Mostrando postagens com marcador caracoletas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caracoletas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Caracóis são bons de qualquer forma

Este ano de 2015 têm sido um bom ano como qualquer outro para o consumo de caracol, porém tenho observado as contradições de alguns degustadores destes famosos moluscos gastrópode que habitam nossos terrenos baldios e quintais.
Fui convidado por amigos para diversos convívios desde Junho deste ano de 2015 e reparei que as caracoletas, apanhadas ou compradas nos hipermercados não são lavadas pela maioria dos consumidores e tal como estão vão directamente para a chapa quente. Se é bom é não há dúvida, mas onde está a higiene? Será que o lume mata tudo? E os caracóis estrangeiros, o que comem além da ração? Quais as fazes em cativeiro que o animal vive, condições de higiene, quem sabe!!! A verdade é que sujos ou limpos eles marcham a mesma e muito de nós pagamos bem por eles. Saúde é o que eu desejo....

Deixo aqui uma receita para os apreciadores..
 Eis a receita 

INGREDIENTES 


- 2 kg de caracóis 

- 80 g de alho 

- 60 g de cebola 

- 2 cubos de caldo de galinha, (se por acaso tiver a água da cozedura de aves é o melhor).

- 2 a quatro malaguetas (a gosto) 

- Orégãos em rama 

1º  passo: Certificar-se de que todos os animais estão vivos antes de os meter no tacho
2º passo: Os caracóis devem ser bem lavados em água corrente antes de começarem a ser cozinhados. 
3º passo: Convém por os caracóis num tacho largo, afim de distribuir igualmente o cozimento e cobertos de água até uma altura de dois dedos, não mais que isso.
Neste tacho podemos deixa-los entre 10 a 15 minutos repousando para que eles larguem as impurezas, não convém mais tempo se não eles ficam demasiados moles.

Nesta altura já estão todos fora da casca, deixe escorrer a maior parte da água e logo a seguir nivele com água nova por cima o nível dos caracóis, cerca de dois dedos. 
Inicia-se a cozedura em lume brando, porquê a cozedura rápida não apura o sabor dos caracóis e destrói o corpo do gastrópode.
A cozedura é feita sem os temperos, que só devem ser adicionados depois de os caracóis estarem mortos. Adicionados os ingredientes, deixa-se cozinhar até levantar fervura. O molho só deve ferver durante três a quatro minutos. Os orégãos em rama são mergulhados durante a fervura e retirados mal se apaga o lume. Deve deixar os caracóis a repousar durante dez minutos antes de servir.

Estas dicas podem ser encontradas "em venda de caracóis".

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Importação e exportação Francisco conde

Reportagem Vida de Caracol - Visão.pt
Veja esta reportagem completa:

Vida de Caracol

O lento percurso dos gastrópodes de um dos maiores importadores nacionais - do armazém à travessa


Francisco Caetano, 60 anos, é um empresário optimista, coisa rara nos tempos que correm. Proprietário da empresa de importação e exportação Francisco conde, acredita que este é um ano particularmente bom. Para os caracóis, pelo menos. "As previsões são altas, espero vender cerca de 2 mil toneladas", diz, confiante. Na época forte de consumo de caracóis, entre abril e finais de agosto, os camiões chegam ao seu armazém, em Brejos de Azeitão, na Margem Sul, a um ritmo quase diário. Todas as madrugadas é preciso descarregar o material - isto é, os caracóis, que vêm de Marrocos - e, nas horas seguintes, pô-los a repousar na arca frigorífica. 
O turno da manhã começa às nove horas. E desde logo começa a seleção minuciosa das três espécies: teba pisana (os tradicionais caracóis), otalla latia (riscada, mais pequena e utilizada para cozer) e hélix aspersa (a caracoleta maior para grelhar e a mais cara das três espécies). Após esta "lupa" humana, que serve para detectar as cascas partidas, também se separam as caracoletas grandes das pequenas. Por fim, vão para a máquina, a fim de serem embaladas em sacos de um quilograma. Esta é a última tarefa que aqui se executa, antes de os caracóis seguirem para os clientes que, segundo diz Francisco Caetano, são de todo o País, de Vila do Bispo a Viana do Castelo. Em Lisboa, um dos clientes mais conhecidos é o Júlio dos Caracóis, na Rua Vale Formoso, número 140 B, chefiado por Vasco Rodrigues, filho do Júlio dos Caracóis. Há mais de 50 anos que são especialistas em caracóis, mantendo o segredo da confeção e as quantidades servidas. Sem reservas, Vasco Rodrigues diz que prefere os caracóis marroquinos aos nacionais: "Têm o dobro do tamanho", justifica.

FRANCISCO CONDE
Pontos de venda: Pingo Doce, Jumbo e Makro; lojas take-away Casa dos Caracóis: Barreiro, Montijo, Foros de Amora, Brejos de Azeitão e Lagoinha
Preços: €5 (750 ml), €8,50 (1200 ml), €13 (1,650 ml), €21 (2,50l), €29 (5l)

Ler mais: http://visao.sapo.pt/vida-de-caracol=f732969#ixzz2lE4SSDGi

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Voltando á agricultura

O titulo original ( Quadros qualificados dedicam-se à agricultura para equilibrar contas) e a notícia completa estão em: Semanário SOL. Lusa/SOL



Já Cristina Santos, 41 anos, trabalhou «no ramo das importações e exportações, com sucesso», mas isso não lhe bastou e como possuía «uns terrenos de família que já estavam a incomodar um bocado por não estarem a ser aproveitados», pensou «no que se poderia fazer» e descobriu que «a helicicultura era uma das possibilidades».
A helicicultura trata da criação e exploração de caracóis.
«Eles são muito rápidos, qualquer pessoa que diga que eles são lentos é porque nunca trabalhou com eles», garantiu Cristina Santos, ressalvando que «não é complicado, é apenas um ciclo de engorda como quase tudo o que tem a ver com a produção animal».
O objectivo da exploração destes animais, que podem ser pragas noutras culturas, é mesmo o mercado alimentar, que em Portugal «é muito mais do Sul», o que para Cristina Santos é «estranho», porque até se considera «uma mulher no Norte».
«Há um consumo de caracoleta no Sul que já é interessante e obviamente que o mercado lá fora, principalmente França e Espanha, na zona da Catalunha, é um mercado que consome bastante», explicou.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caracóis em Vila Franca

Janeiro de 2012:
Esta semana fui a Vila Franca e dei uma volta pelo comércio tradicional e até fiquei surpreso com o movimento dos cafés e restaurantes, muito diferente de Santarém, com mais movimento e os almoços muito mais baratos e melhor servido.

Na minha voltinha, perto da estação encontrei uma daquelas mercearias típicas com caixas de fruta á porta e sacos de caracóis e caracoletas pendurados a entrada do estabelecimento.
Os preços praticados eram:
Caracoletas grandes: Quilo 6,99 euros.
Caracóis grandes: Quilo 3,99 euros.
Caracóis pequenos: Quilo 3,50 euros.

quarta-feira, 30 de março de 2011

NEGÓCIO

                         NEGÓCIO DE CARACÓIS

A Passo de caracol
Os caracóis são uma excelente fonte de rendimentos. Este mercado movimenta milhões de euros, mas no entanto este tipo de negócio ainda anda muito devagar em Portugal.

A criação de caracóis têm alimentado muitos empresários estrangeiros sobretudo os criadores em “MARROCOS”, que são dos principais fornecedores para o mercado português.

Por incrível que pareça, Portugal é um país de grandes apreciadores, embora se produzam aqui em terras lusas umas boas toneladas, não se consegue abastecer o mercado interno. Como consequência Portugal importa toneladas de caracóis de Marrocos e consome muitos desses gastrópodes sem conhecer a origem da criação.

Não podemos esquecer que os terrenos agrícolas estão infestados de produtos tóxicos, por esta e outras questões sanitárias e legislativas, Portugal deve expandir a sua produção em terreno nacional e fomentar a (helicicultura) de forma a proteger este grande recurso económico que é o caracol.

A cultura de caracóis (helicicultura) está a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal, mas ainda vai a passo de caracol, comparada aos nossos vizinhos, Espanha, Itália e França.

No mercado interno, o caracol pequeno é vendido ao pequeno comerciante pelo valor de 2,00 euros o quilo e em grandes quantidades comprados nos marroquinos pelo valor de 0,80 cêntimos o quilo.

No mercado hoteleiro, bares e restaurantes, esses pequenos moluscos são vendidos ao preço do camarão pequeno e as caracoletas ao preço do camarão médio.

Calcula-se que são consumidos cerca de mais de 50.000 mil toneladas de caracóis no país. A verdade é que os milhares de produtores que Portugal têm não são suficientes para abastecer todo o mercado, mas também não interessa chamar muita atenção, pois os lucros dos grandes criadores são de milhões de euros.

Os caracóis têm uma esperança de vida curta (pouco mais de um ano), são hermafroditas e são «lentos» a acasalar, o que acontece só nos meses de Novembro a Março. Estes “bichinhos” podem pôr 80 ovos por cada postura e a fase de gestação demora apenas um mês.

Muitos milhares de avelins (caracóis acabados de eclodir), são vendidos a criadores. Uma encomenda de mil caracóis bebés (0,032 gramas cada um) pode chegar a custar doze euros.
No entanto, a maioria dos caracóis bebés acabam por ser criados na exploração (viveiros), para o consumo alimentar, em petiscos. Entre cinco a seis meses, são considerados caracóis adultos, estando em condições de ir parar ao prato do consumidor, principalmente nas explanadas dos cafés no verão.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Produtos e curiosidades do caracol

Os caracóis, caracoletas (escargots) é parte constituinte da gastronomia européia, principalmente francesa, espanhola e portuguesa, sendo consumida como entrada, petisco, ou mesmo como prato principal.
Na altura da primavera/verão eles abundam nos campos europeus a viverem livremente nas ervas e gramíneas quando são apanhados e postos em viveiros caseiros para serem consumidos posteriormente.

Existem diversas criações em viveiros a nível comercial chamadas heliciculturas.
Cada vez mais é maior a implantação de heliciculturas. Nestes últimos anos tornou-se uma aposta de futuro, não só na indústria alimentar como na cosmética que é o caso do creme de baba de caracol. este creme é usado no rejuvenescimento da pele, na hidratação de peles secas e queimaduras.

Imagem original: masporque
A baba de caracol é obtida através do stress dos animais (gastrópodes) - com calor, nomeadamente. Colocados em cubas giratórias, os caracóis segregam baba até praticamente à exaustão e aquela escorre para reservatórios onde é depois purificada em laboratório, num processo que pode ser comparado à pasteurização do leite. É muito cara - pode atingir preços de mercado entre os 250 e os 450 euros por litro. o seu valor depois também é influenciado pelas marcas e pelo envolvimento do Marketing.
A baba de caracol está presente em diversos produtos, desde cremes de rosto e mãos a champôs para o cabelo entre outros produtos.


Também existem produtos "GOURMET", como é o caso da confecção de certos pratos que exige tamanho e origem da espécie de caracol ou então o famoso ouro branco que são ovas de caracol tratados e que são vendidos a preços superiores as ovas de "ESTRUJÃO", o famoso caviar.