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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Importação

IMPORTAÇÃO
Consulte o site da DGV
As fiscalizações e as leis aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional.

No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.
Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.
A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.
Como as leis estão sempre a mudarem ou sofrem alterações, convém ficarem sempre atentos a página da DGV.

domingo, 14 de novembro de 2010

Viveiros (cuidados)

Em Loures, para o ano há mais.
negócios de caracóis
Criação em viveiros ou parques

Situações a observar:
• A capacidade do parque de (criação) não pode exceder 1 kg de caracol por m²;
• Os viveiros deverão ser totalmente fechados com redes para evitar fugas e ingresso de predadores;
• Os viveiros deverão ter várias divisões internas com abrigos contra o sol e o vento e, se possível, com árvores por causa da sombra;
• A largura máxima deverá ser de 80 cm para poder alcançar qualquer ponto com a mão;
• Entre cada parque deverá ter espaço suficiente para a passagem de um carrinho de mão;
• A água deverá ser tratada e de fácil acesso;
• No caso de solos encharcados, fazer um sistema de drenagem;
• Para prevenir predadores terrestres, fazer uma valeta ao redor de cada parque com 30 cm de largura e 30 cm de altura e colocar água corrente;
• No interior dos viveiros, plantar vegetais verdes;
• Observar o pH do solo e corrigi-lo para neutro ou ligeiramente alcalino;
• Prever áreas para futuras ampliações;
• Se o terreno for muito argiloso, acrescentar até 30% de areia de rio, previamente esterilizada;
• Colocar bebedouros e comedouros, observando os mesmos cuidados higiénicos, como nas caixas.

domingo, 17 de outubro de 2010

Numa pequena exploração de helicicultura

Numa pequena exploração de helicicultura, de um amigo encontramos cerca de 300 caracóis reprodutores que podem pôr entre 60 e 150 ovos cada um, depois do acasalamento.
Os caracóis são hermafroditas mas têm de acasalar para haver fecundação. Eles unem-se pela cabeça e assim permanecem durante umas dez horas, podendo repetir a operação várias vezes. O período que medeia entre o acasalamento e a desova vária conforme a temperatura, mas pode chegar entre os doze aos quinze dias.
No passo seguinte, o caracol escava um buraco de três a quatro centímetros de profundidade na terra e ali deposita os ovos. O buraco é tapado e inicia-se a incubação que pode durar entre 14 e 30 dias, conforme a temperatura. Em seguida, o caracol nasce já formado, com uma casca de três milímetros e com 27 mg de peso. Então começa a se alimentar de matéria orgânica e restos dos ovos.
Nos viveiros o helicultor, após passado algum tempo dos caracóis saírem desta espécie de maternidade faz a recolha e os coloca em locais onde vão começar a “engordar.”
Durante o dia se escondem da luz solar e à noite saem. O caracol se esconde debaixo de telhas, chapas, madeiras, bidões de plástico ou lata. Quando chega à noite começa a correria da procura de comida, comem ração própria e quase tudo o que aparece no seu caminho, geralmente o que é verde.
A sua ração é composta de uma mistura de farinha de soja, trigo, milho e aveia. À noite, alem da ração, comem couve, trevo e alface, que também são semeados no terreno onde se encontram.
Estes gastrópodes sobem por cima de tudo, por isso os viveiros possuem redes. Estes pequenos animais necessitam de quatro meses para atingir a idade adulta e para poder ser comercializado no mercado.
Um caracol adulto pesa entre 5 e 20 gramas no caso os mais comercializados são o “helix aspersa” ou “petit gus”, francês e o máximo, conhecido por “escargot de Bourgogne”.
Segundo alguns criadores, a partir de 2000 aos 5000 metros quadrados, já podemos ter um negócio de peso no mercado, com as novas tecnologias e o reaproveitamento de águas da chuva, podemos poupar bastante em despesas. É bom lembrar que podemos criar caracóis em casas com quintais e ganhar alguns trocos na nossa vizinhança, mas para quem sonha mais alto, precisa investir e aí os valores aumentam conforme o nº de estufas que se quer.
Segundo alguns criadores cada estufa custa cerca de 20.000 euros , não podemos esquecer que os caracóis também têm os seus predadores.
Eles são uma presa fácil para muitos outros animais que alimentam-se de caracóis. Os ratos, pássaros diversos, batráquios (sapos e rãs), toupeiras, osgas, lagartixas, ácaros, insectos entre outros.

domingo, 5 de setembro de 2010

Respondendo aos interessados.

imagem original: ionline
negócios de caracóis
Este tema foi o que mais chamou a atenção do público, infelizmente por causa da ausência e dos meus estudos não pude responder devidamente a cada navegador virtual.
Mais uma vez peço desculpas à todos e a partir do mês de Outubro estarei disponivel para responder á todos aqueles que estão interessados em obter informações.
Quero que saibam que realmente foi falta de cabeça e de tempo.
Peço apenas que vocês interessados analizem as vossas idéias e procurem desenvolver soluções e pensem que nunca é tarde para realizarem algo que vocês querem.
Este mercado está pouco explorado, mas é preciso começar por baixo e analizar o comportamento dos caracóis e a velocidade da reprodução dos mesmos.
Este "BLOG" e as suas ligações fornece toda a informação necessária para começar.

É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"


A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”



Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL


Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.



Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.


“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.



“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.


O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores. IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA


As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.


Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.





A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.