Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O verão anúncia os caracóis

Ontem dia 20/06/2012 as 23:00 horas começou o verão em Portugal.
Já na primavera a loucura das feiras e festivais despoletaram uma grande corrida as tascas e esplanadas por todo o país.

As famosas tabuletas e placas anunciam “Há Caracóis”! Pires e pratos repletos destes moluscos chegam às mesas e fazem os apreciadores ficarem maravilhados com o seu sabor.
O calor, o cheiro a verão, o desejo pelo petisco e pela "loira gelada" a acompanhar um jogo de futebol, ou simplesmente para petiscar num final de tarde quente, sabem sempre bem.
Há quem compre e há quem vai apanhar este molusco terrestre com alto teor de sais minerais e ferro. Consumidos pelo homem desde o Paleolítico é, sem dúvida, um pitéu com muitos anos de história, os Romanos que o digam...

Já por todo lado já se fala, e já se procura as tascas e explanadas que servem este tradicional petisco.

Em Portugal, muitos comerciantes e chefes da área hoteleira já criaram ementas alusivas as suas casas ou regiões especificas, dando nome aos pratos de caracóis e alterando a sua confecção com gosto e habilidade.

Isto é puro Marketing: É a sugestão do ingrediente secreto, quem gosta de caracóis cedo ou tarde acabará por explementar e provavelmente se tornará fã.

Assim surgiram petiscos como os Caracóis à Portuguesa, que é um prato típico com origem na Estremadura. Existe, também, quem os faça à Espanhola, Alentejana ou Algarvia, variantes que vão sendo adaptadas consoante a região do país em que se vive, sem falar no comércio mais tradicional do petisco, onde cada um defende o seu produto, por exemplo: Caracóis do Barbas, do Menino Júlio dos caracóis, caracóis do Fonseca, do Canelas etc...

Em vila Franca de xira, desde Abril que já estava a venda este petisco, pendurados em sacos de redes, já se encontrava caracóis e caracoletas.
Em Santarém, a corrida aos caracóis começaram no fim de maio, onde já sevia em S. Domingos muita boa gente na apanha.

Este verão, não há dúvidas: O consumo de caracol promete e se Portugal continuar no euro de futebol, passando a República Checa, este será um excelente motivo para dar um desbaste nas imperiais e nos tão afamados caracóis.

terça-feira, 10 de abril de 2012

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Negócio cultural e económico


Cada vez é maior o aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, este factor é verificado nos últimos anos em Portugal e vários países da Europa, o seu efeito tem gerado uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade e um aumento da importação por parte dos revendedores para suprir o mercado.

A carne do caracol, tem sido consumida pelos seres humanos em todo o mundo desde épocas mais remotas da nossa história. Existem países que são mais adeptos deste petisco, assim como certos países europeus: Entre eles encontramos, França, Itália e Espanha.

Estes países além de árduos consumidores são produtores de caracóis em cativeiros (viveiros).

Embora os nossos conhecimentos de criação de caracóis em cativeiro para comércio sejam recentes e provenientes de países europeus como a França e Itália entre outros, a história nos diz que os “ROMANOS” já os criavam em muros e já eram muito apreciadores desse petisco.

O caracol que vem para Portugal, na sua maioria provém de Marrocos e Espanha, embora já os criamos cá, mas a procura é muita e a produção nacional não é suficiente para abastecer o mercado.

O seu sabor, assim como todos os animais, sejam do mar ou da terra é influenciado pelo habitat onde vivem e as suas pastagens. Segundo alguns helicicultores e apreciadores de caracóis, a zona da Lezíria na zona da Extremadura Ribatejo, reúne excelentes condições climáticas, humidade, pastagens ricas e oliveiras. Dizem que o caracol desta zona é mais saboroso.
Esta foto pertence a: A helicicultura ribatejana ?Escargot Bravio? foi criada em 2009 após uma análise rigorosa dos diversos factores que permitem distinguir a caracoleta da espécie Helix Aspersa pela sua qualidade, publicada por OLX.
Mas, o caracol não é só comida. Deste molusco aproveita-se tudo, desde a carne, a baba e a concha que serve para ornamentos e fabrico de adubos, a composição da sua concha é rico em cálcio.

O caracol é mais que um simples petisco, este gastrópode possui um alto valor proteico, ferro, pouca gordura e contém quase todos os aminoácidos que os seres humanos necessitam.

Segundo estudos, o consumo da carne de caracol ajuda a combater algumas doenças e perturbações físicas ligadas ao aparelho respiratório, por exemplo a tosse convulsa e também acredita-se que é um excelente alimento para combater a anemia. No passado, assim como as rãs, o caracol era usado para tratamento de doenças do pulmão, asma, úlceras e outros.

Nestes últimos anos, as empresas de cosméticos desenvolveram uma série de produtos para o tratamento e rejuvenescimento para a pele e champôs, usando a baba de caracol.

Ainda existem países que não exploram devidamente o consumo da carne de caracol, embora tenha potencial para isso é o caso do Brasil, muitas pessoas consideram o caracol como uma praga rastejante e viscosa.


Com o aumento do consumo de caracóis em países como Portugal, o caracol continua em “alta”, devido a condição económica e cultural que este molusco se transformou. Este bichinho é responsável pelo desaparecimento das “tapas”, “molhinhos”, amendoins, pistachos, “moelas” e muitos outros petiscos que eram tão comuns em algumas tascas e já agora, também é responsável pelo aumento de vendas das “minis” e de muito pão e ainda responsável pelas longas conversas e convívios de verão.

O mercado já começa a estar muito disputado, mas ainda existe espaços para novas ideias e investidores que sabem o que fazer. Estamos em época de crise e uma boa ideia vale muito dinheiro e pode fazer toda uma diferença.

Que venha mais caracóis e já agora, traga também uma “mini”.



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Caracoleta

A caracoleta é outra fonte de rendimento para as casas de petiscos.
Muitas pessoas não sabem a diferença entre caracóis e caracoletas, mas a verdade é que esta representa outro "NICHO" de mercado.

Os restaurantes pagam cerca de 6 euros por quilo ao produtor e quatro sem factura aos freelancers dos caracóis (atravessadores não legalizados), um restaurante vende uma dúzia que pesa cerca de 200gr.  a 3,00 euros e se for uma casa mais fina, cerca de 5,00 euros.

Estas podem se confeccionadas de diversas maneiras. Podem ser fritas, grelhadas, guisadas, assadas no forno e de outras maneiras.

A manteiga e o alho são ingredientes fundamentais na maioria dessas receitas, sem esquecer o piri-piri que é muito importante para que o cliente consuma cada vez mais bebidas.

O segredo desta iguaria é justamente fomentar no cliente a vontade de consumir mais produtos e despertar a fome e a sede. 
A maior procura é pelo caracol, mas o curioso é que muitos consumidores de caracóis não apreciam a caracoleta, devido ao seu tamanho.
Os entendidos na matéria explicam que o período de Maio a Agosto é o ideal para o consumo desta iguaria, pois é nesta altura que termina o ciclo de criação da espécie, pelo menos em Portugal.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não façam confusão

Para quem vive na China e prova tanta comida diferente de todo o país, é sempre difícil responder em Portugal à pergunta recorrente - E o que é que comes lá?

Por mais tempo que passe não consigo explicar que a comida é óptima. Quando a pergunta é feita vem muitas vezes acompanhada daquele ar de quem acha que como insectos como ementa do fim-de-semana. O melhor é que sendo eu tão esquisita, nunca cheguei a provar nada das tais coisas raras que há para comer. E nem sequer em Portugal como os petiscos nacionais que me causam uma repugnância inexplicável... Como caracóis, para citar só um exemplo.

No final do Verão cheguei a um café na praia do Vau e deparei com este anúncio de "há passarinhos". Como o meu estômago dá uma cambalhota só de pensar na ideia, pensei - esta foto é dedicada à pergunta recorrente que é muitas vezes acompanhada por um certo ar de nojo - o que é que comes lá?

Às vezes tenho mesmo vontade de responder - como caracóis e passarinhos.

E assim toda a gente fica feliz. Menos os caracóis e os passarinhos.
Texto do Blog:
china-em-reportagem

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tema: Revista Exame 1 Outubro 2004

Imagem original: portugalporreiro
negócios de caracóis
Esta matéria escrita em 2004, já revelava um excelente negócio com futuro em Portugal. Este pequeno trecho faz parte de:
Empresas e Negócios
Espiral ascendente
Helena Cristina Carlos Peralta | Sexta-feira , 1 Outubro 2004

Criar caracóis parece ser uma brincadeira de crianças, mas revela-se um negócio promissor. Luís Lucas espera produzir 36 toneladas, vendidas, em média, a 6 euros o quilo.

Hoje, quanto mais o tempo avança, maiores dificuldades vão surgindo para os novos helicicultores.
Mas, a criação de caracóis ainda é uma excelente nicho de mercado e oportunidade de negócio e têm algum futuro. É claro que dá algum trabalho, mas é uma boa fonte de rendimentos para aqueles que sonham um dia serem patrões ou terem alguma fonte de rendimento extra.


Em tempo de recessão económica, a criação de caracóis terrestres surge como uma fonte de rendimento viável e uma excelente alternativa para as milhares de pequenas e médias explorações agro-pecuárias existentes no nosso país

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Criação em cativeiro de caracóis terrestres

imagem original: mariajoaodealmeida
negócios de caracóis
A criação em cativeiro de caracóis terrestres comestíveis está a evoluir lentamente em Portugal, mas promete ser um nicho de mercado a considerar. Praticada há mais de 30 anos em Itália e França e, mais recentemente, em Espanha, a Helicicultura tem os seus próprios métodos de produção e é reconhecida como uma importante actividade económica nestes países. Imagem de:luizfelipemuniz.

O termo Helicicultura deriva do latim “helix” (que significa espiral e é o nome da espécie mais conhecida de caracóis comestíveis) e “cultivare” (cultivo). O molusco gastrópode, cujo corpo é totalmente protegido por uma concha externa, é apreciado como alimento há milhares de anos, sendo também utilizado tradicionalmente na medicina e cosmética. O aumento da procura do petisco, principalmente desde a segunda metade do século XX, fez com que todo o ciclo de vida do caracol passasse a ser produzido para fins comerciais de forma semi-industrial.

Há dois métodos principais de produção: o francês e o italiano.
O primeiro é um sistema intensivo de exploração, onde as condições de luz, temperatura e humidade são cuidadosamente controladas, de forma a possibilitar a postura de ovos durante todas as estações do ano. Os animais são criados em mesas sobrepostas localizadas em locais fechados. Algumas explorações adoptam um sistema misto de criação, controlando a reprodução no interior e a engorda no exterior.

O método italiano baseia-se na criação de caracóis a céu aberto, em canteiros com sementeiras especiais que servem de abrigo e alimento aos caracóis. É um sistema biológico que exige menos investimento e pouca mão-de-obra, mas tem menos rendimento que o método francês e regista maior taxa de mortalidade dos animais.

Mais recentemente, os espanhóis desenvolveram um outro método que tem tido aplicação tanto em Espanha como em Itália e Portugal. É um sistema intensivo em viveiros, divididos em estufas de engorda, de postura e de eclosão dos ovos.

Os portugueses são grandes apreciadores deste petisco, consumindo 13 mil toneladas por ano, logo a seguir aos espanhóis (20 mil toneladas), italianos (30 mil toneladas) e franceses (75 mil toneladas). O mercado norte-americano e japonês mostram cada vez mais apetência por esta iguaria. Calcula-se que o consumo mundial atinja as 300 mil toneladas de caracol. Ao contrário de Portugal, onde o consumo é maioritariamente sazonal.

Outros países querem o abastecimento de caracol vivo durante todo o ano.
Assim, a oferta não chega para as encomendas, já que o caracol está na base de um ecossistema frágil e enfrenta perigos como o excesso de procura, a poluição e a agricultura intensiva. Imagem de: wagneraccioly

O que leva também ao aumento dos preços, chegando o caracol a atingir um valor tão alto como o camarão. Grande parte dos caracóis consumidos em Portugal vem de Marrocos e Argélia. São da espécie Helix Aspersa Maxima, também conhecidos por Gros Gris, atingindo entre 20 e 30 gramas. A caracoleta portuguesa, Helix Aspesa Muller ou Petit Gris, é um pouco mais pequena, com 8 a 12 gramas.

Publicação Revista agriloja. HELICICULTURA Info | Maio | Junho 2 (6 | Info | Maio | Junho 2009)

Observação: A imagem acima é uma espécie de caramujo terrestre e não é comestível. Caramujo - O molusco foi introduzido no Brasil como uma versão do “escargot”, mas depois descobriu-se que a espécie não é comestível e pode transmitir doenças. O caramujo tem hábitos terrestres e pode atingir 15 centímetros de cumprimento, oito de largura e pesar cerca de 200 gramas. O animal se reproduz de forma rápida. Cada um chega a colocar 200 ovos por mês.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cura através dos caracóis


Para muitos não passa de um animalzinho nojento, para outros é uma oportunidade de negócio e o segredo da riqueza, para outros é fonte de saúde e para o povo em geral, não passa de um delicioso petisco.

Os anos avançam e cada vez mais se descobrem características benéficas no humilde caracol que através dos anos têm cada vez mais, acrescentado valor.

A cura através dos caracóis
• As proteínas dos caracóis ajudam na reconstituição da integridade dos tecidos gástricos e, portanto, na cura da úlcera;
• Por ser um alimento rico em cálcio, ajuda a combater o raquitismo e é ótimo durante a amamentação;
• Por ser rico em sais minerais e ferro, é útil durante a gravidez e amamentação;
• Por ter alto teor de ácidos graxos polinsaturados, combate o colesterol;
• É pobre em lipídeos, podendo ser consumido por pessoas acometidas por problemas no fígado, arteriosclerose e obesidade;
• Na França, Alemanha e Espanha, a baba de caracol ou creme, são usados como base para cosméticos e tratamentos de pele, as suas conchas também são usadas no artesanato.
Informação completa em: sna

Produtos e curiosidades do caracol

Os caracóis, caracoletas (escargots) é parte constituinte da gastronomia européia, principalmente francesa, espanhola e portuguesa, sendo consumida como entrada, petisco, ou mesmo como prato principal.
Na altura da primavera/verão eles abundam nos campos europeus a viverem livremente nas ervas e gramíneas quando são apanhados e postos em viveiros caseiros para serem consumidos posteriormente.

Existem diversas criações em viveiros a nível comercial chamadas heliciculturas.
Cada vez mais é maior a implantação de heliciculturas. Nestes últimos anos tornou-se uma aposta de futuro, não só na indústria alimentar como na cosmética que é o caso do creme de baba de caracol. este creme é usado no rejuvenescimento da pele, na hidratação de peles secas e queimaduras.

Imagem original: masporque
A baba de caracol é obtida através do stress dos animais (gastrópodes) - com calor, nomeadamente. Colocados em cubas giratórias, os caracóis segregam baba até praticamente à exaustão e aquela escorre para reservatórios onde é depois purificada em laboratório, num processo que pode ser comparado à pasteurização do leite. É muito cara - pode atingir preços de mercado entre os 250 e os 450 euros por litro. o seu valor depois também é influenciado pelas marcas e pelo envolvimento do Marketing.
A baba de caracol está presente em diversos produtos, desde cremes de rosto e mãos a champôs para o cabelo entre outros produtos.


Também existem produtos "GOURMET", como é o caso da confecção de certos pratos que exige tamanho e origem da espécie de caracol ou então o famoso ouro branco que são ovas de caracol tratados e que são vendidos a preços superiores as ovas de "ESTRUJÃO", o famoso caviar.

Curiosidades sobre caracóis

Imagem original: reeducalimentar.
Negócios de caracóis
À maior parte dos caracóis continuam vindo de "MARROCOS", existem empresários portugueses que facturam mais de 1.000.000,00 (um milhão de euros) anuais com estes pequenos invertebrados.

Esta espécie "marroquina de caracóis", não merece a concorrência portuguesa, devido os baixos preços de comercialização e também lembramos que esta espécie de caracóis marroquinos, são mais vorazes sexualmente e aliado ao clima de Marrocos a sua reprodução é mais rápida.

Os caracóis portugueses são maiores, mas menos reprodutivos, mas também são mais saborosos na confecção.

A maior parte deste gastrópode que é fornecido aos restaurantes e cafés do nosso país, não são devidamente controlados e não se sabe ao certo se são saudáveis ou se trazem com eles algum químico anti predadores.

Este é um óptimo negócio para fomentar em Portugal e também para criar legislação através de associações próprias para o efeito.
Portugal pode competir contra os preços mais baixos da concorrência se apostar na qualidade e na saúde do consumidor.
Dizem os conhecedores que o caracol "DO RIBATEJO" é mais saboroso devido ao clima e as pastagens.

PS.
Por outro lado, há criadores marroquinos que dizem que são feitas regularmente análises sanitárias para garantir a qualidade dos animais. Transportados vivos até Portugal. Eles são transportados em camiões frigoríficos.
Dizem que os caracóis são fiscalizados pelas autoridades sanitárias em Tanger e em Algeciras (Espanha).
Resta-nos acreditar que sim, mas existem dúvidas por parte de muitos consumidores, que são chegados aos importadores.

Até o momento, parece que ninguém sofreu qualquer envenenamento ou teve que fazer uma lavagem ao estômago.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Caracol pequeno

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.

sábado, 25 de setembro de 2010

Negócios de caracóis.

negócios de caracóis

Negócios de caracóis.
À maior parte dos caracóis continuam, vindo de "MARROCOS", existem empresários portugueses que facturam mais de 1.000.000,00 (um milhão de euros) anuais com estes pequenos invertebrados.

Esta espécie "marroquina de caracóis", não merece a concorrência portuguesa, devido os baixos preços de comercialização e também lembramos que esta espécie de caracóis marroquinos, são mais vorazes sexualmente e aliado ao clima de Marrocos a sua reprodução é mais rápida.

Os caracóis portugueses são maiores, mas menos reprodutivos, mas também são mais saborosos na confecção.

A maior parte deste gastrópode que é fornecido aos restaurantes e cafés do nosso país, não são devidamente controlados e não se sabe ao certo se são saudáveis ou se trazem com eles algum químico anti predadores.

Este é um óptimo negócio para fomentar em Portugal e também para criar legislação através de associações próprias para o efeito.
Portugal pode competir contra os preços mais baixos da concorrência se apostar na qualidade e na saúde do consumidor.
Dizem os conhecedores que o caracol "DO RIBATEJO" é mais saboroso devido ao clima e as pastagens.

PS.
Por outro lado, há criadores marroquinos que dizem que são feitas regularmente análises sanitárias para garantir a qualidade dos animais. Transportados vivos até Portugal. Eles são transportados em camiões frigoríficos.
Dizem que os caracóis são fiscalizados pelas autoridades sanitárias em Tanger e em Algeciras (Espanha).
Resta-nos acreditar que sim, mas existem dúvidas por parte de muitos consumidores, que são chegados aos importadores. Alguns compradores acham estranho que alguns fornecedores trazem os caracóis sem qualquer rótulo, origem nem definições.
Até o momento, parece que ninguém sofreu qualquer envenenamento ou teve que fazer uma lavagem ao estômago.


"É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”

Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”

Quanto ao comerciante de caracóis em Portugal, está sujeito á muitos factores que podem ou não aumentarem o lucro.
O caracol está disponível no mercado nos meses de MAIO, JUNHO, JULHO e AGOSTO. No inicio o preço de mercado é mais baixo e com hipóteses de negociar preço e quantidade, no último mês a produção já está em baixa e a oferta é menor, isto faz com que os preços aumentem para todos e acaba por pesar no bolso do cliente final.
Por sua vez, as chuvas nestes meses, é bom para o caracol, mas é mau para quem vende, pois afasta os clientes.


Existem vários preços praticados no mercado e a ideia não é levar muito caro, mas fazer o cliente tomar uma boa quantidade de bebidas frescas, no caso à “IMPERIAL”.
negócios de caracóis
Imagem original: madeinportugal

Normalmente, o comprador paga a quantia de 2,50 euros o quilograma de caracóis e vende o pratinho na casa dos 3,00 aos 3,50 euros e à travessa 5,00 euros. Podemos dizer que num lugar de passagem, o lucro é fabuloso. Em certas zonas, ainda há outro tipo de negócio, o dono do estabelecimento é abordado pelo cidadão comum, que vende os caracóis aos 2,00 euros o quilo e sem factura, isso aumenta substancialmente o lucro.
O segredo de um bom petisco é sem dúvida o tempero. Existem mais de 1000 maneiras de fazer caracol, mas cada casa têm a sua, sabemos apenas que além dos ingredientes correntes, a malagueta e a água mineral é uma delas, os outros segredos, cabem vocês descobrirem ou inventarem.

terça-feira, 28 de abril de 2009

VIVEIROS SÃO NEGÓCIO "RENTÁVEL"


Imagem original: blogdepaisagismo.lopes

É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"


 
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”


Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”
VIVEIROS SÃO NEGÓCIO RENTÁVEL

Se tem um terreno com dois mil metros quadrados, três horas livres por dia e 10 600 euros para o investimento inicial, mais 2400 para as despesas com água e rações, a helicicultura pode ser uma boa oportunidade de negócio. Ao fim de um ano pode ganhar 17,5 mil euros. João Lopes, proprietário do Monte Jogral, na zona do Poceirão, garante que a criação de caracoletas em viveiros é um investimento com retorno garantido e dá o seu próprio exemplo.

Começou a sua exploração em 2000, quando importou os primeiros avelins (caracóis acabados de eclodir) de Barcelona. Hoje tem 2,5 hectares de viveiros, entre estufas e campos abertos.

“Fazemos uma cultura orgânica, onde tudo é natural.” As caracoletas das espécies Petit Gris e Grand Gris passam o dia debaixo da sombra protectora das caixas de Madeira. À noite, os campos são regados e a humidade faz os animais saírem do abrigo para se alimentarem de ração – elaborada segundo uma fórmula criada por João Lopes. De Abril a Maio as caracoletas estão na fase de engorda. Quando atingem o estado adulto são recolhidas e ficam seis dias na sala de estio, onde libertam todos os dejectos. Estão então prontas para serem vendidas a um preço que ronda os 5 euros por quilo. João Lopes vende só para o mercado nacional, mas há várias explorações que exportam para países como Espanha e França.

“As caracoletas de viveiro são mais caras do que os caracóis de importação, mas este é um produto de grande qualidade, em que temos a certeza de que não há riscos de contaminação por pesticidas. Comprar caracóis apanhados na natureza é um risco para a saúde pública”, diz João Lopes.

O empresário dá formação a todos os que queiram lançar-se no negócio. O Monte Jogral vende os avelins (caracóis juvenis) para os novos produtores e presta apoio técnico aos novos criadores. IMPORTAÇÃO SEM LEI ESPECÍFICA

As fiscalizações aplicadas aos caracóis importados são da responsabilidade da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), que faz o controlo dos animais oriundos de países terceiros através dos Postos de Inspecção Fronteiriços (portos e aeroportos) quando estes chegam a território nacional. No entanto, não existe legislação comunitária que estabeleça as condições sanitárias aplicáveis à importação dos mesmos, nem uma nacional que estabeleça normas para o licenciamento dos viveiros.

Porém, existe uma lista dos países e estabelecimentos aprovados para exportação de produtos de pesca da União Europeia e a obrigatoriedade de existir um certificado sanitário de acompanhamento emitido pela autoridades veterinárias dos países de exportam.

A DGV recomenda o licenciamento dos armazéns de caracóis, que devem ser armazenados e transportados longe de produtos susceptíveis de os contaminar.