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quinta-feira, 24 de março de 2011

Conchas de gastrópodes era "dinheiro".

MOLUSCOS UTILIZADOS COMO MOEDAS
                                                         Imagem de: makejetomosso
Conchas de gastrópodes constituíam o dinheiro de várias raças nativas – raça Wampum de Índios americanos (STORER, 2002). Para os Iroqueses

Wampum significa “fileiras de conchas.
Pérolas de Bivalves eram utilizadas como moedas no Japão;

O Cauri (conchas preciosas do tipo porcelana – Cypraea moneta e C.annulus), na África Oriental é a mais conhecida concha-moeda – ainda no século XIX era utilizada em vasta escala do Sudão a China e nas ilhas da Malásia (BIFANO, 1998);

Conchas de Scaphopoda (Dentalium sp.), enfiadas em cordões foram o dinheiro dos índios da Costa do Pacífico da Califórnia até o Alasca (SILVA, 2003);

Em algumas civilizações 20.000 conchas equivaliam a um saco de pele e 6.000 conchas U$ 1,00. Uma esposa jovem virgem valia de 60.000 a 100.000
                                                                          Imagem de: ensinodematemtica
conchas (equivalente de U$ 20 a 40,00), enquanto que as mais velhas valiam de 20.000 a 25.000 conchas (U$ 6,00);
Veja este estudo e pesquiza em: .biblioteca-acaoeducativa

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não façam confusão

Para quem vive na China e prova tanta comida diferente de todo o país, é sempre difícil responder em Portugal à pergunta recorrente - E o que é que comes lá?

Por mais tempo que passe não consigo explicar que a comida é óptima. Quando a pergunta é feita vem muitas vezes acompanhada daquele ar de quem acha que como insectos como ementa do fim-de-semana. O melhor é que sendo eu tão esquisita, nunca cheguei a provar nada das tais coisas raras que há para comer. E nem sequer em Portugal como os petiscos nacionais que me causam uma repugnância inexplicável... Como caracóis, para citar só um exemplo.

No final do Verão cheguei a um café na praia do Vau e deparei com este anúncio de "há passarinhos". Como o meu estômago dá uma cambalhota só de pensar na ideia, pensei - esta foto é dedicada à pergunta recorrente que é muitas vezes acompanhada por um certo ar de nojo - o que é que comes lá?

Às vezes tenho mesmo vontade de responder - como caracóis e passarinhos.

E assim toda a gente fica feliz. Menos os caracóis e os passarinhos.
Texto do Blog:
china-em-reportagem

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Criação em cativeiro de caracóis terrestres

imagem original: mariajoaodealmeida
negócios de caracóis
A criação em cativeiro de caracóis terrestres comestíveis está a evoluir lentamente em Portugal, mas promete ser um nicho de mercado a considerar. Praticada há mais de 30 anos em Itália e França e, mais recentemente, em Espanha, a Helicicultura tem os seus próprios métodos de produção e é reconhecida como uma importante actividade económica nestes países. Imagem de:luizfelipemuniz.

O termo Helicicultura deriva do latim “helix” (que significa espiral e é o nome da espécie mais conhecida de caracóis comestíveis) e “cultivare” (cultivo). O molusco gastrópode, cujo corpo é totalmente protegido por uma concha externa, é apreciado como alimento há milhares de anos, sendo também utilizado tradicionalmente na medicina e cosmética. O aumento da procura do petisco, principalmente desde a segunda metade do século XX, fez com que todo o ciclo de vida do caracol passasse a ser produzido para fins comerciais de forma semi-industrial.

Há dois métodos principais de produção: o francês e o italiano.
O primeiro é um sistema intensivo de exploração, onde as condições de luz, temperatura e humidade são cuidadosamente controladas, de forma a possibilitar a postura de ovos durante todas as estações do ano. Os animais são criados em mesas sobrepostas localizadas em locais fechados. Algumas explorações adoptam um sistema misto de criação, controlando a reprodução no interior e a engorda no exterior.

O método italiano baseia-se na criação de caracóis a céu aberto, em canteiros com sementeiras especiais que servem de abrigo e alimento aos caracóis. É um sistema biológico que exige menos investimento e pouca mão-de-obra, mas tem menos rendimento que o método francês e regista maior taxa de mortalidade dos animais.

Mais recentemente, os espanhóis desenvolveram um outro método que tem tido aplicação tanto em Espanha como em Itália e Portugal. É um sistema intensivo em viveiros, divididos em estufas de engorda, de postura e de eclosão dos ovos.

Os portugueses são grandes apreciadores deste petisco, consumindo 13 mil toneladas por ano, logo a seguir aos espanhóis (20 mil toneladas), italianos (30 mil toneladas) e franceses (75 mil toneladas). O mercado norte-americano e japonês mostram cada vez mais apetência por esta iguaria. Calcula-se que o consumo mundial atinja as 300 mil toneladas de caracol. Ao contrário de Portugal, onde o consumo é maioritariamente sazonal.

Outros países querem o abastecimento de caracol vivo durante todo o ano.
Assim, a oferta não chega para as encomendas, já que o caracol está na base de um ecossistema frágil e enfrenta perigos como o excesso de procura, a poluição e a agricultura intensiva. Imagem de: wagneraccioly

O que leva também ao aumento dos preços, chegando o caracol a atingir um valor tão alto como o camarão. Grande parte dos caracóis consumidos em Portugal vem de Marrocos e Argélia. São da espécie Helix Aspersa Maxima, também conhecidos por Gros Gris, atingindo entre 20 e 30 gramas. A caracoleta portuguesa, Helix Aspesa Muller ou Petit Gris, é um pouco mais pequena, com 8 a 12 gramas.

Publicação Revista agriloja. HELICICULTURA Info | Maio | Junho 2 (6 | Info | Maio | Junho 2009)

Observação: A imagem acima é uma espécie de caramujo terrestre e não é comestível. Caramujo - O molusco foi introduzido no Brasil como uma versão do “escargot”, mas depois descobriu-se que a espécie não é comestível e pode transmitir doenças. O caramujo tem hábitos terrestres e pode atingir 15 centímetros de cumprimento, oito de largura e pesar cerca de 200 gramas. O animal se reproduz de forma rápida. Cada um chega a colocar 200 ovos por mês.