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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Caracóis no Porto
Os portistas ou portuenses não são grandes apreciadores de caracóis e a maioria nem querem ouvir falar nesses gastrópodes.
Já começam alguns emigrantes a tentar incutir este petisco no norte, mas ainda há algum preconceito e até um certo repúdio pelos famosos bichinhos rastejantes. Nem o famoso “fino” parece incentivar a degustação desse molusco.
Em algumas feiras do norte, este petisco têm saída, talvez por curiosidade dos da terra e das visitas dos imigrantes e emigrantes, principalmente dos portugueses que vem de França passar férias com a família.
Houve quem pensasse em criar uma Confraria dos Caracóis mas, o sonho ficou pelo caminho.
No norte os petiscos andam em torno das tradicionais tripas a moda do porto, rojões, pataniscas, ou moelas entre outros, podemos dizer que o norte é amante das comidas e petiscos mais pesados e sempre bem regados com bom vinho ou muita cerveja.
Em 2007/2008, em Leça da Palmeira (Matosinhos), houve a Feira do Caracol, numa iniciativa que visava divulgar este molusco comestível na região Norte.
Segundo o Jornal Expresso na época, a iniciativa foi da responsabilidade de Belmiro Domingos que na altura tinha 58 anos.
Por ter constatado que no norte o caracol não era tão apreciado como no Sul Belmiro Domingos decidiu realizar a feira para divulgar este famoso molusco, embora tenha havido muito consumo durante o evento, parece que o caracol não conseguiu competir com os petiscos locais e tradicionais do norte.
Seja como for, são pessoas com coragem e iniciativa como o Sr. Belmiro Domingos que criam novas tendências. Esperamos que no futuro o nosso famoso caracol consiga conquistar os “nortenhos”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Curiosidades "moluscos" Brasil

Registros históricos e documentais relatam que, já no início do século XX, imigrantes italianos estabelecidos em terras cafeeiras litorâneas do Estado de São Paulo consumiam, ao estilo ditado pela tradição artesanal camponesa europeia (... preparados com gostosas massas de manteiga previamente temperada com ervas aromáticas, derretida ao calor do forno a lenha, escorrendo pelas bordas das grandes e vistosas conchas!...), e na falta dos seus tradicionais "Chiocciola" (escargot/caracol em italiano), caracóis nativos Megalobulimus catados (apanhados) na natureza, e ainda, nas décadas de 1950 e 1970, comercializados para consumo (produto extractivista) nos mercados públicos do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.

Conchas de gastrópodes era "dinheiro".

MOLUSCOS UTILIZADOS COMO MOEDAS
                                                         Imagem de: makejetomosso
Conchas de gastrópodes constituíam o dinheiro de várias raças nativas – raça Wampum de Índios americanos (STORER, 2002). Para os Iroqueses

Wampum significa “fileiras de conchas.
Pérolas de Bivalves eram utilizadas como moedas no Japão;

O Cauri (conchas preciosas do tipo porcelana – Cypraea moneta e C.annulus), na África Oriental é a mais conhecida concha-moeda – ainda no século XIX era utilizada em vasta escala do Sudão a China e nas ilhas da Malásia (BIFANO, 1998);

Conchas de Scaphopoda (Dentalium sp.), enfiadas em cordões foram o dinheiro dos índios da Costa do Pacífico da Califórnia até o Alasca (SILVA, 2003);

Em algumas civilizações 20.000 conchas equivaliam a um saco de pele e 6.000 conchas U$ 1,00. Uma esposa jovem virgem valia de 60.000 a 100.000
                                                                          Imagem de: ensinodematemtica
conchas (equivalente de U$ 20 a 40,00), enquanto que as mais velhas valiam de 20.000 a 25.000 conchas (U$ 6,00);
Veja este estudo e pesquiza em: .biblioteca-acaoeducativa

quarta-feira, 23 de março de 2011

Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol? - Mundo Estranho

Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol? - Mundo Estranho
Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol?por Yuri Vasconcelos

Os três são moluscos, da classe dos gastrópodes. A principal diferença entre a lesma e os outros dois é que ela não tem uma concha externa – ou tem uma concha muito pequena. Já caracol e caramujo são sinônimos em várias regiões do Brasil, mas, na linguagem popular, caracol geralmente se refere aos gastrópodes terrestres, e caramujo, aos aquáticos. Já as lesmas podem viver tanto na terra como no mar. Juntos, esses três bichinhos somam cerca de 75 mil espécies. Além de numerosos, eles são antigos moradores da Terra: existem registros fósseis de gastrópodes de cerca de 500 milhões de anos atrás. Há entre 30 e 40 famílias de lesmas, contra 400 de caramujos e caracóis, de acordo com o biólogo Luiz Ricardo Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, autor do livro Land and Freshwater Molluscs of Brazil (“Moluscos Terrestres e de Água Doce do Brasil”). Você pode não gostar da gosma que eles deixam, mas sem eles, podem ocorrer desequilíbrios ambientais.

Curiosidades sobre o caracol.

negócios de caracóis

Curiosidades sobre o caracol.
- Um caracol-bebé tem a carapaça mole e demora três anos até ficar adulto.

- Sua casca necessita de lugares que receba luz, principalmente a luz solar, o calor e a humidade dão consistência ao caracol.
A falta de luz natural, deixa o caracol mole e faz com que hiberne mais tempo.
- O corpo mole dentro da concha também tem a forma de espiral e é lá dentro que se encontram o coração e o fígado do caracol.
Pertence a classe dos moluscos gastrópodes, assim como o caramujo e a lesma.
O caramujo está associado ao mar ou as águas, enquanto que o caracol é terrestre.
Estes bichinhos estão envolvidos num grupo de mais de 75.000 espécies.
- Os caracóis são herbívoros, alimentam-se de plantas e encontram-se em campos de cultura (nas zonas agrícolas) e, por vezes em jardins escondidos. Também podem aparecer nas bordas dos caminhos, nos muros, ou debaixo de pedras.
- Na parte inferior da cabeça existe a rádula, uma espécie de língua com a qual o caracol corta os alimentos.
- São os tentáculos situados na superfície superior da cabeça que permitem ao caracol sentir. Os olhos estão nas pontas dos tentáculos maiores e o olfacto nos tentáculos menores. Os caracóis não ouvem.
- São hermafroditas, isto é, possuem os dois sexos mas para procriar são precisos dois (um faz de macho e outro de fêmea).
- Acasalam em Maio e põem os ovos no Verão.
- A esperança de vida de um caracol é de 5 a 10 anos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Peixe, marisco e gansos eram o menu nas ilhas Channel, Califórnia, há 12000 anos - Ciências - PUBLICO.PT


Peixe, marisco e gansos eram o menu nas ilhas Channel, Califórnia, há 12000 anos - Ciências - PUBLICO.PT
As pessoas que viviam há 12000 anos nas ilhas Channel, perto da cidade de Santa Bárbara, na costa da Califórnia, alimentavam-se da fauna marítima e das aves que pousavam ali. Uma equipa de arqueólogos encontrou três locais com restos da fauna e com pontas de sílex utilizadas para caçar na terra e no mar. O fabrico não é conhecido na famosa cultura Clóvis, que se pensa ser responsável pela invasão humana do continente Americano. O estudo foi publicado na edição da revista Science.
Os materiais são feitos de sílex (Universidade de Oregon)

Há 12000 anos as Channel era diferente. O grupo de quatro ilhas do Norte do arquipélago, a algumas dezenas de quilómetros da costa da Califórnia, fazia um único pedaço de terra mais largo. O nível médio do mar era entre 50 e 60 metros mais baixo devido aos glaciares da última glaciação ainda não terem descongelado. As pequenas aldeias junto da costa alimentavam-se de gansos, corvos, albatrozes, mamíferos marinhos, peixes, mexilhões, caracóis marinhos e gastrópodes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Produtos e curiosidades do caracol

Os caracóis, caracoletas (escargots) é parte constituinte da gastronomia européia, principalmente francesa, espanhola e portuguesa, sendo consumida como entrada, petisco, ou mesmo como prato principal.
Na altura da primavera/verão eles abundam nos campos europeus a viverem livremente nas ervas e gramíneas quando são apanhados e postos em viveiros caseiros para serem consumidos posteriormente.

Existem diversas criações em viveiros a nível comercial chamadas heliciculturas.
Cada vez mais é maior a implantação de heliciculturas. Nestes últimos anos tornou-se uma aposta de futuro, não só na indústria alimentar como na cosmética que é o caso do creme de baba de caracol. este creme é usado no rejuvenescimento da pele, na hidratação de peles secas e queimaduras.

Imagem original: masporque
A baba de caracol é obtida através do stress dos animais (gastrópodes) - com calor, nomeadamente. Colocados em cubas giratórias, os caracóis segregam baba até praticamente à exaustão e aquela escorre para reservatórios onde é depois purificada em laboratório, num processo que pode ser comparado à pasteurização do leite. É muito cara - pode atingir preços de mercado entre os 250 e os 450 euros por litro. o seu valor depois também é influenciado pelas marcas e pelo envolvimento do Marketing.
A baba de caracol está presente em diversos produtos, desde cremes de rosto e mãos a champôs para o cabelo entre outros produtos.


Também existem produtos "GOURMET", como é o caso da confecção de certos pratos que exige tamanho e origem da espécie de caracol ou então o famoso ouro branco que são ovas de caracol tratados e que são vendidos a preços superiores as ovas de "ESTRUJÃO", o famoso caviar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Caracóis, "DÃO DINHEIRO"

Imagem original: tachoalume
negócios de caracóis


Ganhar dinheiro com CARACÓIS.




Segundo algumas fontes, os caracóis comprados em Marrocos, conforme a quantidade e à procura e ainda à época, chegam à Portugal pelos valores entre, 0,75 aos 0,80 cêntimos de euro o quilograma (preço para importador).



Este valor é para grandes quantidades, estamos a falar de camiões carregados deles e também o preço mantêm-se enquanto houver excesso. Quando começa a ficar escasso, o caracol atinge os 0,90 aos 1,20 euros.



No s supermercados, o quilograma é vendido entre os 2,00 aos 3,00 euros o quilograma, enquanto no comércio paralelo, pessoas que os apanham e vendem aos cafés e restaurantes do comércio tradicional. É vendido por 2,00 a 2,50 euros o quilograma. O preço do caracol e a sua origem é que determinam o valor para estabelecer o preço.



Aqui no Vale de Santarém, a apanha do caracol no campo, vem engrossar os rendimentos das famílias, principalmente as de “etnias ciganas”, que chegam a limpar os campos.



O caracol “MARROQUINO” é o mais comercializado e proporciona fontes de rendimentos mais rápidas para os importadores, mas em termos de qualidade do produto, o caracol “RIBATEJANO” é o melhor e é mais saboroso devido o pastagens e a proximidade das oliveiras, que parece ter influência na sua carne.



Os negócios de importação e comercialização de caracóis, são uma grande fonte de rendimentos e ainda é um negócio em expansão.



Em Portugal são poucas as empresas que investiram neste mercado, mas para quem quer trabalhar com um produto de qualidade é uma óptima oportunidade de investimento.



O conselho é: Pesquisar o mercado, preços, formas de criar caracóis, venda do animal vivo, carne de caracol congelada, ovos ou ovas de caracóis, caracoletas, importação, técnicas, predadores, húmus, minhocas e já agora fazer um estudo mais aprofundado sobre esses pequenos mas resistentes “GASTRÓPODES”.



Calcula-se por alto e por especulação que durante o bom tempo do VERÂO, as importações atingem mais de 120 toneladas por semana, valor este somado por vários importadores.



Estes caracóis, vêm parar à explanada nos valores entre 3,00 aos 3,50 euros no RIBATEJO e cerca de 3,50 aos 4,00 euros nas zonas de praia, podendo até atingir 5,00 nas zonas com mais turismo. Estes pratos, andam na média de 300 gramas. Uma travessa maior pode chegar aos dez euros. No caso da caracoleta, o preço dispara para preços mínimos de 6,00 euros o pratinho.


Imagem original: mundoparticularlay