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segunda-feira, 4 de abril de 2011

MERCADO

Mercados de exportação

A França desempenha um papel central no crescente comércio internacional de caracóis. Alguns dos caracóis importados pela França são processados e exportados para outros países europeus ou para a América do Norte, especialmente para os EUA, que importa anualmente carne de caracol no valor de milhões de dólares. Outros mercados importantes são a Alemanha, a Bélgica, a Holanda, o Canadá, a Suíça, o Japão, a Suécia, a Áustria, a Dinamarca e a África do Sul.

Entre os maiores fornecedores destes mercados contam-se a Grécia, a Turquia, a Roménia, a Argélia, a Tunísia, assim como Taiwan, a Tailândia e a China. A maior parte dos países fornecem as espécies de caracóis europeus, Helix aspersa, H. pomatia e H. lucorum, enquanto os países asiáticos fornecem a espécie Achatina fulica. Os caracóis são fornecidos frescos, congelados ou enlatados. As espécies africanas representam cerca de um terço do preço das espécies europeias.

Tal passa-se principalmente porque a carne das espécies africanas, em comparação com a das espécies europeias, é considerada como sendo 74 A cultura de caracóis borrachosa e as conchas são menos adequadas para a apresentação do produto final. Os consumidores europeus normalmente preferem os caracóis servidos com ou na sua concha.

Esta página pertence a: Agrodok 47 A cultura de caracóis

quinta-feira, 24 de março de 2011

Solo para caracóis

O solo constitui a parte principal do habitat dos caracóis. A composição e a textura do solo, assim como o seu o teor de água são factores importantes a considerar aquando da selecção do local para iniciar a criação de caracóis.

A concha do caracol consiste principalmente de cálcio, extraído do solo e da alimentação.

Os caracóis extraem do solo a maior parte das suas necessidades em água.

Os caracóis escavam no solo para aí porem os seus ovos e descansarem durante a estação seca.

Por todas estas razões é essencial que o solo seja solto e que tenha um teor elevado de cálcio e de água. Podemos utilizar cascas de ovos entre outras coisas para ajudar a repor o cálcio.

Um solo que é pesado, argiloso e que fica saturado na estação das chuvas e compactado durante a estação seca, não é propício.

Um solo muito arenoso também não é propício devido à sua baixa capacidade de retenção da água.

Devem-se evitar os solos ácidos porque a acidez interferirá com o desenvolvimento da concha do caracol. Os solos que são demasiado ácidos devem ser neutralizados com cal até que tenham um pH de, aproximadamente, 7.

Os solos com uma composição elevada de matéria orgânica favorecem o crescimento e o desenvolvimento dos caracóis. De um modo geral, se solo é apropriado e benéfico para as culturas de taro, de tomate e de legumes de folhas também é propício para a criação de caracóis.

Antes de introduzir os caracóis no lugar onde se vai proceder à sua criação, deve-se soltar o solo através da lavoura

Os caracóis precisam de ambientes húmidos mas não molhados.

Embora os caracóis necessitem de humidade, se o solo for molhado ou estiver saturado tem que ser drenado. De igual modo, é necessário que a água da chuva possa escoar rapidamente. Os caracóis respiram o ar e podem afogar-se em ambientes/espaços excessivamente molhados. O teor de humidade do solo favorável é de 80% da capacidade de campo (capacidade de retenção de água). Nas horas de escuridão, uma humidade do ar superior a 80% promoverá uma boa actividade dos caracóis e consequente crescimento.

Este texto e a versão completa para curiosos e apreciadores de caracol, pode ser encontrada em: A Cultura de caracóis
A imagem pertence a: castelobranco-castelobranco

quarta-feira, 23 de março de 2011

Curiosidades sobre o caracol.

negócios de caracóis

Curiosidades sobre o caracol.
- Um caracol-bebé tem a carapaça mole e demora três anos até ficar adulto.

- Sua casca necessita de lugares que receba luz, principalmente a luz solar, o calor e a humidade dão consistência ao caracol.
A falta de luz natural, deixa o caracol mole e faz com que hiberne mais tempo.
- O corpo mole dentro da concha também tem a forma de espiral e é lá dentro que se encontram o coração e o fígado do caracol.
Pertence a classe dos moluscos gastrópodes, assim como o caramujo e a lesma.
O caramujo está associado ao mar ou as águas, enquanto que o caracol é terrestre.
Estes bichinhos estão envolvidos num grupo de mais de 75.000 espécies.
- Os caracóis são herbívoros, alimentam-se de plantas e encontram-se em campos de cultura (nas zonas agrícolas) e, por vezes em jardins escondidos. Também podem aparecer nas bordas dos caminhos, nos muros, ou debaixo de pedras.
- Na parte inferior da cabeça existe a rádula, uma espécie de língua com a qual o caracol corta os alimentos.
- São os tentáculos situados na superfície superior da cabeça que permitem ao caracol sentir. Os olhos estão nas pontas dos tentáculos maiores e o olfacto nos tentáculos menores. Os caracóis não ouvem.
- São hermafroditas, isto é, possuem os dois sexos mas para procriar são precisos dois (um faz de macho e outro de fêmea).
- Acasalam em Maio e põem os ovos no Verão.
- A esperança de vida de um caracol é de 5 a 10 anos.

domingo, 28 de novembro de 2010

Ferramentas para um negócio mais sério.


Para quem quer se dedicar mais a sério no negócio de caracóis, então tome em conta:
Para além das ferramentas de jardinagem usuais (pá, enxada, ancinho, macete, vassoura), é necessário contar-se também com as seguintes:

Ferramentas e equipamento, para se poder ter uma cultura de caracóis bem sucedida:

? balança pequena, para pesar os caracóis e os alimentos
? fita métrica, para medir os caracóis e as suas gaiolas/recintos/viveiros
? colher de pedreiro, para escavar e limpar os recintos de criação
? contentor de água e regador para manter o solo húmido e para encher os bebedouros
? bebedouros ou comedouros (pratos)
? muito importante: um caderno para apontamentos, para anotar meticulosamente a actividade exercida (p. ex. trabalho, materiais e alimentação) e exploração de cultura de caracóis em si.

terça-feira, 28 de abril de 2009

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO "RENTÁVEL"


Imagem original: blogdepaisagismo.lopes

É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"


 
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”


Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”
VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL

Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.

Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.

“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.

“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.

O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores. IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA

As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.

Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.

A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.