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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Notícias do Brasil

Os caracóis terrestres conhecidos como escargots, conquistaram grande número de apreciadores em todo o mundo, e, só na França, cerca de 200 mil pessoas têm na criação e comercialização dos caracóis a sua principal fonte de renda. O crescente aumento do consumo dessa iguaria pelos brasileiros tem despertado o interesse de criadores e produtores nacionais de escargots. Essa euforia, porém, esconde um grande problema, que em breve pode alcançar desastrosas e indesejáveis proporções: os caracóis atualmente cultivados no Brasil, além dos legítimos escargots da espécie Helix aspersa, pertencem a outra espécie, a Achatina fulica, uma verdadeira praga para a agricultura, que devasta hortas e plantas ornamentais, causando muitos danos ao ambiente e prejuízos ao homem.
Este texto pertence a Newton almeida e pode ser visto em: Cachorro também é Gente.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Baba de caracol


Creme Baba de Caracol

É para muitos a maior revolução da indústria cosmética.
O creme de Baba de Caracol não é igual aos cremes que estão no mercado.

Este molusco (caracol) é dotado, segundo dizem, de impressionantes qualidades de regeneração da pele. A base do creme de Baba de Caracol é apenas um único ingrediente, a proteína de caracol (helix aspersa), que com as suas propriedades regeneradoras, permite a este creme performances fantásticas. A proteína de caracol é uma secreção 100% natural que apresenta propriedades de reparação de células e regeneração dos processos de rejuvenescimento da pele humana.

A baba de caracol é obtida stressando os animais - com calor. Colocados em cubas giratórias, os caracóis segregam baba até praticamente à exaustão e aquela escorre para reservatórios onde é depois purificada, num processo que pode ser comparado à pasteurização do leite.

É muito cara – segundo algumas fontes de informação, pode atingir preços de mercado entre os 250 e os 450 euros por litro, mas trata-se de uma das fontes mais pura de proteína.

Estudos das mais respeitadas universidades, ditas por algumas indústrias de cosméticos,  indicam que a proteína de caracol ajuda a hidratar, melhoram a aparência da pele com sinais de envelhecimento, reduz estrias e marcas, elimina celulite e quelóide, tornando a pele macia, sedosa e jovem. A proteína de caracol (helix aspersa) estimula a formação de colagénio (essencial para a regeneração de células), elastina (para a elasticidade da pele) e componentes dérmicos que reparam o envelhecimento da pele.

Modo de Utilização
A maneira de aplicar o creme é:

Fazer a Limpeza das zonas onde vai aplicar o creme Baba de Caracol secando de seguida. Aplique o creme no corpo com maior ênfase nas zonas afectadas, massajando suavemente até à sua pronta absorção, ou seja desaparecimento. Aplique diariamente, durante, pelo menos, 3 meses para sentir todos os efeitos desejados. A utilização contínua de Baba de Caracol fará com que os efeitos se prolonguem, para que haja mais hidratação e elasticidade das zonas afectadas por estrias e envelhecimento, removendo assim células mortas e revitalizando a pele.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MERCADO

Mercados de exportação

A França desempenha um papel central no crescente comércio internacional de caracóis. Alguns dos caracóis importados pela França são processados e exportados para outros países europeus ou para a América do Norte, especialmente para os EUA, que importa anualmente carne de caracol no valor de milhões de dólares. Outros mercados importantes são a Alemanha, a Bélgica, a Holanda, o Canadá, a Suíça, o Japão, a Suécia, a Áustria, a Dinamarca e a África do Sul.

Entre os maiores fornecedores destes mercados contam-se a Grécia, a Turquia, a Roménia, a Argélia, a Tunísia, assim como Taiwan, a Tailândia e a China. A maior parte dos países fornecem as espécies de caracóis europeus, Helix aspersa, H. pomatia e H. lucorum, enquanto os países asiáticos fornecem a espécie Achatina fulica. Os caracóis são fornecidos frescos, congelados ou enlatados. As espécies africanas representam cerca de um terço do preço das espécies europeias.

Tal passa-se principalmente porque a carne das espécies africanas, em comparação com a das espécies europeias, é considerada como sendo 74 A cultura de caracóis borrachosa e as conchas são menos adequadas para a apresentação do produto final. Os consumidores europeus normalmente preferem os caracóis servidos com ou na sua concha.

Esta página pertence a: Agrodok 47 A cultura de caracóis

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Criação em cativeiro de caracóis terrestres

imagem original: mariajoaodealmeida
negócios de caracóis
A criação em cativeiro de caracóis terrestres comestíveis está a evoluir lentamente em Portugal, mas promete ser um nicho de mercado a considerar. Praticada há mais de 30 anos em Itália e França e, mais recentemente, em Espanha, a Helicicultura tem os seus próprios métodos de produção e é reconhecida como uma importante actividade económica nestes países. Imagem de:luizfelipemuniz.

O termo Helicicultura deriva do latim “helix” (que significa espiral e é o nome da espécie mais conhecida de caracóis comestíveis) e “cultivare” (cultivo). O molusco gastrópode, cujo corpo é totalmente protegido por uma concha externa, é apreciado como alimento há milhares de anos, sendo também utilizado tradicionalmente na medicina e cosmética. O aumento da procura do petisco, principalmente desde a segunda metade do século XX, fez com que todo o ciclo de vida do caracol passasse a ser produzido para fins comerciais de forma semi-industrial.

Há dois métodos principais de produção: o francês e o italiano.
O primeiro é um sistema intensivo de exploração, onde as condições de luz, temperatura e humidade são cuidadosamente controladas, de forma a possibilitar a postura de ovos durante todas as estações do ano. Os animais são criados em mesas sobrepostas localizadas em locais fechados. Algumas explorações adoptam um sistema misto de criação, controlando a reprodução no interior e a engorda no exterior.

O método italiano baseia-se na criação de caracóis a céu aberto, em canteiros com sementeiras especiais que servem de abrigo e alimento aos caracóis. É um sistema biológico que exige menos investimento e pouca mão-de-obra, mas tem menos rendimento que o método francês e regista maior taxa de mortalidade dos animais.

Mais recentemente, os espanhóis desenvolveram um outro método que tem tido aplicação tanto em Espanha como em Itália e Portugal. É um sistema intensivo em viveiros, divididos em estufas de engorda, de postura e de eclosão dos ovos.

Os portugueses são grandes apreciadores deste petisco, consumindo 13 mil toneladas por ano, logo a seguir aos espanhóis (20 mil toneladas), italianos (30 mil toneladas) e franceses (75 mil toneladas). O mercado norte-americano e japonês mostram cada vez mais apetência por esta iguaria. Calcula-se que o consumo mundial atinja as 300 mil toneladas de caracol. Ao contrário de Portugal, onde o consumo é maioritariamente sazonal.

Outros países querem o abastecimento de caracol vivo durante todo o ano.
Assim, a oferta não chega para as encomendas, já que o caracol está na base de um ecossistema frágil e enfrenta perigos como o excesso de procura, a poluição e a agricultura intensiva. Imagem de: wagneraccioly

O que leva também ao aumento dos preços, chegando o caracol a atingir um valor tão alto como o camarão. Grande parte dos caracóis consumidos em Portugal vem de Marrocos e Argélia. São da espécie Helix Aspersa Maxima, também conhecidos por Gros Gris, atingindo entre 20 e 30 gramas. A caracoleta portuguesa, Helix Aspesa Muller ou Petit Gris, é um pouco mais pequena, com 8 a 12 gramas.

Publicação Revista agriloja. HELICICULTURA Info | Maio | Junho 2 (6 | Info | Maio | Junho 2009)

Observação: A imagem acima é uma espécie de caramujo terrestre e não é comestível. Caramujo - O molusco foi introduzido no Brasil como uma versão do “escargot”, mas depois descobriu-se que a espécie não é comestível e pode transmitir doenças. O caramujo tem hábitos terrestres e pode atingir 15 centímetros de cumprimento, oito de largura e pesar cerca de 200 gramas. O animal se reproduz de forma rápida. Cada um chega a colocar 200 ovos por mês.

domingo, 17 de outubro de 2010

Numa pequena exploração de helicicultura

Numa pequena exploração de helicicultura, de um amigo encontramos cerca de 300 caracóis reprodutores que podem pôr entre 60 e 150 ovos cada um, depois do acasalamento.
Os caracóis são hermafroditas mas têm de acasalar para haver fecundação. Eles unem-se pela cabeça e assim permanecem durante umas dez horas, podendo repetir a operação várias vezes. O período que medeia entre o acasalamento e a desova vária conforme a temperatura, mas pode chegar entre os doze aos quinze dias.
No passo seguinte, o caracol escava um buraco de três a quatro centímetros de profundidade na terra e ali deposita os ovos. O buraco é tapado e inicia-se a incubação que pode durar entre 14 e 30 dias, conforme a temperatura. Em seguida, o caracol nasce já formado, com uma casca de três milímetros e com 27 mg de peso. Então começa a se alimentar de matéria orgânica e restos dos ovos.
Nos viveiros o helicultor, após passado algum tempo dos caracóis saírem desta espécie de maternidade faz a recolha e os coloca em locais onde vão começar a “engordar.”
Durante o dia se escondem da luz solar e à noite saem. O caracol se esconde debaixo de telhas, chapas, madeiras, bidões de plástico ou lata. Quando chega à noite começa a correria da procura de comida, comem ração própria e quase tudo o que aparece no seu caminho, geralmente o que é verde.
A sua ração é composta de uma mistura de farinha de soja, trigo, milho e aveia. À noite, alem da ração, comem couve, trevo e alface, que também são semeados no terreno onde se encontram.
Estes gastrópodes sobem por cima de tudo, por isso os viveiros possuem redes. Estes pequenos animais necessitam de quatro meses para atingir a idade adulta e para poder ser comercializado no mercado.
Um caracol adulto pesa entre 5 e 20 gramas no caso os mais comercializados são o “helix aspersa” ou “petit gus”, francês e o máximo, conhecido por “escargot de Bourgogne”.
Segundo alguns criadores, a partir de 2000 aos 5000 metros quadrados, já podemos ter um negócio de peso no mercado, com as novas tecnologias e o reaproveitamento de águas da chuva, podemos poupar bastante em despesas. É bom lembrar que podemos criar caracóis em casas com quintais e ganhar alguns trocos na nossa vizinhança, mas para quem sonha mais alto, precisa investir e aí os valores aumentam conforme o nº de estufas que se quer.
Segundo alguns criadores cada estufa custa cerca de 20.000 euros , não podemos esquecer que os caracóis também têm os seus predadores.
Eles são uma presa fácil para muitos outros animais que alimentam-se de caracóis. Os ratos, pássaros diversos, batráquios (sapos e rãs), toupeiras, osgas, lagartixas, ácaros, insectos entre outros.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Helix aspersa

Helix aspersa
O H. aspersa ovos são brancos, esféricos, cerca de 3 mm de diâmetro e são estabelecidas cinco dias a 3 semanas após o acasalamento. (Dados varia muito devido às diferenças de clima e variações regionais de caracóis habitats o.) H. aspersa estabelece uma média de 85 ovos em um ninho que é de 1 a 1 ½ cm de profundidade. Dados varia de 30 a mais de 120 ovos, mas valores elevados podem ser a partir de quando mais de um caramujo põe ovos no mesmo ninho.
Em climas quentes e húmidos, H. aspersa podem pôr ovos com a frequência de cinco vezes de Fevereiro a Outubro, dependendo do clima e da região. O acasalamento e a postura de ovos começam quando há pelo menos 10 horas de luz do dia e continuam até os dias começam a ficar mais curto. Nos Estados Unidos, mais horas de sol que ocorrem quando as temperaturas são ainda demasiado frio irá afectar o cronograma, mas as horas de luz do dia aumentando ainda estimulam a produção de ovos. Se bastante morno, os ovos eclodem em cerca de duas semanas, ou quatro semanas se mais fresco. Ela leva os bebés caracóis vários dias para sair do ninho selado e subir para a superfície. Em um clima similar ao sul da Califórnia, H. aspersa amadurece em cerca de dois anos. Na Itália central, H. aspersa escotilhas e emerge do solo quase que exclusivamente no Outono. Se bem alimentado e não há superlotação, os moluscos que eclodem no início da temporada irá atingir o tamanho adulto e forma um lábio na borda de seu escudo do mês de Junho seguinte. Se você manipular o ambiente para chegar mais cedo filhotes, o tamanho e o número de caramujos que vencem no ano seguinte vai aumentar. Na África do Sul, alguns H. aspersa vencimento em 10 meses, e sob condições ideais em laboratório, alguns já venceram em 6-8 meses. A maior parte da actividade reprodutiva de H. aspersa tem lugar no segundo ano de sua vida.
Este texto foi tirado da WIKIPÉDIA. Imagem original: maosahorta