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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Receita de caracóis algarvia

Esta receita pertence a: emspublinet
Petiscos

Eis uma receita que está quase a entrar na mesa de muitos portugueses, sobretudo algarvios, como um delicioso petisco de Primavera, mas tenha em conta que estes devem ser comprados num posto de venda seguro.

Ingredientes:

1Kg de caracóis
1 Cebola pequena
2 Dentes de alho
1 Malagueta
1 Ramo de orégãos
Sal e pimenta
Casca de 1 limão
0.5 dl de azeite
1 caldo de galinha (facultativo)

Preparação:

De véspera, colocam-se os caracóis num passador de rede e polvilham-se com farinha, desta forma, vão libertar impurezas que possam conter.
Lavam-se em várias águas até que a última esteja limpa.

Num tacho, leva-se ao lume o azeite com a cebola e os alhos. Quando a cebola estiver mole, colocam-se os caracóis e o ramo dos orégãos e deixa-se ferver cerca de 10min.

Tempera-se com sal e pimenta, com o caldo de galinha diluído num pouco de água que pode fazer o molho e a malagueta se gostar do sabor e deixa-se repousar.

Truques:

Os caracóis devem ser consumidos com pão com manteiga e retirados das cascas com palitos ou alfinetes.

Para dar algum requinte e, se tiver rolhas de cortiça, experimente espetar os alfinetes nas rolhas e colocá-las na mesa.

Os caracóis são ricos em ferro e óptimos para a saúde de quem não tem inconvenientes.
Se gostar, pode também aromatizar os caracóis com poejo e a casca de limão.

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não façam confusão

Para quem vive na China e prova tanta comida diferente de todo o país, é sempre difícil responder em Portugal à pergunta recorrente - E o que é que comes lá?

Por mais tempo que passe não consigo explicar que a comida é óptima. Quando a pergunta é feita vem muitas vezes acompanhada daquele ar de quem acha que como insectos como ementa do fim-de-semana. O melhor é que sendo eu tão esquisita, nunca cheguei a provar nada das tais coisas raras que há para comer. E nem sequer em Portugal como os petiscos nacionais que me causam uma repugnância inexplicável... Como caracóis, para citar só um exemplo.

No final do Verão cheguei a um café na praia do Vau e deparei com este anúncio de "há passarinhos". Como o meu estômago dá uma cambalhota só de pensar na ideia, pensei - esta foto é dedicada à pergunta recorrente que é muitas vezes acompanhada por um certo ar de nojo - o que é que comes lá?

Às vezes tenho mesmo vontade de responder - como caracóis e passarinhos.

E assim toda a gente fica feliz. Menos os caracóis e os passarinhos.
Texto do Blog:
china-em-reportagem