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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Negócio? Para quem???

Tenho ouvido queixas de pessoas insatisfeitas. Segundo me contaram e me enviaram por escrito e também pode-se encontrar na "NET", queixas de insatisfação e frustação de novos helicultores.
Segundo eles: Sentem-se enganados.
Um deles diz que foi incentivado no negócio, comprou as crias e depois de desenvolver o negócio ninguém as compra e que os envolvidos no negócio só falam de lucros.

Isto quando começou era uma mina de ouro e para muitos são é claro que quando os "GRANDES" farejam dinheiro, entram com tudo no mercado, prejudicando os pequenos e os iniciantes no negócio.

O negócio é bom, mas quem está por baixo tem que começar suavemente e para isso é preciso conhecer o mercado, o preço e fazer "NICHOS" de mercado.
O objectivo é crescer gradualmente e alargar aos poucos o circulo de actuação.

O sonho de que a criação de caracóis era uma excelente oportunidade de negócio, assim uma espécie de "jubileu dourado" que se podia ter como segunda ocupação, durou alguns anos e quem embarcou nele não se arrependeu.
Começar pelos vizinhos é uma boa pespectiva.

No ano passado, nesta mesma data, o kg. do caracol pequeno estava a 1,99 euros num hipermercado de Santarém, este ano o kg. do mesmo gastrópode foi vendido a 2,90 euros.

Não se consegue entrar numa briga de gigantes, mas com pouco investimento pode-se roubar muita clientela a esses lideres de mercado, inclusive fugir ao fisco.

É bom ter formação, mas temos que ter atenção se nós pequenos investidores não estaremos a engordar grandes empresas que nos prometem um negócio de futuro que na verdade só eles ganham.

O caso dos diversos cursos que as empresas de formação vendem, são uma "treta", o único a ganhar com os cursos são os empresários e formadores, porquê quando o formando chegar ao final e conseguir o canudo, descobrirá que não há mercado de trabalho.

O caso da formação de formadores, somente os Licenciados e Doutorados é que conseguem dar aulas, os com o 12º ano ficam com o curso na gaveta, mas investiram tempo e dinheiro. Só a cunha ajuda nesse caso.

Quando as empresas, publicitam muito as formações numa área de sucesso, as vezes o nicho verdadeiro alcançado pela empresa é a formação e não a produção de produtos. Na verdade isto é Marketing, vende-se a idéia que muitas vezes não corresponde as expectativas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MERCADO

Mercados de exportação

A França desempenha um papel central no crescente comércio internacional de caracóis. Alguns dos caracóis importados pela França são processados e exportados para outros países europeus ou para a América do Norte, especialmente para os EUA, que importa anualmente carne de caracol no valor de milhões de dólares. Outros mercados importantes são a Alemanha, a Bélgica, a Holanda, o Canadá, a Suíça, o Japão, a Suécia, a Áustria, a Dinamarca e a África do Sul.

Entre os maiores fornecedores destes mercados contam-se a Grécia, a Turquia, a Roménia, a Argélia, a Tunísia, assim como Taiwan, a Tailândia e a China. A maior parte dos países fornecem as espécies de caracóis europeus, Helix aspersa, H. pomatia e H. lucorum, enquanto os países asiáticos fornecem a espécie Achatina fulica. Os caracóis são fornecidos frescos, congelados ou enlatados. As espécies africanas representam cerca de um terço do preço das espécies europeias.

Tal passa-se principalmente porque a carne das espécies africanas, em comparação com a das espécies europeias, é considerada como sendo 74 A cultura de caracóis borrachosa e as conchas são menos adequadas para a apresentação do produto final. Os consumidores europeus normalmente preferem os caracóis servidos com ou na sua concha.

Esta página pertence a: Agrodok 47 A cultura de caracóis

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.

terça-feira, 22 de março de 2011

Helicicultura no Brasil

No Brasil a helicultura ainda não é expressiva. É um mercado que ainda não trabalhou o Marketing no sentido de fomentar o consumo do caracol e as suas propriedades curativas, alimentícias e estética.

Os “Moluscos” ainda são poucos consumidos e pouco explorados. O baixo consumo é devido a falta de tradição, sendo os Europeus maiores consumidores destes tipos de produtos.

Existem poucas espécies de moluscos desenvolvidas em cativeiros e viveiros, neste caso podemos classificar como “Marisco”.

No sentido de ser trabalhada esta oportunidade de negócio é preciso criar e rever a legislação e dar formação já que á falta de capacitação técnica concentração de pesquisa e apoio.

Devido aos baixos rendimentos e a pouca procura por parte do cidadão comum, as empresas acham o investimento pouco atractivo. Aqui podemos aplicar o Marketing de maneira a fomentar o consumo desses produtos.

Há poucas pessoas a explorarem esse mercado, sendo a produção de vieiras, mexilhões e ostras os mais apetecíveis.

Devemos lembrar que a Helicicultura foi Introduzido no Brasil no ano de 1983, correspondente à criação de moluscos exóticos europeus Helix spp., principalmente a espécie Cornu (= Helix) aspersa (Müller, 1774

Apesar de existir até uma associação não evoluiu para actividade de importância económica relevante.

O Brasil tinha condições de desenvolver este mercado e fazer a exportação para a europa, onde as encomendas não chegam para a procura.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Baba de caracol

Imagem original: Um exemplo de uma marca.

Indústria cosmética investe em pesquisas de produtos inovadores para tratamentos da pele
Você usaria a baba de caracol para ficar mais bonita?
Ver notícia completa e original Terra:

A indústria cosmética procura cada vez mais opções para aperfeiçoar seus produtos. As pesquisas na área da cosmetologia avançaram para substâncias inexploradas e inusitadas como a secreção de caracol, ou sua "baba", as células tronco, as gemas vegetais e o pó de pérolas.

A baba de caracol é uma secreção produzida pelo molusco quando sofre irradiação, tem alto poder cicatrizante, pois é rico em aminoácidos e vitaminas. A substância foi utilizada com grande sucesso em queimaduras de vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, na então União Soviética, em 1986. Verificou-se que a recuperação foi duas vezes mais rápida.

Actualmente, a substância é usada para regeneração da pele de pessoas que se submetem à radioterapia. Mas na Europa já se encontra a muito tempo no mercado e com preços diversificados. Por exemplo as lojas dos chineses vendem esse produto em pomada por um preço bastante inferior ao do mercado.

A indústria da beleza ainda estuda um produto "que regenera a pele com rugas e dá mais firmeza à pele, o creme de baba de caracol, que estimula a produção de colágeno", diz Maurício Pupo, especialista em cosmetologia e coordenador da pós-graduação em Cosmetologia da UniCastelo e UnigranRio Brasil. "A substância começou a chegar no Brasil e algumas farmácias de manipulação já a utilizam."

sábado, 16 de outubro de 2010

Mix de Serviços Portfólio

Mix de Serviços Portfólio

Portfólio
Na pesquisa e estudo de mercado realizada por um dos sócios, A. SARAIVA, foi detectada uma oportunidade de negócio de produção de caracóis, (criação de produtos e serviços).
O negócio será rentável devido á escassez de caracóis existente em Portugal onde a procura é manifestamente superior á oferta.
Assim nasce a RIBACOL.
A RIBACOL tenciona revolucionar o mercado Ribatejano e Nacional.
A nossa empresa além da criação dos tradicionais caracóis e caracoletas, cria minhocas, produz húmus e iníciará a distribuição do animal vivo para consumo.
A nossa principal preocupação é a qualidade do produto vivo que implica boas embalagens, condições de transporte especial e manuseamento adequado.


Nosso Projecto Para 2011.

A RIBACOL sonha mais alto.
Em 2011 pretendemos expandir o nosso negócio para a Europa, de forma a exportar cada vez mais os nossos produtos surgindo assim a necessidade interna e externa da distribuição dos produtos e a criação deste novo serviço que iremos desenvolver ao longo deste trabalho.


Os nossos clientes são:

Todos os retalhistas como os Hipermercados, Supermercados, Pontos de venda para pós confecção, ou pequenos negócios de Restaurantes e Cafés, que servem refeições e petiscos basedos nos caracois.
Serão também o mercado externo com a exportação.
Num outro segmento temos as casas de pesca que vendem isco ou retalhistas desse sector bem como humos para sector da jardinagem.

C.Intrínsecas & Distribuição

Aqui temos um exemplo de um trabalho de Marketing, relacionados com a comercialização de caracóis.
Esta Empresa (RIBACOL) é inexistente, serve apenas para mostrar como funciona um comércio de distribuição de caracóis.

Características Intrínsecas & Distribuição





O transporte e distribuição de bens alimentares deve ser realizado com todos os cuidados de higiene, de modo a evitar a contaminação e alteração dos alimentos.
Assim, como responsáveis pelo transporte e distribuição devemos cumprir as seguintes orientações:

-Respeitar as boas práticas de higiene e usar vestuário adequado,
-Efectuar diariamente a limpeza e desinfecção dos carros utilizando produtos e utensílios adequados.
-Manter os carros em bom estado de conservação e limpeza.
Os carros de transporte de bens alimentares devem cumprir os seguintes requisitos:
- A caixa de transporte não pode comunicar com a cabina do condutor
- O pavimento, paredes e tecto devem ser de material resistente à corrosão, impermeáveis, imputrescíveis, fáceis de limpar e desinfectar
- O pavimento deve ser estanque para evitar a saída de qualquer líquido para o exterior
- As paredes não devem ser rugosas
- Os estrados devem ser material resistente e impermeável, permitir a circulação de ar e evitar o contacto dos produtos com os líquidos ou detritos que se acumulam no pavimento
- Devem dispor de equipamento de frio para todos os produtos alimentares que necessitem de temperaturas adequadas à sua conservação durante o transporte
- Os dispositivos de ventilação natural e arejamento ( ventiladores, portinholas ou outros) não podem ser utilizados com o veículo carregado.
Limpeza e desinfecção dos carros de transporte de bens alimentares:
Os carros de transporte de bens alimentares devem ser lavados e desinfectados diariamente, nomeadamente as paredes e tecto, incluindo as barras, pavimentos e estrados.
Os recipientes (caixas e tabuleiros) utilizados para acondicionar os produtos alimentares durante o transporte devem também ser lavados numa base diária.
Serviço de Escritório
Como toda a empresa que se preze vamos possuir um atendimento personalizado, baseado no cumprimento dos prazos de entrega, qualidade da mercadoria á chegada, indêntica ou igual á saída das nossas instalações, de modo a adaptar o nosso serviço em função dos desejos e necessidades dos nossos clientes.
Transparência de negócio como política de empresa, com o cumprimento dos preços praticados, nas tabelas fornecidas e identificadas aos nossos clientes.
O facto de além da produção, possuimos uma pequena rede de distribuição e transporte do nosso produto, (muito poucos concorrentes possuem este serviço) vai nos proporcionar o alargamento de mercado e acesso de novos clientes á nossa carteira de clientes, o que gera mais lucro para a empresa.
Tudo o que foi mencionado anteriormente, uma vez cumprido constituirá caracteristicas intrinsecas, qualidade de serviço e vantagens competitivas do nosso serviço.
Quanto á Distribuição nós possuimos Loja própria, o que nos dá a vantagem de controlar tudo ao nível do Marketing, canal de distribuição obtendo desta forma todos os lucros da mesma.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Caracóis, "DÃO DINHEIRO"

Imagem original: tachoalume
negócios de caracóis


Ganhar dinheiro com CARACÓIS.




Segundo algumas fontes, os caracóis comprados em Marrocos, conforme a quantidade e à procura e ainda à época, chegam à Portugal pelos valores entre, 0,75 aos 0,80 cêntimos de euro o quilograma (preço para importador).



Este valor é para grandes quantidades, estamos a falar de camiões carregados deles e também o preço mantêm-se enquanto houver excesso. Quando começa a ficar escasso, o caracol atinge os 0,90 aos 1,20 euros.



No s supermercados, o quilograma é vendido entre os 2,00 aos 3,00 euros o quilograma, enquanto no comércio paralelo, pessoas que os apanham e vendem aos cafés e restaurantes do comércio tradicional. É vendido por 2,00 a 2,50 euros o quilograma. O preço do caracol e a sua origem é que determinam o valor para estabelecer o preço.



Aqui no Vale de Santarém, a apanha do caracol no campo, vem engrossar os rendimentos das famílias, principalmente as de “etnias ciganas”, que chegam a limpar os campos.



O caracol “MARROQUINO” é o mais comercializado e proporciona fontes de rendimentos mais rápidas para os importadores, mas em termos de qualidade do produto, o caracol “RIBATEJANO” é o melhor e é mais saboroso devido o pastagens e a proximidade das oliveiras, que parece ter influência na sua carne.



Os negócios de importação e comercialização de caracóis, são uma grande fonte de rendimentos e ainda é um negócio em expansão.



Em Portugal são poucas as empresas que investiram neste mercado, mas para quem quer trabalhar com um produto de qualidade é uma óptima oportunidade de investimento.



O conselho é: Pesquisar o mercado, preços, formas de criar caracóis, venda do animal vivo, carne de caracol congelada, ovos ou ovas de caracóis, caracoletas, importação, técnicas, predadores, húmus, minhocas e já agora fazer um estudo mais aprofundado sobre esses pequenos mas resistentes “GASTRÓPODES”.



Calcula-se por alto e por especulação que durante o bom tempo do VERÂO, as importações atingem mais de 120 toneladas por semana, valor este somado por vários importadores.



Estes caracóis, vêm parar à explanada nos valores entre 3,00 aos 3,50 euros no RIBATEJO e cerca de 3,50 aos 4,00 euros nas zonas de praia, podendo até atingir 5,00 nas zonas com mais turismo. Estes pratos, andam na média de 300 gramas. Uma travessa maior pode chegar aos dez euros. No caso da caracoleta, o preço dispara para preços mínimos de 6,00 euros o pratinho.


Imagem original: mundoparticularlay