terça-feira, 17 de agosto de 2010

Curiosidade: Veneno de caracol

Imagem original: genedenxxi
CARACÓIS
Veneno da saliva de caracóis pode tornar-se base para analgésico forte



Investigadores da Universidade Queensland, na Austrália, desenvolveram uma nova versão de um medicamento a partir da saliva de caracóis do mar. O forte analgésico – tão eficaz quanto a morfina – poderia ser administrado em forma de comprimidos.



Num artigo publicado na Chemical & Engineering News, os cientistas afirmam que a saliva dos caracóis contém substâncias químicas que ajudam estas lentas criaturas a capturarem presas. Antes, o potencial deste cuspo venenoso dependeria da injecção das drogas directamente na medula espinhal das pessoas, o que limitava o seu uso.



Agora, a equipa desenvolveu uma maneira de fazer com que as substâncias analgésicas presentes na saliva dos animais sejam administradas oralmente. Além de aliviar a dor, não oferece risco de causar dependência química, como é o caso da morfina.

Notícia original: rcmpharma

Temperatura e clima


Requisitos e restrições climáticos e ambientais quanto à criação de caracóis

A partir das descrições das três espécies principais de caracóis torna-se claro que os caracóis, na sua condição de animais de sangue frio, são sensíveis as mudanças de temperatura e humidade atmosféricas e não se diferenciam muito de outras raças.

Os caracóis, são capazes de tolerar uma variedade de condições ambientais, mas quando a temperatura e/ou a humidade não são do seu agrado, eles entram em dormência, ou seja hibernam.

O caracol recolhe todo o seu corpo dentro da sua concha, selando a abertura de entrada com uma camada branca, calcária para prevenir a perda de água do seu corpo. Esta reacção é típica de todas as espécies de caracóis.

Os caracóis recolhem-se nas suas conchas se a temperatura for demasiado elevada ( c. 30 °C,) ou se a humidade do ar é demasiado baixa, ( c. 70-75% de humidade relativa),

Os caracóis hibernam caso a temperatura baixe para menos de (c. 5 °C).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles são muitos resistentes.

Os caracóis precisam de:

Imagem original. freewebs
negócios de caracóis
O que os caracóis necessitam na alimentação.

Os caracóis necessitam de hidratos de carbono para a energia e proteína para o crescimento. Adicionalmente necessitam de cálcio (Ca) para as suas conchas, assim como doutros minerais e vitaminas.
A carne de caracol tem um teor baixo de fibras cruas e de gordura; por esta razão estes componentes têm pouca importância na alimentação dos caracóis, o calor do sol também é fundamental para a consistência da sua casca.

Observação: As frutas geralmente são ricas em minerais e vitaminas e pobres em proteínas.

Alimentação de caracóis

Imagem original: arcadenoe
negócios de caracóis
Existem muitos tipos de alimentos para caracóis.

Uma das maiores preocupações de quem começa uma criação de caracóis é o que os caracóis comem?

Primeiro é identificar quê: Os caracóis são vegetarianos e comem muitos tipos de comida. Os caracóis assim como outros animais evitam plantas com folhas peludas ou que produzem
substâncias químicas tóxicas.

Os caracóis jovens preferem folhas tenras e rebentos e comem mais que os adultos, muitas das vezes mais que o dobro da comida.

À medida que ficam mais velhos, os caracóis adultos alimentam-se, cada vez mais, de detritos: folhas caídas, fruta podre e húmus. Deve-se alimentar os caracóis mais velhos com a mesma comida que se encontra no seu habitat.

Não há muito que aprender, a mãe natureza nos ensina. Para começarmos a criação, basta olharmos para o seu local de vivência e vermos que tipo de vegetação está no campo.

Para adiantarmos e ganharmos tempo, basta saber que as quintas estão cheias de caracóis e o plantio também, constituindo assim uma grande dor de cabeça para os agricultores; ou seja: O caracol também come quase tudo que o ser humano come.

Entre tantas as coisas que eles comem, encontramos, beringelas, couves, alfaces, pepinos, frutas e folhas, inhame, batata-doce, cascas de frutas como a banana.

Quem tiver acesso aos restos de vegetais que são jogados fora dos mercados e feiras, têm um óptimo negócio pela frente.
Atenção:
Os restos de vegetais que sobram da nossa alimentação, não devem ser dados aos caracóis, devido ao sal ou temperos existentes assim como vinagre e azeite.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Helicicultor e helicicultura

Imagem original: Projecto caracol

Helicicultor é aquele que pratica a helicicultura.
A criação controlada de caracóis denomina-se Helicicultura,
A CRIAÇÃO DE CARACÓIS
Embora muitas pessoas pensem que a criação de caracóis seja uma actividade moderna, ela já existe há mais de 2.000 anos, pois há evidências desse tipo de criação, 300 anos antes do nascimento de Cristo. O consumo deste animal, porém, é muito mais antigo, provavelmente desde os primórdios da humanidade, como comprovam os achados arqueológicos de montes de cascas ou conchas, em cavernas dos homens pré-históricos.
Três séculos antes de Cristo, Aristóteles, além de escrever sobre os caracóis e descrevê-los muito bem, ainda descreve um instrumento ou talher terminando por uma ponta e que pode ser considerado o “ancestral” do actual garfo especial para comer caracóis.
Os materiais usados para o consumo de caracóis, antigamente eram feitos de ossos ou madeira e mais tarde de metal.
Os romanos criavam o caracol em muros de pedras e ao ar livre, isto prova que não é preciso grandes ciências para o desenvolvimento da helicicultura.

O aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, verificado nos últimos anos em vários países da Europa, tem correspondido a uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade.
Os franceses, italianos e espanhóis têm sido uma grande referência para os portugueses no aprendizado da helicicultura. Estes povos já são criadores e consumidores há muitos anos.

Blog e projecto de caracóis

                                                           Imagem original: colorirdesenhos
Após concluir estes blogs e apresentar o meu projecto ao meu formador, simplesmente abandonei estes blogs. O tempo passou sem qualquer alteração, até que um dia comecei a ver à minha caixa do correio que já tinha mais de 2.500 mensagens, nas quais muitas eram de pessoas a me perguntarem sobre "CARACÓIS", sendo assim resolvi responder os "mails", com algum atraso  e retomar a direcção do blog.



Antes de lerem: Quero avisar que eu não sou uma Empresa e estes blogs embora pareçam, não é real: A única coisa real aqui é os estudos e a facilidade com que se criam os caracóis. Este estudo deve-se ao meu trabalho de pesquisa e desenvolvimento nas diversas áreas do Marketing. (isto é um trabalho de Marketing).


Fico feliz por todos aqueles que leram o meu artigo e estudo sobre os caracóis, mas devo dizer que este blog é um duplo blog e têm ligação a outro blog através de uma imagem na lateral direita.


Este blog foi um trabalho desenvolvido na área de Marketing e no estudo de mercado. Foram, também pesquisadas e estudada formas de criação de caracóis em cativeiro.


Através de algumas práticas simples são possíveis desenvolver um óptimo negócio de subsistência com poucos custos e com reciclagem de materiais encontrados no lixo.


Quem quiser voar mais alto e investir à sério, têm que investir forte na pesquisa e na reprodução. É bom dizer que "os caracóis" são um negócio de baixo custo e promete um bom retorno, depende do terreno e da força de trabalho de cada um.



Embora estes “bichinhos” pareçam frágeis, não são: são muitos resistentes e quando comem, comem mesmo. Para a sua resistência é fundamental o calor do sol, pois o calor e a vida ao ar livre contribuem para a rigidez da sua casca e para o seu desenvolvimento.


Eles gostam de passarem o seu tempo agarrados a chapas de madeiras, plásticos rijos e materiais resistentes onde possam usufruir do calor do sol e ao mesmo tempo se protegerem do mesmo, É muito importante a humidade no local, eles gostam de hortaliças e alguns legumes e de mato em geral.


Veja também a continuação deste blog que é uma empresa fictícia, apenas para à conclusão das ideias.





Aqui nestes blogs encontram-se as ligações para Empresas produtoras, mas aviso já que são muito poucas e que a maioria dos caracóis consumidos no litoral português vem de Marrocos e não têm qualquer controle que garantam à qualidade dos mesmos.



Um abraço.







quinta-feira, 24 de junho de 2010

CARACÓIS. Um negócio de verão

Imagem original: pratodecaracois


O verão está aí e a corrida aos caracóis já começaram.
Aqui na zona de São Domingos em (SANTARÉM), numa nova urbanização que outrora era uma quinta, encontram-se pela manhã muitas pessoas à procura do mesmo: "CARACÓIS", estas pessoas na sua maioria são desempregados e vão a caça ao caracol. Alguns investem seu tempo livre para arranjarem um bom petisco e outros são com objectivos comerciais, ou seja: Vender para a tasca ao lado.
Neste momento o ganho médio é de: 2.50 por quilograma.
Deixo aqui uma receita para cozinharem os ditos rastejantes.
Um petisco de verão.
Caracóis
Azeite
Vinagre
Alhos
Salsa
Orégãos (frescos)
Caldo de carne (opcional)
Louro (fresco)
Sal e pimenta
Muito importante: Deve ser cozinhado em água mineral e cozinhar lentamente em lume baixo durante quase 2 horas.
Convêm deixar os caracóis sem comer durante uns dias antes de os cozinhar. Depois devem ser bem lavados em várias águas. Deixam então de molho em água com sal e vinagre durante umas horas. Durante este tempo é aconselhável mexe-los de vez em quando. Passadas as tais horas, lavam-se novamente em várias águas e muito bem.
Ponha os caracóis juntamente com água, azeite, alhos (dentes inteiros), salsa, pimenta e o louro. Salgue levemente. Após ferverem um pouco, deite o caldo de carne e os orégãos. Enquanto fervem vá retirando a espuma com uma escumadeira. Por fim corrija o sal.

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.
Trecho tirado do Jornal o Público do dia 17/10/10