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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ração para caracóis.

Muitas pessoas perguntam onde se pode comprar ração para caracóis.
Os caracóis não são esquisitos, comem um pouco de quase tudo.
A ração geralmente é composta de uma mistura de farinha de soja, trigo, milho e aveia. Geralmente a ração é rica em cálcio, mas eles também comem. folhas de couves, alfaces, pepino,batatas cortadas, restos de comida sem tempero e sem sal, rutos carnosos como a melancia, banana e maçã.
Algumas espécies de caracóis são predadores e comem outros caracóis, também podem comer excrementos de aves.
São animais de hábitos noturnos e vorazes pois comem uma grande quantidade de alimentos. Mas essa voracidade está diretamente relacionada ao clima e às estações do ano: não se alimentam por vários dias em clima seco e quente mas consomem diariamente cerca de 40% de seu peso nos dias frescos.

Em 2004 na 41.ª Feira Nacional de Agricultura os espanhóis ensinaram uma forma de criação e engorda de caracóis.

Neste ano de 2004 foi um dos sectores em destaque no pavilhão de Espanha, instalado na Feira de Santarém.

A helicicultura (cultura de caracóis para consumo) tem registado um forte crescimento no país vizinho e os produtores associaram-se, criando uma marca para melhor comercializar o seu produto.
Segundo a associação Cria y Engorde del Caracol, este molusco é baixo em calorias, mas rico em proteínas, vitamina C e sais de ferro.
Tendo em conta o aumento da procura a nível mundial, foram criadas novas técnicas de produção, que foram dadas a conhecer na Feira Nacional da Agricultura (FNM).

Os nossos vizinhos espanhóis encontram-se muito a nossa frente no que é a cultura dos caracóis, inclusive no que diz respeito a legislação.

domingo, 17 de outubro de 2010

Numa pequena exploração de helicicultura

Numa pequena exploração de helicicultura, de um amigo encontramos cerca de 300 caracóis reprodutores que podem pôr entre 60 e 150 ovos cada um, depois do acasalamento.
Os caracóis são hermafroditas mas têm de acasalar para haver fecundação. Eles unem-se pela cabeça e assim permanecem durante umas dez horas, podendo repetir a operação várias vezes. O período que medeia entre o acasalamento e a desova vária conforme a temperatura, mas pode chegar entre os doze aos quinze dias.
No passo seguinte, o caracol escava um buraco de três a quatro centímetros de profundidade na terra e ali deposita os ovos. O buraco é tapado e inicia-se a incubação que pode durar entre 14 e 30 dias, conforme a temperatura. Em seguida, o caracol nasce já formado, com uma casca de três milímetros e com 27 mg de peso. Então começa a se alimentar de matéria orgânica e restos dos ovos.
Nos viveiros o helicultor, após passado algum tempo dos caracóis saírem desta espécie de maternidade faz a recolha e os coloca em locais onde vão começar a “engordar.”
Durante o dia se escondem da luz solar e à noite saem. O caracol se esconde debaixo de telhas, chapas, madeiras, bidões de plástico ou lata. Quando chega à noite começa a correria da procura de comida, comem ração própria e quase tudo o que aparece no seu caminho, geralmente o que é verde.
A sua ração é composta de uma mistura de farinha de soja, trigo, milho e aveia. À noite, alem da ração, comem couve, trevo e alface, que também são semeados no terreno onde se encontram.
Estes gastrópodes sobem por cima de tudo, por isso os viveiros possuem redes. Estes pequenos animais necessitam de quatro meses para atingir a idade adulta e para poder ser comercializado no mercado.
Um caracol adulto pesa entre 5 e 20 gramas no caso os mais comercializados são o “helix aspersa” ou “petit gus”, francês e o máximo, conhecido por “escargot de Bourgogne”.
Segundo alguns criadores, a partir de 2000 aos 5000 metros quadrados, já podemos ter um negócio de peso no mercado, com as novas tecnologias e o reaproveitamento de águas da chuva, podemos poupar bastante em despesas. É bom lembrar que podemos criar caracóis em casas com quintais e ganhar alguns trocos na nossa vizinhança, mas para quem sonha mais alto, precisa investir e aí os valores aumentam conforme o nº de estufas que se quer.
Segundo alguns criadores cada estufa custa cerca de 20.000 euros , não podemos esquecer que os caracóis também têm os seus predadores.
Eles são uma presa fácil para muitos outros animais que alimentam-se de caracóis. Os ratos, pássaros diversos, batráquios (sapos e rãs), toupeiras, osgas, lagartixas, ácaros, insectos entre outros.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Alimentação de caracóis

Imagem original: arcadenoe
negócios de caracóis
Existem muitos tipos de alimentos para caracóis.

Uma das maiores preocupações de quem começa uma criação de caracóis é o que os caracóis comem?

Primeiro é identificar quê: Os caracóis são vegetarianos e comem muitos tipos de comida. Os caracóis assim como outros animais evitam plantas com folhas peludas ou que produzem
substâncias químicas tóxicas.

Os caracóis jovens preferem folhas tenras e rebentos e comem mais que os adultos, muitas das vezes mais que o dobro da comida.

À medida que ficam mais velhos, os caracóis adultos alimentam-se, cada vez mais, de detritos: folhas caídas, fruta podre e húmus. Deve-se alimentar os caracóis mais velhos com a mesma comida que se encontra no seu habitat.

Não há muito que aprender, a mãe natureza nos ensina. Para começarmos a criação, basta olharmos para o seu local de vivência e vermos que tipo de vegetação está no campo.

Para adiantarmos e ganharmos tempo, basta saber que as quintas estão cheias de caracóis e o plantio também, constituindo assim uma grande dor de cabeça para os agricultores; ou seja: O caracol também come quase tudo que o ser humano come.

Entre tantas as coisas que eles comem, encontramos, beringelas, couves, alfaces, pepinos, frutas e folhas, inhame, batata-doce, cascas de frutas como a banana.

Quem tiver acesso aos restos de vegetais que são jogados fora dos mercados e feiras, têm um óptimo negócio pela frente.
Atenção:
Os restos de vegetais que sobram da nossa alimentação, não devem ser dados aos caracóis, devido ao sal ou temperos existentes assim como vinagre e azeite.