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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Negócios, caracóis e o país.

Estamos no fim de Agosto, o verão está desaparecendo com o avançar do tempo incerto deste ano de 2014. Até agora, o vento e o frio ganhou vantagem sobre os dias de verão e as praias ressentiram com a diminuição dos visitantes, podemos dizer que o nosso verão está como a nossa economia, fria e falida.
Mas ainda existem bons negócios por ai, falta é o dinheiro nas mãos do povo para consumir os serviços e produtos disponíveis que os nossos cada vez mais escassos comerciantes têm para oferecer aqueles que podem pagar esta troca de serviços.
Os caracóis são um desses negócios: Nem com a crise o preço baixou e a oferta de variantes pratos aumentaram, por exemplo: 

As receitas à base de caracol, onde nem as crianças foram esquecidas. Pode assim ser encontrado o caracol tradicional cozido, a caracoleta grelhada na chapa, o caracol à S. Nuno Álvares Pereira, à Fernão Magalhães, à Helicicultor, feijoada de caracoleta, fondue de caracol, omelete de caracol, à confrade, escargot à Francesa, à pescador, com caril, sopa de caracol e caracol à criança e ainda outros pratos como o empadão e etc...

Está chegando Setembro o mês da volta das aulas e das despesas, do início da realidade e do pagamento do cartão de crédito e ainda da volta dos serviços públicos, Tribunais, Finanças  e da aprovação dos aumentos de impostos sobre o "Zé Povinho", mas os caracóis estarão lá a nossa espera, congelados em algumas centenas de arcas distribuídas por todo o país, pois este ano o caracol sobrou devido ao escasso turismo português que está cada vez mais reduzindo as suas despesas. É a travagem do consumo, enquanto tivermos no poder caracóis que fazem a gestão de Portugal, vamos demorar demasiadamente a ter uma qualidade de vida aceitável.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Negócio de "críse"

Os caracóis estão novamente com toda a força no mercado nacional de consumo.
Este tipo de negócio está cada vez maior e a sua divulgação já esta a mudar muitas culturas e hábitos de consumo em todo o Mundo e a culpa é da Internet.

Ainda não tinha começado o verão e já havia muita boa gente na apanha deste saboroso gastrópode sendo que a maioria destas pessoas encontram-se desempregadas. Uma boa parte deste caracol que é apanhado nos campos, destinam-se ao consumo das famílias e a outra parte é vendida na tasca do lado a 2,00 euros o kg, geralmente este caracol é pequeno, porém saboroso. É muito comum encontrar aqui o caracol riscado.


 
As pessoas, não gostam muito de falar nisto, mas a verdade é que este simpático bichinho já faz parte de alguns agregados familiares, tanto para consumo como também para ganhar alguns "cobres".

As caracoletas, aqui em Santarém têm menos procura e estas são grelhadas com manteiga e alho e especiarias, geralmente ervas aromáticas.
A preferência nacional é o caracol pequeno que é o mais popular nas tascas e explanadas deste país. Muitos apreciadores deste petisco não são fãs das caracoletas, preferem o caracol pequeno, pois o sabor não é igual.

A melhor altura para apanhalos é quando ainda existe alguma humidade nos campos, de preferência, após a chuva, ao amanhecer e em dias nublados. Nesta altura, a lesma do caracol, costuma estar de fora da casca, facilitando assim a apanha.

Os caracóis importados provém de Marrocos e abastecem em pequenas quantidades alguns hipermercados com preços que oscilam conforme a rapidez de saída. Há alturas em que a caracoleta está a 6,99 euros o kg. e no dia seguinte já estão a 3,50 euros. O caracol pequeno é comum nestas superfícies oscilarem entre os, 0,99 a 2,99 euros o kg.

Para quem têm acesso aos caracóis congelados alguns fornecedores já os têm limpos, o que poupa muito trabalho e facilita a rapidez da confecção deste prato.Porém, não há bela sem senão.

O congelamento e o tempo de congelação rouba um pouco do seu pitoresco sabor, mas, como a maioria das pessoas usam caldos Knnor, não se nota a sua perda, só os apreciadores atentos é que percebem a diferença do sabor.

A limpeza do caracol é sem dúvida a parte mais chata e morosa deste petisco. Para não perder muito tempo, agarre num balde com água em temperatura ambiente, misture sal e vinagre. Isso fará com que os caracóis larguem as impurezas e toda aquela baba. Faça isso até que não haja mais baba, se for necessário, passado algum tempo troque mais 2 vezes a água, retirando assim a maioria da espuma libertada pelos "bichos".
 
Em uma panela larga e funda adicione a cebola picada, alho, louro, orégano, molho de Tabasco ou outro de sua preferência, (três colheres de chá ou a gosto) e refogue até a cebola eo alho dourarem, acrescente o vinho branco e depois de um minuto, adicionar os caracóis e acrescente água suficiente apenas para cobrir os caracóis e adicione sal. Com uma espumadeira, tire a maior parte da espuma existente enquanto cozinha os bichos.

As ervas aromáticas é a gosto e sirva com bebidas frescas, vinho branco, minis e bhoêmia etc...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Caracóis e o Verão

Imagem de: MariaJoãoCorreia


Começou o verão, o calor já começa a apertar, a função pública já começou a receber os subsídios de férias.


Agora as pessoas começam a activar os seus cartões de créditos para a grande corrida as férias. A maioria prefere as praias, outros os campos e os mais endividados ficarão em casa e procurarão outro tipo de entretenimento.


Uma coisa é certa, a maioria destas pessoas tem em comum é o consumo de mariscos e caracóis, seja em Portugal, Espanha, Itália, França e em vários países da Europa.

Já começa a chegar o mês de Julho, dentro das estufas respira-se uma Primavera delicada. O sistema de rega acabou de lançar água sobre os canteiros onde milhares de caracóis estão a sair para se alimentarem.

Existe muita humidade no ar, os trevos e couves e diversos tipos de vegetais verdes foram plantados por mãos humana e em condições ideais. Agora servirão de alimentos para estes gastrópodes famintos, juntamente com as rações.


O mercado do verão aguarda ansiosamente estes caracóis e caracoletas, que ajudarão os adeptos a beberem milhares ou milhões de litros de cervejas. Já se houve anunciar nas esplanadas dos subúrbios que este fim-de-semana há caracoladas. Já há marcações para comer caracóis na Dª Ana, no café do Canelas e nas esplanadas locais.


Os pedidos não param de chover. Para o helicicultor começa a época de ouro. Há que trabalhar duro nestes três meses de verão. As encomendas não param de chegar, os pedidos por telefone são constantes.


As toneladas de caracóis marroquinos já começam a chegar em Portugal para abastecerem o mercado Algarvio e as grandes cidades.
O objectivo é que alcance em breve a dimensão ideal para serem comercializados. Ou seja, consumidos, comidos e suficientes para abastecer o mercado nacional.


Aqui, através de um bom prato de caracóis podemos ouvir todo tipo de conversas, críticas e opiniões. Os caracóis acompanhados com uma boa “IMPERIAL” têm esse efeito nas pessoas.


Não importa nesta hora se são adeptos do Benfica, Sporting ou do Porto assumidos ou não. Que votou PSD e depois PS, ou vice-versa, é coisas que não têm importância. O caracol provoca reacções diversas nas pessoas.


Para alguns, eles não passam de lesmas com casca. Outros comparam o sabor ao das ostras, de quem, afinal, são parentes próximos. Em Portugal, comem-se essencialmente cozidos, como petisco ou feijoada de caracóis no restaurante.


O importante é aproveitarmos este verão e deixarmos a crise do lado de fora, afinal Portugal parece que nunca chegou a sair da crise.
Vai uma “mini”?

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Curiosidades sobre o caracol.

negócios de caracóis

Curiosidades sobre o caracol.
- Um caracol-bebé tem a carapaça mole e demora três anos até ficar adulto.

- Sua casca necessita de lugares que receba luz, principalmente a luz solar, o calor e a humidade dão consistência ao caracol.
A falta de luz natural, deixa o caracol mole e faz com que hiberne mais tempo.
- O corpo mole dentro da concha também tem a forma de espiral e é lá dentro que se encontram o coração e o fígado do caracol.
Pertence a classe dos moluscos gastrópodes, assim como o caramujo e a lesma.
O caramujo está associado ao mar ou as águas, enquanto que o caracol é terrestre.
Estes bichinhos estão envolvidos num grupo de mais de 75.000 espécies.
- Os caracóis são herbívoros, alimentam-se de plantas e encontram-se em campos de cultura (nas zonas agrícolas) e, por vezes em jardins escondidos. Também podem aparecer nas bordas dos caminhos, nos muros, ou debaixo de pedras.
- Na parte inferior da cabeça existe a rádula, uma espécie de língua com a qual o caracol corta os alimentos.
- São os tentáculos situados na superfície superior da cabeça que permitem ao caracol sentir. Os olhos estão nas pontas dos tentáculos maiores e o olfacto nos tentáculos menores. Os caracóis não ouvem.
- São hermafroditas, isto é, possuem os dois sexos mas para procriar são precisos dois (um faz de macho e outro de fêmea).
- Acasalam em Maio e põem os ovos no Verão.
- A esperança de vida de um caracol é de 5 a 10 anos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CARACÓIS. Um negócio de verão

Imagem original: pratodecaracois


O verão está aí e a corrida aos caracóis já começaram.
Aqui na zona de São Domingos em (SANTARÉM), numa nova urbanização que outrora era uma quinta, encontram-se pela manhã muitas pessoas à procura do mesmo: "CARACÓIS", estas pessoas na sua maioria são desempregados e vão a caça ao caracol. Alguns investem seu tempo livre para arranjarem um bom petisco e outros são com objectivos comerciais, ou seja: Vender para a tasca ao lado.
Neste momento o ganho médio é de: 2.50 por quilograma.
Deixo aqui uma receita para cozinharem os ditos rastejantes.
Um petisco de verão.
Caracóis
Azeite
Vinagre
Alhos
Salsa
Orégãos (frescos)
Caldo de carne (opcional)
Louro (fresco)
Sal e pimenta
Muito importante: Deve ser cozinhado em água mineral e cozinhar lentamente em lume baixo durante quase 2 horas.
Convêm deixar os caracóis sem comer durante uns dias antes de os cozinhar. Depois devem ser bem lavados em várias águas. Deixam então de molho em água com sal e vinagre durante umas horas. Durante este tempo é aconselhável mexe-los de vez em quando. Passadas as tais horas, lavam-se novamente em várias águas e muito bem.
Ponha os caracóis juntamente com água, azeite, alhos (dentes inteiros), salsa, pimenta e o louro. Salgue levemente. Após ferverem um pouco, deite o caldo de carne e os orégãos. Enquanto fervem vá retirando a espuma com uma escumadeira. Por fim corrija o sal.

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.
Trecho tirado do Jornal o Público do dia 17/10/10