijolos plásticos, redes e reaproveitar materiais usados. As paletes abandonadas são uma excelente casa e protecção para os caracóis.

Indo para o lado profissional, os viveiros, as estufas e todo os materiais usados na agricultura podem ser usados na helicicultura.

As embalagens para o transporte, são embalagens de plástico aberto que transportam vários sacos de rede contendo 1 kg. cada saco.
As embalagens unitárias contendo 1 kg. são de rede para manter o produto fresco e húmido, uma vez que o caracol é vendido vivo.