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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caracóis em Vila Franca

Janeiro de 2012:
Esta semana fui a Vila Franca e dei uma volta pelo comércio tradicional e até fiquei surpreso com o movimento dos cafés e restaurantes, muito diferente de Santarém, com mais movimento e os almoços muito mais baratos e melhor servido.

Na minha voltinha, perto da estação encontrei uma daquelas mercearias típicas com caixas de fruta á porta e sacos de caracóis e caracoletas pendurados a entrada do estabelecimento.
Os preços praticados eram:
Caracoletas grandes: Quilo 6,99 euros.
Caracóis grandes: Quilo 3,99 euros.
Caracóis pequenos: Quilo 3,50 euros.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Segredos dos caracóis

Hoje existem muitos concorrentes ao titulo do melhor caracol, principalmente na grande Lisboa, onde as tascas ficam superlotadas de consumidores de caracóis.

Todas essas famosas tascas e restaurantes gabam-se de terem o melhor segredo para a comfecção dos caracóis, se é verdade ou mentira não sabemos, mas é comum ouvir os degustadores dizerem que a tasca do Manél é melhor que o restaurante do Joaquim, eles lá sabem o que dizem.

Aqui em Santarém, o café "CANELAS" é dos mais afamados, no que diz respeito a este petisco.


Sabemos que os caracóis são confeccionados com temperos como: louro, alho, piri-piri, sal, caldo Knnor, oréganos, malaguetas e outros conforme o gosto.

Também há quem ultilize uma meia de algodão ou um saco de fibras poroso, onde entra os ingredientes para que só passem os sabores e não fiquem bocados de temperos misturados com os caracóis.

Há cafés e tascas que fazem uma mistura grossa e mais homogênea e acrescenta cebolas e tomate.

Os segredos que muitos profissionais não revelam, são as doses certas para determinadas doses de caracóis. ou o ingrediente secreto que pode fazer a diferença.

Muitos mestres não usam água da torneira porquê esta têm cloro e calcário e alteram o sabor do caracol, preferem usar água mineral.

Outros dizem que o caracol têm que estar vivo e a cozedura têm que ser lenta, por isso esqueçam a panela de pressão ou Bymbys, o sabor deve despreender lentamente do caracol.

Um outro segredo é a apanha do caracol na época certa. Como sabemos, o caracol têm uma época de engorda e uma época de hibernação, na qual ele perde massa. ou seja: Há alturas em que o caracol é mais gordo e alturas em que ele é mais magro e isso pode fazer toda uma diferença no sucesso do petisco, quanto a sua confecção.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Na Terra dos Bules que Babam: Caracóis. O petisco das tardes de verão.

Na Terra dos Bules que Babam: Caracóis. O petisco das tardes de verão.: No auge do verão, toda a gente aproveita para desfrutar os longos dias em uma agradável esplanada. De preferência, acompanhado por uma cerve...
Apesar do consumo em grande escala, ainda há poucos produtores em Portugal, o que faz que o seu pratinho de caracol seja geralmente oriundo do Marrocos, da Hungria e da Turquia. Já a Itália e a França produzem há mais de três décadas. Sem contar que existem registos que o caracol é consumido pelo ser humano desde a época do Paleolítico.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Caracoleta

A caracoleta é outra fonte de rendimento para as casas de petiscos.
Muitas pessoas não sabem a diferença entre caracóis e caracoletas, mas a verdade é que esta representa outro "NICHO" de mercado.

Os restaurantes pagam cerca de 6 euros por quilo ao produtor e quatro sem factura aos freelancers dos caracóis (atravessadores não legalizados), um restaurante vende uma dúzia que pesa cerca de 200gr.  a 3,00 euros e se for uma casa mais fina, cerca de 5,00 euros.

Estas podem se confeccionadas de diversas maneiras. Podem ser fritas, grelhadas, guisadas, assadas no forno e de outras maneiras.

A manteiga e o alho são ingredientes fundamentais na maioria dessas receitas, sem esquecer o piri-piri que é muito importante para que o cliente consuma cada vez mais bebidas.

O segredo desta iguaria é justamente fomentar no cliente a vontade de consumir mais produtos e despertar a fome e a sede. 
A maior procura é pelo caracol, mas o curioso é que muitos consumidores de caracóis não apreciam a caracoleta, devido ao seu tamanho.
Os entendidos na matéria explicam que o período de Maio a Agosto é o ideal para o consumo desta iguaria, pois é nesta altura que termina o ciclo de criação da espécie, pelo menos em Portugal.

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.