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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Comércio paralelo de caracóis

Fala-se muito do consumo de caracóis aqui em Portugal,país com pouco mais de 10.000.000 de habitantes, apresenta diferentes dados de consumo por parte das notícias e por parte das empresas produtoras (helicicultores).

Durante o verão, existe um consumo na minha opinião de mais de 50 toneladas, por parte dos portugueses e estrangeiros que passam por portugal nessa época, mas os dados não demonstram este resultado.
Segundo alguns dados fornecidos,
Portugal consome pouco mais de (13.000 toneladas / ano), ficando atrás de França com quase 80.000 toneladas, Itália com mais de 30.000 e  Espanha com pouco mais de 20.000 toneladas.
Pode-se ver alguns dados descritos no blog com o post de 2010 (economia portuguesa e européia) e consultar a Netgrafia e já agora a: Biojogral – “A Helicicultura” - http://www.biojogral.com/



Falando com amigos e conhecidos que devoram quilos e quilos desses bichinhos por semana, ficamos a saber que milhares de quilos servidos por casas que servem petiscos em determinadas regiões nem sequer passam recibos e que també muitos estabelecimentos optam por praticar a compra da meia fatura, ou seja:
1,000 kg só se fatura 500 kg, os outros 500 não são contabilizados pelo produtor ou atravessador e por sua vez o comerciante não fatura metade da compra paralela e como a maioria dos consumidores são conhecidos, estes não ligam a fatura, limitando-se a pagarem o preço pedido.

Fora as toneladas provenientes de espanha e marrocos, existem um grande consumo de compra de caracóis não contabilizados que é feito através de individuos na sua maioria de etnia cigana, que faz a apanha do caracol nos campos em (estado selvagem) e descarrega no pequeno comércio tradicional sem fatura e sem perguntas, proporcionando assim um rendimento paralelo. Estes caracóis representam um perigo para a saúde pública devido ao risco de estarem expostos aos agentes químicos que são despejados nos campos para combaterem as pragas.

Existem também helicicultores caseiros, sem (empresa aberta) que tém uma produção de subsistência em seus terrenos e quintais e que vendem no comércio tradicional próximo das suas localidades a um preço aliciante.
Dizem que anualmente é consumido, em todo o mundo, mais de 350.000 toneladas de caracol, gerando um volume de negócio na ordem dos 900 milhões de euros por ano.
Não consigo e nem penso em contabilizar o grande comércio paralelo que existe por trás dos famosos e disputados "caracóis".

Caracóis em Vila Franca

Janeiro de 2012:
Esta semana fui a Vila Franca e dei uma volta pelo comércio tradicional e até fiquei surpreso com o movimento dos cafés e restaurantes, muito diferente de Santarém, com mais movimento e os almoços muito mais baratos e melhor servido.

Na minha voltinha, perto da estação encontrei uma daquelas mercearias típicas com caixas de fruta á porta e sacos de caracóis e caracoletas pendurados a entrada do estabelecimento.
Os preços praticados eram:
Caracoletas grandes: Quilo 6,99 euros.
Caracóis grandes: Quilo 3,99 euros.
Caracóis pequenos: Quilo 3,50 euros.

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.