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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Negócio de sucesso

Estava eu em Santarém numa das tascas mais antigas da cidade ao lado de bêbados e apreciadores de vinho tinto falando de loterias, euromilhões e na sorte grande em geral, cujo tema acompanha a nossa realidade social onde o trabalho já não é solução para a resolução dos problemas causados pela críse e da corrupção que vem assolando o nosso Portugal nestas últimas décadas.
 
A conversa estava animada e os petiscos iam pouco a pouco desaparecendo, a sorte é que o estaminé ainda tinha uma box de 10 litros fechada para dar seguimento a outra que estava furada. De repente: Fala-se em caracóis e os sítios onde são encntrados. Um bêbado diz muito alto: - É o Noberto ali na praça que têm os melhores caracóis de Santarém!!! Ele têm um segredo que não diz, o seu tempêro é divino, os seus caracóis nem precisam de palitos é só encostar a bôca e chupa-los...
 
A conversa logo seguiu este rumo e a malta inebriada pelo vinho animou e já não se falou noutra coisa.. E é o Canelas no Jardim de Baixo é o Patrick que têm os melhores caracóis...
 
E assim foi até a tasca fechar, mas na verdade é que o negócio de caracóis é uma mina de ouro e as esplanadas da nossa cidade não sabem aproveitar, estamos a falar de faturação entre bebidas, pão torrado e caracóis na ordem dos 300 a 400 %.
 
As pessoas perguntam-me muitas vezes e pedem receitas de caracóis, aqui vai uma de boa vontade.
 

Caracóis à Portuguesa

O segredo é cozinha-los lentamente sem tempera-los senão o caracol entra para dentro de casa e aí só com palitos.
 
O tempero vai pondo gradualmente após os caracóis estarem mortos e por último o sal.
 
O segredo é a mistura de ervas, temperos diversos e picante cabe a cada um descobrir ou inventar a fórmula mágica-
Hoje uma coisa vos digo: A moda é tudo que seja LOW-COST, se for bom e barato e bem atendido o cliente volta sempre.
 
Caracóis à Portuguesa
2kg de caracóis
2 c. sopa de azeite
3 dentes de alho
1 cebola
1 folha de louro
1 raminho de oregãos
sal

 1/2 knorr a 1

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Um negócio fantástico.

Para quem aprecia histórias de sucesso e de curiosidades, recomendo o blog meninolopes que têm uma notícia de 2007.
Esta imagem pertence ao LitoralSaquarema


A venda de caracóis começou por ser mais uma experiência de negócio, mas em breve Francisco Caetano percebeu que a escassez do produto em Portugal favorecia o negócio da importação. A empresa prosperou e hoje toda a família está envolvida. Os dois filhos do casal trabalham na Francisco Conde e um deles está em Marrocos a gerir a sucursal da empresa no país africano. Com três camiões de grande porte, várias carrinhas de distribuição e um armazém dotado de câmaras frigoríficas e várias máquinas que facilitam o processo de lavagem, selecção e embalagem dos animais, a empresa é um caso de sucesso.

Um dos clientes de Francisco Caetano é Vasco Rodrigues, proprietário do restaurante O filho do menino Júlio dos Caracóis, nos Olivais, Lisboa. É uma das casas mais afamadas da capital para provar o petisco e os clientes chegam de todas as partes: “Tenho um senhor que chega a vir de França de propósito para vir comer caracóis”, garante Vasco Rodrigues, que se mantém ao leme do restaurante fundado pelo pai há mais de 50 anos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Excesso de helicicultores

A criação de caracóis como oportunidade de negócio e o aparecimento em excesso de novos helicicultores e importadores, durou alguns anos.

Hoje existe muita oferta, há quem diga que já supera a procura e cria cada vez mais dificuldade neste mercado.

Os nossos vizinhos são grandes exportadores e competidores no que diz respeito ao preço. O que nos iguala aos Marroquinos e Espanhóis é o custo do transporte. o que torna o caracol nacional quase ao mesmo preço da concorrência.

A legislação continua sendo uma possibilidade de regulamentar o mercado e de impedir a entrada de novos concorrentes, obrigando esses a cumprirem regras e normas através de uma fiscalização mais apertada, sobretudo dos gastrópodes que vem de fora.

Estamos a falar de criação, importação e exportação, mas a outra vertente dos restaurantes e cafés, representam um excelente negócio e lucros fabulosos.

Os restaurantes que servem caracóis pedem cerca de 5,00 euros por um prato de caracóis que ronda as 200 gramas. Um saco de caracóis com cerca de cinco quilos custa cerca de 12,00 euros, não podemos esquecer que o grande negócio é o acompanhamento, cervejas e pão para molhar no molho, sem falar nos jarros de vinho e sangria, lá está, o caracol nunca se come sozinho.
A seguir, vem sempre mais um petisco ou então mais uns caracóis para a malta, a seguir  mais umas cervejolas  um cafézinho, quando não antes um doce.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Respondendo perguntas

Olá Amigo:
Quando este blog nasceu, os caracóis não estavam tão explorado, mas nestes ultimos dois anos devido ao desemprego e devido ao facto de haverem pessoas com muitos hectares de terra, muitas pessoas abraçaram este projecto.


Havia fundos antes da crise, mas foram suspensos.
O meu negócio não são a criação de caracóis, tive que pesquizar e criar uma empresa fitícia para defender uma "tese", mas o meu desenvolvimento do "NEGÓCIO DE CARACÓIS" foi na realidade criar um pequeno mercado paralelo.

Durante o meu Curso de Marketing, construi um viveiro de caracóis com ym amigo no qual os observei e os criei. (cuidava e criava)

O meu negócio foi criar de forma mais barata possivel, através de reciclagem de materiais apanhados nas ruas tais como: Plásticos, paletes, madeiras, peneus, telhas e outros materiais. Foi apanhar restos de vegetais nas feiras e hipermercados para a cultura dos caracóis.

Posso dizer que foi um sucesso, pois esses frágeis "bichinhos" são mais resistentes do que pensamos.

A idéia de realização do dinheiro pelo meu trabalho, na verdade foi vender o meu produto aos cafés locais que me pagam sem perguntas e sem burocracias e facturas a quantia de 2,00 a 2,50 euros o caracol pequeno e 3,50 a 4,00 eurpos a caracoleta.

Evitei assim grandes investimentos e fui buscar algum dinheiro para o meu dia-a-dia. (neste momento devido ao apoio à minha família e aos meus estudos) tenho estado parado. Mas, no futuro pretendo recomeçar, mais sem grandes investimentos, pode-se dizer que quero uma cultura de subsistência, tirando dali um rendimento extra.

Para defender a minha tese, tive que além de construir 2 blogues para a comunicação, tive também que construir o viveiro num barracão emprestado.
Os blogues são:


http://negociosdecaracois.blogspot.com/
e
http://projectocaracol.blogspot.com/
Para quem quer investir nesta área têm que adquirir conhecimentos e conquistar mercado ou então ir devagar sem muito investimento, primeiro conquistando os cafés e restaurantes locais e pouco a pouco ir avançando.

Espero que esta conversa tenha sido de utilidade para ti. Boa sorte e bom fim de semana
.

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.