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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Negócios, caracóis e o país.

Estamos no fim de Agosto, o verão está desaparecendo com o avançar do tempo incerto deste ano de 2014. Até agora, o vento e o frio ganhou vantagem sobre os dias de verão e as praias ressentiram com a diminuição dos visitantes, podemos dizer que o nosso verão está como a nossa economia, fria e falida.
Mas ainda existem bons negócios por ai, falta é o dinheiro nas mãos do povo para consumir os serviços e produtos disponíveis que os nossos cada vez mais escassos comerciantes têm para oferecer aqueles que podem pagar esta troca de serviços.
Os caracóis são um desses negócios: Nem com a crise o preço baixou e a oferta de variantes pratos aumentaram, por exemplo: 

As receitas à base de caracol, onde nem as crianças foram esquecidas. Pode assim ser encontrado o caracol tradicional cozido, a caracoleta grelhada na chapa, o caracol à S. Nuno Álvares Pereira, à Fernão Magalhães, à Helicicultor, feijoada de caracoleta, fondue de caracol, omelete de caracol, à confrade, escargot à Francesa, à pescador, com caril, sopa de caracol e caracol à criança e ainda outros pratos como o empadão e etc...

Está chegando Setembro o mês da volta das aulas e das despesas, do início da realidade e do pagamento do cartão de crédito e ainda da volta dos serviços públicos, Tribunais, Finanças  e da aprovação dos aumentos de impostos sobre o "Zé Povinho", mas os caracóis estarão lá a nossa espera, congelados em algumas centenas de arcas distribuídas por todo o país, pois este ano o caracol sobrou devido ao escasso turismo português que está cada vez mais reduzindo as suas despesas. É a travagem do consumo, enquanto tivermos no poder caracóis que fazem a gestão de Portugal, vamos demorar demasiadamente a ter uma qualidade de vida aceitável.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ganhar dinheiro

Este é o tema da actualidade:
Ganhar dinheiro é o que motiva as pessoas a investir e arriscar na esperança de ter uma vida melhor.
A qualidade de vida, o conforto da segurança pessoal e familiar é alcançada quando conseguimos por os nossos projectos e objectivos a render dinheiro, mas poucas pessoas conseguem atingir esta meta.

Vivemos em mundos diferentes, porém no mesmo planeta. A maioria das pessoas constroem seus castelos sem alicerces e acham que não precisam fazer sacrifícios, pois acham que ao abrirem uma empresa já fizeram muito, mas, esqueceram o principal, que é trabalhar muito.

Ser patrão ou dono do seu próprio negócio exige muito mais trabalho e sacrifício que um funcionário assalariado ou comissionista, pois a "empresa" tem que gerar valores para garantir a sua sustentabilidade.

Os empresários mais antigos do nosso pais não tinham muitas ofertas de produtos para venderem ou revenderem e as comunicações com as indústrias eram morosas e as entregas demoravam semanas a chegarem ao seu destino, hoje cada minuto conta para a elaboração de um negócio ou venda, pois o tempo passa demasiadamente depressa e o mercado ´é competitivo. 

Para se ganhar dinheiro é preciso mudar o jeito de pensar e pensar no que o cliente quer ou no que é bom para o cliente e não para si.

A comunicação e uma forma assertiva de chegar ao cliente é o que realmente importa e depois reforça-se com honestidade e cumprimento dos prazos.

Conhecer pessoas, lidar com pessoas e interagir com pessoas é a chave de todo o sucesso, sem elas não existe empresa e não há negócio sustentável.

O mundo da comunicação encurtou o tempo e o espaço e as empresas que aderiram as novas tecnologias estão na frente da captação dos clientes e dos rendimentos.
"Aquele que não se comunica se trumbica" já dizia o "Chacrinha" (abelardo Barbosa).

Vender caracóis é um negócio como qualquer outro e em várias partes do país é uma oportunidade de negócio, este texto é útil para qualquer um futuro empresário que queira investir seja no negocio da sua escolha.

Este Blog é a prova de que a comunicação chega a todo lado, embora "eu" não ganhe dinheiro com ele, se eu quiser alcanço hoje mesmo 5.000 pessoas sem me esforçar muito, basta enviar as pessoas que estão ligadas a minha pessoa, nos mails e no facebook.
Este blog esteve muitas vezes abandonado e os leitores é que o mantiveram vivo através das suas dúvidas das suas ideias. Existe aqui "posts" com mais de 100 perguntas e estas foram respondidas por pessoas que interagiram através deste Blog (Negócios de Caracóis).

Existem muitos profissionais que vivem dos Blogs, mas também existem muitos que mesmo com os conhecimentos de WEB DESIGNE,  não conseguiram atrair o público ou seja clientes!!!
Os assuntos que a maioria destes profissionais procuram ou escrevem é específico para um nicho muito pequeno do mercado e desinteressante para a maioria das pessoas, daí o insucesso da sua comunicação e do seu negócio, caso seja alcançar pessoas.

Existem muitas técnicas para se atingir ou alcançar clientes, mas cuidado!!!, se a forma for desonesta com artifícios pouco claros, a comunicação pode voltar contra si...

Portanto, não se esqueçam que as pessoas são a razão de existir o seu negócio e sem elas você não é nada.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Importação e exportação Francisco conde

Reportagem Vida de Caracol - Visão.pt
Veja esta reportagem completa:

Vida de Caracol

O lento percurso dos gastrópodes de um dos maiores importadores nacionais - do armazém à travessa


Francisco Caetano, 60 anos, é um empresário optimista, coisa rara nos tempos que correm. Proprietário da empresa de importação e exportação Francisco conde, acredita que este é um ano particularmente bom. Para os caracóis, pelo menos. "As previsões são altas, espero vender cerca de 2 mil toneladas", diz, confiante. Na época forte de consumo de caracóis, entre abril e finais de agosto, os camiões chegam ao seu armazém, em Brejos de Azeitão, na Margem Sul, a um ritmo quase diário. Todas as madrugadas é preciso descarregar o material - isto é, os caracóis, que vêm de Marrocos - e, nas horas seguintes, pô-los a repousar na arca frigorífica. 
O turno da manhã começa às nove horas. E desde logo começa a seleção minuciosa das três espécies: teba pisana (os tradicionais caracóis), otalla latia (riscada, mais pequena e utilizada para cozer) e hélix aspersa (a caracoleta maior para grelhar e a mais cara das três espécies). Após esta "lupa" humana, que serve para detectar as cascas partidas, também se separam as caracoletas grandes das pequenas. Por fim, vão para a máquina, a fim de serem embaladas em sacos de um quilograma. Esta é a última tarefa que aqui se executa, antes de os caracóis seguirem para os clientes que, segundo diz Francisco Caetano, são de todo o País, de Vila do Bispo a Viana do Castelo. Em Lisboa, um dos clientes mais conhecidos é o Júlio dos Caracóis, na Rua Vale Formoso, número 140 B, chefiado por Vasco Rodrigues, filho do Júlio dos Caracóis. Há mais de 50 anos que são especialistas em caracóis, mantendo o segredo da confeção e as quantidades servidas. Sem reservas, Vasco Rodrigues diz que prefere os caracóis marroquinos aos nacionais: "Têm o dobro do tamanho", justifica.

FRANCISCO CONDE
Pontos de venda: Pingo Doce, Jumbo e Makro; lojas take-away Casa dos Caracóis: Barreiro, Montijo, Foros de Amora, Brejos de Azeitão e Lagoinha
Preços: €5 (750 ml), €8,50 (1200 ml), €13 (1,650 ml), €21 (2,50l), €29 (5l)

Ler mais: http://visao.sapo.pt/vida-de-caracol=f732969#ixzz2lE4SSDGi

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Negócio de sucesso

Estava eu em Santarém numa das tascas mais antigas da cidade ao lado de bêbados e apreciadores de vinho tinto falando de loterias, euromilhões e na sorte grande em geral, cujo tema acompanha a nossa realidade social onde o trabalho já não é solução para a resolução dos problemas causados pela críse e da corrupção que vem assolando o nosso Portugal nestas últimas décadas.
 
A conversa estava animada e os petiscos iam pouco a pouco desaparecendo, a sorte é que o estaminé ainda tinha uma box de 10 litros fechada para dar seguimento a outra que estava furada. De repente: Fala-se em caracóis e os sítios onde são encntrados. Um bêbado diz muito alto: - É o Noberto ali na praça que têm os melhores caracóis de Santarém!!! Ele têm um segredo que não diz, o seu tempêro é divino, os seus caracóis nem precisam de palitos é só encostar a bôca e chupa-los...
 
A conversa logo seguiu este rumo e a malta inebriada pelo vinho animou e já não se falou noutra coisa.. E é o Canelas no Jardim de Baixo é o Patrick que têm os melhores caracóis...
 
E assim foi até a tasca fechar, mas na verdade é que o negócio de caracóis é uma mina de ouro e as esplanadas da nossa cidade não sabem aproveitar, estamos a falar de faturação entre bebidas, pão torrado e caracóis na ordem dos 300 a 400 %.
 
As pessoas perguntam-me muitas vezes e pedem receitas de caracóis, aqui vai uma de boa vontade.
 

Caracóis à Portuguesa

O segredo é cozinha-los lentamente sem tempera-los senão o caracol entra para dentro de casa e aí só com palitos.
 
O tempero vai pondo gradualmente após os caracóis estarem mortos e por último o sal.
 
O segredo é a mistura de ervas, temperos diversos e picante cabe a cada um descobrir ou inventar a fórmula mágica-
Hoje uma coisa vos digo: A moda é tudo que seja LOW-COST, se for bom e barato e bem atendido o cliente volta sempre.
 
Caracóis à Portuguesa
2kg de caracóis
2 c. sopa de azeite
3 dentes de alho
1 cebola
1 folha de louro
1 raminho de oregãos
sal

 1/2 knorr a 1

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Negócio de "críse"

Os caracóis estão novamente com toda a força no mercado nacional de consumo.
Este tipo de negócio está cada vez maior e a sua divulgação já esta a mudar muitas culturas e hábitos de consumo em todo o Mundo e a culpa é da Internet.

Ainda não tinha começado o verão e já havia muita boa gente na apanha deste saboroso gastrópode sendo que a maioria destas pessoas encontram-se desempregadas. Uma boa parte deste caracol que é apanhado nos campos, destinam-se ao consumo das famílias e a outra parte é vendida na tasca do lado a 2,00 euros o kg, geralmente este caracol é pequeno, porém saboroso. É muito comum encontrar aqui o caracol riscado.


 
As pessoas, não gostam muito de falar nisto, mas a verdade é que este simpático bichinho já faz parte de alguns agregados familiares, tanto para consumo como também para ganhar alguns "cobres".

As caracoletas, aqui em Santarém têm menos procura e estas são grelhadas com manteiga e alho e especiarias, geralmente ervas aromáticas.
A preferência nacional é o caracol pequeno que é o mais popular nas tascas e explanadas deste país. Muitos apreciadores deste petisco não são fãs das caracoletas, preferem o caracol pequeno, pois o sabor não é igual.

A melhor altura para apanhalos é quando ainda existe alguma humidade nos campos, de preferência, após a chuva, ao amanhecer e em dias nublados. Nesta altura, a lesma do caracol, costuma estar de fora da casca, facilitando assim a apanha.

Os caracóis importados provém de Marrocos e abastecem em pequenas quantidades alguns hipermercados com preços que oscilam conforme a rapidez de saída. Há alturas em que a caracoleta está a 6,99 euros o kg. e no dia seguinte já estão a 3,50 euros. O caracol pequeno é comum nestas superfícies oscilarem entre os, 0,99 a 2,99 euros o kg.

Para quem têm acesso aos caracóis congelados alguns fornecedores já os têm limpos, o que poupa muito trabalho e facilita a rapidez da confecção deste prato.Porém, não há bela sem senão.

O congelamento e o tempo de congelação rouba um pouco do seu pitoresco sabor, mas, como a maioria das pessoas usam caldos Knnor, não se nota a sua perda, só os apreciadores atentos é que percebem a diferença do sabor.

A limpeza do caracol é sem dúvida a parte mais chata e morosa deste petisco. Para não perder muito tempo, agarre num balde com água em temperatura ambiente, misture sal e vinagre. Isso fará com que os caracóis larguem as impurezas e toda aquela baba. Faça isso até que não haja mais baba, se for necessário, passado algum tempo troque mais 2 vezes a água, retirando assim a maioria da espuma libertada pelos "bichos".
 
Em uma panela larga e funda adicione a cebola picada, alho, louro, orégano, molho de Tabasco ou outro de sua preferência, (três colheres de chá ou a gosto) e refogue até a cebola eo alho dourarem, acrescente o vinho branco e depois de um minuto, adicionar os caracóis e acrescente água suficiente apenas para cobrir os caracóis e adicione sal. Com uma espumadeira, tire a maior parte da espuma existente enquanto cozinha os bichos.

As ervas aromáticas é a gosto e sirva com bebidas frescas, vinho branco, minis e bhoêmia etc...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Negócio cultural e económico


Cada vez é maior o aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, este factor é verificado nos últimos anos em Portugal e vários países da Europa, o seu efeito tem gerado uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade e um aumento da importação por parte dos revendedores para suprir o mercado.

A carne do caracol, tem sido consumida pelos seres humanos em todo o mundo desde épocas mais remotas da nossa história. Existem países que são mais adeptos deste petisco, assim como certos países europeus: Entre eles encontramos, França, Itália e Espanha.

Estes países além de árduos consumidores são produtores de caracóis em cativeiros (viveiros).

Embora os nossos conhecimentos de criação de caracóis em cativeiro para comércio sejam recentes e provenientes de países europeus como a França e Itália entre outros, a história nos diz que os “ROMANOS” já os criavam em muros e já eram muito apreciadores desse petisco.

O caracol que vem para Portugal, na sua maioria provém de Marrocos e Espanha, embora já os criamos cá, mas a procura é muita e a produção nacional não é suficiente para abastecer o mercado.

O seu sabor, assim como todos os animais, sejam do mar ou da terra é influenciado pelo habitat onde vivem e as suas pastagens. Segundo alguns helicicultores e apreciadores de caracóis, a zona da Lezíria na zona da Extremadura Ribatejo, reúne excelentes condições climáticas, humidade, pastagens ricas e oliveiras. Dizem que o caracol desta zona é mais saboroso.
Esta foto pertence a: A helicicultura ribatejana ?Escargot Bravio? foi criada em 2009 após uma análise rigorosa dos diversos factores que permitem distinguir a caracoleta da espécie Helix Aspersa pela sua qualidade, publicada por OLX.
Mas, o caracol não é só comida. Deste molusco aproveita-se tudo, desde a carne, a baba e a concha que serve para ornamentos e fabrico de adubos, a composição da sua concha é rico em cálcio.

O caracol é mais que um simples petisco, este gastrópode possui um alto valor proteico, ferro, pouca gordura e contém quase todos os aminoácidos que os seres humanos necessitam.

Segundo estudos, o consumo da carne de caracol ajuda a combater algumas doenças e perturbações físicas ligadas ao aparelho respiratório, por exemplo a tosse convulsa e também acredita-se que é um excelente alimento para combater a anemia. No passado, assim como as rãs, o caracol era usado para tratamento de doenças do pulmão, asma, úlceras e outros.

Nestes últimos anos, as empresas de cosméticos desenvolveram uma série de produtos para o tratamento e rejuvenescimento para a pele e champôs, usando a baba de caracol.

Ainda existem países que não exploram devidamente o consumo da carne de caracol, embora tenha potencial para isso é o caso do Brasil, muitas pessoas consideram o caracol como uma praga rastejante e viscosa.


Com o aumento do consumo de caracóis em países como Portugal, o caracol continua em “alta”, devido a condição económica e cultural que este molusco se transformou. Este bichinho é responsável pelo desaparecimento das “tapas”, “molhinhos”, amendoins, pistachos, “moelas” e muitos outros petiscos que eram tão comuns em algumas tascas e já agora, também é responsável pelo aumento de vendas das “minis” e de muito pão e ainda responsável pelas longas conversas e convívios de verão.

O mercado já começa a estar muito disputado, mas ainda existe espaços para novas ideias e investidores que sabem o que fazer. Estamos em época de crise e uma boa ideia vale muito dinheiro e pode fazer toda uma diferença.

Que venha mais caracóis e já agora, traga também uma “mini”.



terça-feira, 20 de setembro de 2011


Um negócio fantástico.

Para quem aprecia histórias de sucesso e de curiosidades, recomendo o blog meninolopes que têm uma notícia de 2007.
Esta imagem pertence ao LitoralSaquarema


A venda de caracóis começou por ser mais uma experiência de negócio, mas em breve Francisco Caetano percebeu que a escassez do produto em Portugal favorecia o negócio da importação. A empresa prosperou e hoje toda a família está envolvida. Os dois filhos do casal trabalham na Francisco Conde e um deles está em Marrocos a gerir a sucursal da empresa no país africano. Com três camiões de grande porte, várias carrinhas de distribuição e um armazém dotado de câmaras frigoríficas e várias máquinas que facilitam o processo de lavagem, selecção e embalagem dos animais, a empresa é um caso de sucesso.

Um dos clientes de Francisco Caetano é Vasco Rodrigues, proprietário do restaurante O filho do menino Júlio dos Caracóis, nos Olivais, Lisboa. É uma das casas mais afamadas da capital para provar o petisco e os clientes chegam de todas as partes: “Tenho um senhor que chega a vir de França de propósito para vir comer caracóis”, garante Vasco Rodrigues, que se mantém ao leme do restaurante fundado pelo pai há mais de 50 anos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Excesso de helicicultores

A criação de caracóis como oportunidade de negócio e o aparecimento em excesso de novos helicicultores e importadores, durou alguns anos.

Hoje existe muita oferta, há quem diga que já supera a procura e cria cada vez mais dificuldade neste mercado.

Os nossos vizinhos são grandes exportadores e competidores no que diz respeito ao preço. O que nos iguala aos Marroquinos e Espanhóis é o custo do transporte. o que torna o caracol nacional quase ao mesmo preço da concorrência.

A legislação continua sendo uma possibilidade de regulamentar o mercado e de impedir a entrada de novos concorrentes, obrigando esses a cumprirem regras e normas através de uma fiscalização mais apertada, sobretudo dos gastrópodes que vem de fora.

Estamos a falar de criação, importação e exportação, mas a outra vertente dos restaurantes e cafés, representam um excelente negócio e lucros fabulosos.

Os restaurantes que servem caracóis pedem cerca de 5,00 euros por um prato de caracóis que ronda as 200 gramas. Um saco de caracóis com cerca de cinco quilos custa cerca de 12,00 euros, não podemos esquecer que o grande negócio é o acompanhamento, cervejas e pão para molhar no molho, sem falar nos jarros de vinho e sangria, lá está, o caracol nunca se come sozinho.
A seguir, vem sempre mais um petisco ou então mais uns caracóis para a malta, a seguir  mais umas cervejolas  um cafézinho, quando não antes um doce.

Negócio? Para quem???

Tenho ouvido queixas de pessoas insatisfeitas. Segundo me contaram e me enviaram por escrito e também pode-se encontrar na "NET", queixas de insatisfação e frustação de novos helicultores.
Segundo eles: Sentem-se enganados.
Um deles diz que foi incentivado no negócio, comprou as crias e depois de desenvolver o negócio ninguém as compra e que os envolvidos no negócio só falam de lucros.

Isto quando começou era uma mina de ouro e para muitos são é claro que quando os "GRANDES" farejam dinheiro, entram com tudo no mercado, prejudicando os pequenos e os iniciantes no negócio.

O negócio é bom, mas quem está por baixo tem que começar suavemente e para isso é preciso conhecer o mercado, o preço e fazer "NICHOS" de mercado.
O objectivo é crescer gradualmente e alargar aos poucos o circulo de actuação.

O sonho de que a criação de caracóis era uma excelente oportunidade de negócio, assim uma espécie de "jubileu dourado" que se podia ter como segunda ocupação, durou alguns anos e quem embarcou nele não se arrependeu.
Começar pelos vizinhos é uma boa pespectiva.

No ano passado, nesta mesma data, o kg. do caracol pequeno estava a 1,99 euros num hipermercado de Santarém, este ano o kg. do mesmo gastrópode foi vendido a 2,90 euros.

Não se consegue entrar numa briga de gigantes, mas com pouco investimento pode-se roubar muita clientela a esses lideres de mercado, inclusive fugir ao fisco.

É bom ter formação, mas temos que ter atenção se nós pequenos investidores não estaremos a engordar grandes empresas que nos prometem um negócio de futuro que na verdade só eles ganham.

O caso dos diversos cursos que as empresas de formação vendem, são uma "treta", o único a ganhar com os cursos são os empresários e formadores, porquê quando o formando chegar ao final e conseguir o canudo, descobrirá que não há mercado de trabalho.

O caso da formação de formadores, somente os Licenciados e Doutorados é que conseguem dar aulas, os com o 12º ano ficam com o curso na gaveta, mas investiram tempo e dinheiro. Só a cunha ajuda nesse caso.

Quando as empresas, publicitam muito as formações numa área de sucesso, as vezes o nicho verdadeiro alcançado pela empresa é a formação e não a produção de produtos. Na verdade isto é Marketing, vende-se a idéia que muitas vezes não corresponde as expectativas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Respondendo perguntas

Olá Amigo:
Quando este blog nasceu, os caracóis não estavam tão explorado, mas nestes ultimos dois anos devido ao desemprego e devido ao facto de haverem pessoas com muitos hectares de terra, muitas pessoas abraçaram este projecto.


Havia fundos antes da crise, mas foram suspensos.
O meu negócio não são a criação de caracóis, tive que pesquizar e criar uma empresa fitícia para defender uma "tese", mas o meu desenvolvimento do "NEGÓCIO DE CARACÓIS" foi na realidade criar um pequeno mercado paralelo.

Durante o meu Curso de Marketing, construi um viveiro de caracóis com ym amigo no qual os observei e os criei. (cuidava e criava)

O meu negócio foi criar de forma mais barata possivel, através de reciclagem de materiais apanhados nas ruas tais como: Plásticos, paletes, madeiras, peneus, telhas e outros materiais. Foi apanhar restos de vegetais nas feiras e hipermercados para a cultura dos caracóis.

Posso dizer que foi um sucesso, pois esses frágeis "bichinhos" são mais resistentes do que pensamos.

A idéia de realização do dinheiro pelo meu trabalho, na verdade foi vender o meu produto aos cafés locais que me pagam sem perguntas e sem burocracias e facturas a quantia de 2,00 a 2,50 euros o caracol pequeno e 3,50 a 4,00 eurpos a caracoleta.

Evitei assim grandes investimentos e fui buscar algum dinheiro para o meu dia-a-dia. (neste momento devido ao apoio à minha família e aos meus estudos) tenho estado parado. Mas, no futuro pretendo recomeçar, mais sem grandes investimentos, pode-se dizer que quero uma cultura de subsistência, tirando dali um rendimento extra.

Para defender a minha tese, tive que além de construir 2 blogues para a comunicação, tive também que construir o viveiro num barracão emprestado.
Os blogues são:


http://negociosdecaracois.blogspot.com/
e
http://projectocaracol.blogspot.com/
Para quem quer investir nesta área têm que adquirir conhecimentos e conquistar mercado ou então ir devagar sem muito investimento, primeiro conquistando os cafés e restaurantes locais e pouco a pouco ir avançando.

Espero que esta conversa tenha sido de utilidade para ti. Boa sorte e bom fim de semana
.

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Negócio e apoios

Observação: As regras do IEFP, mudaram, convém saberem as novas regras de apoios ao investimento e apoios ao projecto / 23/07/2010.
Estamos a viver tempos dificeis, esta actual crise em que vivemos, veio para ficar e criar um negócio seguro é cada vez mais dificil.
Todo o negócio deve ser pensado, (SWOT), pontos fortes e fracos.

Recorrer aos Apoios do IEFP para Criar uma Empresa ou ao Micro crédito pode ser uma soluçao, mas têm que trabalhar muito, senão ao fim de uns anos descobre-se que trabalhou para aquecer.

Em análise de pequenos negócios, as pequenas empresas mais bem sucedidas têm sido aquelas que utilizam a Internet como fonte de angariação de clientes e como fonte de publicitar o seu negócio, pois os encargos são mínimos.

Para quem têm um espaço que possa explorar, poupa nas rendas, mas têm mais encargos e está sujeito a muito investimento no estabelecimento, assim como: Casas de banho, projecto contra incêndio, certificado energético, associar-se obrigatóriamente a associações conforme o tipo de comércio.

Os pequenos negócios de comida, salgados e doces para fora, lavanderia, ervanária e produtos naturais, passar a ferro, pequenas costuras e bainhas de calças, tomar conta de crianças, pequenas creches, baybe siters, ocupação de tempos livres de crianças entre outros têm sido muito lucrativo e parte dessas funções não pagam impostos ou não se declara os verdadeiros rendimentos.

Quanto a criação de caracóis, existem pessoas que os apanham nos campos e vendem directamente aos cafés e restaurantes por 2.00 euros o quilograma e outros os criam artesanalmente em quintais para comercialização.

Voltando ao negócio:Fique de olho atento ao IEFP e ao MICROCRÉDITO, mas não fiquem fascinados, pois as exigências são muitas.

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem à disposição dos desempregados e dos jovens à procura do primeiro emprego programas de incentivo à criação do próprio emprego, num conjunto de apoios e serviços destinados à viabilização de novos projectos empresariais de pequena dimensão: o Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (PAECPE).



Para serem elegíveis, os projectos que venham a ser candidaturas ao programa de apoio do IEFP têm de respeitar determinados requisitos relacionados com o número de trabalhadores ou com o valor total de investimento, entre outros aspectos.


APOIOS AO EMPREENDEDORISMO – CRIAÇÃO DO PRÓPRIO EMPREGO – APOIOS IEFP

Negócio

APOSTA NA QUALIDADE
Tema do Jornal "O MIRANTE".
Veja a notícia completa no mesmo.

Se existem ainda pequenas mercearias que mantêm o negócio praticamente inalterado, outras tentam dar a volta por cima e atrair os clientes com a qualidade dos produtos que vendem.

Além dos bens de primeira necessidade a HortiCaracol, localizada no nº16 da Rua César Augusto Fernandes, em Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, distingue-se pelos diversos tipos de pão que vende, desde o alentejano até ao de Castro Verde. Os enchidos de Almodôvor, Estremoz e Vila Nova de S. Bento, os queijos típicos de Serpa, as azeitonas, os licores da Madeira e dos Açores, a ginja de Óbidos, as compotas alentejanas e a fruta comprada a pequenos produtores são outros bens que garantem uma clientela fixa à casa.

Mas o forte desta pequena loja são mesmo os caracóis que este ano já começaram a vender. “As pessoas pagam mais caro, mas também reconhecem que vale a pena pela qualidade”, conta a funcionária Raquel Bravo.

Muitos clientes não são de Alverca mas de outras zonas do país que procuram na mercearia os produtos típicos da região onde cresceram. “Nota-se que sentem saudades e que querem permanecer fiéis à sua terra”.

A pequena mercearia não deixa de ser uma loja de conveniência onde as pessoas não compram grandes avios. “Não podemos competir com os hipermercados porque se compramos em menor quantidade o preço final tem de ser maior”, aponta. Mesmo com os preços ligeiramente mais elevados, a funcionária acredita que o tempo e o combustível que se gastam para ir a uma grande superfície pode acabar por não compensar.

Imagem de: carlosalberto0
A vida nestas pequenas mercearias não está fácil e adivinha-se que as casas, geridas na sua maior parte por idosos, vão acabar por desaparecer. “O princípio mais profundo da natureza humana é o desejo ardente de ser estimado” lê-se num papelinho escrito à mão na Casa Isabelita. E esse é também o desejo destes pequenos negócios familiares.

terça-feira, 22 de março de 2011

Helicicultura no Brasil

No Brasil a helicultura ainda não é expressiva. É um mercado que ainda não trabalhou o Marketing no sentido de fomentar o consumo do caracol e as suas propriedades curativas, alimentícias e estética.

Os “Moluscos” ainda são poucos consumidos e pouco explorados. O baixo consumo é devido a falta de tradição, sendo os Europeus maiores consumidores destes tipos de produtos.

Existem poucas espécies de moluscos desenvolvidas em cativeiros e viveiros, neste caso podemos classificar como “Marisco”.

No sentido de ser trabalhada esta oportunidade de negócio é preciso criar e rever a legislação e dar formação já que á falta de capacitação técnica concentração de pesquisa e apoio.

Devido aos baixos rendimentos e a pouca procura por parte do cidadão comum, as empresas acham o investimento pouco atractivo. Aqui podemos aplicar o Marketing de maneira a fomentar o consumo desses produtos.

Há poucas pessoas a explorarem esse mercado, sendo a produção de vieiras, mexilhões e ostras os mais apetecíveis.

Devemos lembrar que a Helicicultura foi Introduzido no Brasil no ano de 1983, correspondente à criação de moluscos exóticos europeus Helix spp., principalmente a espécie Cornu (= Helix) aspersa (Müller, 1774

Apesar de existir até uma associação não evoluiu para actividade de importância económica relevante.

O Brasil tinha condições de desenvolver este mercado e fazer a exportação para a europa, onde as encomendas não chegam para a procura.