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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Negócio cultural e económico


Cada vez é maior o aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, este factor é verificado nos últimos anos em Portugal e vários países da Europa, o seu efeito tem gerado uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade e um aumento da importação por parte dos revendedores para suprir o mercado.

A carne do caracol, tem sido consumida pelos seres humanos em todo o mundo desde épocas mais remotas da nossa história. Existem países que são mais adeptos deste petisco, assim como certos países europeus: Entre eles encontramos, França, Itália e Espanha.

Estes países além de árduos consumidores são produtores de caracóis em cativeiros (viveiros).

Embora os nossos conhecimentos de criação de caracóis em cativeiro para comércio sejam recentes e provenientes de países europeus como a França e Itália entre outros, a história nos diz que os “ROMANOS” já os criavam em muros e já eram muito apreciadores desse petisco.

O caracol que vem para Portugal, na sua maioria provém de Marrocos e Espanha, embora já os criamos cá, mas a procura é muita e a produção nacional não é suficiente para abastecer o mercado.

O seu sabor, assim como todos os animais, sejam do mar ou da terra é influenciado pelo habitat onde vivem e as suas pastagens. Segundo alguns helicicultores e apreciadores de caracóis, a zona da Lezíria na zona da Extremadura Ribatejo, reúne excelentes condições climáticas, humidade, pastagens ricas e oliveiras. Dizem que o caracol desta zona é mais saboroso.
Esta foto pertence a: A helicicultura ribatejana ?Escargot Bravio? foi criada em 2009 após uma análise rigorosa dos diversos factores que permitem distinguir a caracoleta da espécie Helix Aspersa pela sua qualidade, publicada por OLX.
Mas, o caracol não é só comida. Deste molusco aproveita-se tudo, desde a carne, a baba e a concha que serve para ornamentos e fabrico de adubos, a composição da sua concha é rico em cálcio.

O caracol é mais que um simples petisco, este gastrópode possui um alto valor proteico, ferro, pouca gordura e contém quase todos os aminoácidos que os seres humanos necessitam.

Segundo estudos, o consumo da carne de caracol ajuda a combater algumas doenças e perturbações físicas ligadas ao aparelho respiratório, por exemplo a tosse convulsa e também acredita-se que é um excelente alimento para combater a anemia. No passado, assim como as rãs, o caracol era usado para tratamento de doenças do pulmão, asma, úlceras e outros.

Nestes últimos anos, as empresas de cosméticos desenvolveram uma série de produtos para o tratamento e rejuvenescimento para a pele e champôs, usando a baba de caracol.

Ainda existem países que não exploram devidamente o consumo da carne de caracol, embora tenha potencial para isso é o caso do Brasil, muitas pessoas consideram o caracol como uma praga rastejante e viscosa.


Com o aumento do consumo de caracóis em países como Portugal, o caracol continua em “alta”, devido a condição económica e cultural que este molusco se transformou. Este bichinho é responsável pelo desaparecimento das “tapas”, “molhinhos”, amendoins, pistachos, “moelas” e muitos outros petiscos que eram tão comuns em algumas tascas e já agora, também é responsável pelo aumento de vendas das “minis” e de muito pão e ainda responsável pelas longas conversas e convívios de verão.

O mercado já começa a estar muito disputado, mas ainda existe espaços para novas ideias e investidores que sabem o que fazer. Estamos em época de crise e uma boa ideia vale muito dinheiro e pode fazer toda uma diferença.

Que venha mais caracóis e já agora, traga também uma “mini”.



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Souk el Arba du Gharb

Para um apreciador de caracóis, o nome Souk el Arba du Gharb não dirá grande coisa. No entanto é desta localidade marroquina, situada 200 quilómetros a sul de Tanger, que vem grande parte dos caracóis consumidos nos cafés portugueses. É aí que Francisco Caetano, o maior importador de caracóis português, tem um armazém próprio, que envia 60 toneladas de gastrópodes por semana para a sede da empresa Francisco Conde, situada na zona da Quinta do Conde, na Margem Sul do Tejo.
O sucesso de Francisco Caetano no negócio da importação deu-lhe o epíteto de ‘Rei do Caracol’. A empresa que criou em 1991 está hoje dividida em quatro subsidiárias, todas com o nome Francisco Conde – Marrocos, Transportes, Import/Export e Francisco Conde II, que inclui oito lojas de venda ao público. O grupo dá emprego a 34 trabalhadores e só as empresas de importação e de comercialização têm uma facturação anual de cerca de um milhão de euros cada, tudo graças aos caracóis.
Esta notícia pode ser encontrada no Correio da Manhã de Julho de 2007.

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Um negócio fantástico.

Para quem aprecia histórias de sucesso e de curiosidades, recomendo o blog meninolopes que têm uma notícia de 2007.
Esta imagem pertence ao LitoralSaquarema


A venda de caracóis começou por ser mais uma experiência de negócio, mas em breve Francisco Caetano percebeu que a escassez do produto em Portugal favorecia o negócio da importação. A empresa prosperou e hoje toda a família está envolvida. Os dois filhos do casal trabalham na Francisco Conde e um deles está em Marrocos a gerir a sucursal da empresa no país africano. Com três camiões de grande porte, várias carrinhas de distribuição e um armazém dotado de câmaras frigoríficas e várias máquinas que facilitam o processo de lavagem, selecção e embalagem dos animais, a empresa é um caso de sucesso.

Um dos clientes de Francisco Caetano é Vasco Rodrigues, proprietário do restaurante O filho do menino Júlio dos Caracóis, nos Olivais, Lisboa. É uma das casas mais afamadas da capital para provar o petisco e os clientes chegam de todas as partes: “Tenho um senhor que chega a vir de França de propósito para vir comer caracóis”, garante Vasco Rodrigues, que se mantém ao leme do restaurante fundado pelo pai há mais de 50 anos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Curiosidades sobre caracóis

Imagem original: reeducalimentar.
Negócios de caracóis
À maior parte dos caracóis continuam vindo de "MARROCOS", existem empresários portugueses que facturam mais de 1.000.000,00 (um milhão de euros) anuais com estes pequenos invertebrados.

Esta espécie "marroquina de caracóis", não merece a concorrência portuguesa, devido os baixos preços de comercialização e também lembramos que esta espécie de caracóis marroquinos, são mais vorazes sexualmente e aliado ao clima de Marrocos a sua reprodução é mais rápida.

Os caracóis portugueses são maiores, mas menos reprodutivos, mas também são mais saborosos na confecção.

A maior parte deste gastrópode que é fornecido aos restaurantes e cafés do nosso país, não são devidamente controlados e não se sabe ao certo se são saudáveis ou se trazem com eles algum químico anti predadores.

Este é um óptimo negócio para fomentar em Portugal e também para criar legislação através de associações próprias para o efeito.
Portugal pode competir contra os preços mais baixos da concorrência se apostar na qualidade e na saúde do consumidor.
Dizem os conhecedores que o caracol "DO RIBATEJO" é mais saboroso devido ao clima e as pastagens.

PS.
Por outro lado, há criadores marroquinos que dizem que são feitas regularmente análises sanitárias para garantir a qualidade dos animais. Transportados vivos até Portugal. Eles são transportados em camiões frigoríficos.
Dizem que os caracóis são fiscalizados pelas autoridades sanitárias em Tanger e em Algeciras (Espanha).
Resta-nos acreditar que sim, mas existem dúvidas por parte de muitos consumidores, que são chegados aos importadores.

Até o momento, parece que ninguém sofreu qualquer envenenamento ou teve que fazer uma lavagem ao estômago.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Caracol pequeno

O caracol pequeno servido em restaurantes e tascas, feiras e esplanadas, arraiais e cervejarias vem, essencialmente, de Marrocos. É apanhado à mão por pastores e entregue aos responsáveis de cada aldeia, que servem de agentes do negócio, controlado pela família real. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos, gregos. Todos querem uma fatia deste produto de exportação - o consumo em Portugal ultrapassa as 40 mil toneladas anuais. A partir de Julho, em Portugal, começa a haver também caracol nacional, que resiste melhor ao passar do Verão devido às temperaturas mais amenas, por comparação com o Norte de África.

sábado, 16 de outubro de 2010

Mix de Serviços Portfólio

Mix de Serviços Portfólio

Portfólio
Na pesquisa e estudo de mercado realizada por um dos sócios, A. SARAIVA, foi detectada uma oportunidade de negócio de produção de caracóis, (criação de produtos e serviços).
O negócio será rentável devido á escassez de caracóis existente em Portugal onde a procura é manifestamente superior á oferta.
Assim nasce a RIBACOL.
A RIBACOL tenciona revolucionar o mercado Ribatejano e Nacional.
A nossa empresa além da criação dos tradicionais caracóis e caracoletas, cria minhocas, produz húmus e iníciará a distribuição do animal vivo para consumo.
A nossa principal preocupação é a qualidade do produto vivo que implica boas embalagens, condições de transporte especial e manuseamento adequado.


Nosso Projecto Para 2011.

A RIBACOL sonha mais alto.
Em 2011 pretendemos expandir o nosso negócio para a Europa, de forma a exportar cada vez mais os nossos produtos surgindo assim a necessidade interna e externa da distribuição dos produtos e a criação deste novo serviço que iremos desenvolver ao longo deste trabalho.


Os nossos clientes são:

Todos os retalhistas como os Hipermercados, Supermercados, Pontos de venda para pós confecção, ou pequenos negócios de Restaurantes e Cafés, que servem refeições e petiscos basedos nos caracois.
Serão também o mercado externo com a exportação.
Num outro segmento temos as casas de pesca que vendem isco ou retalhistas desse sector bem como humos para sector da jardinagem.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Caracóis, "DÃO DINHEIRO"

Imagem original: tachoalume
negócios de caracóis


Ganhar dinheiro com CARACÓIS.




Segundo algumas fontes, os caracóis comprados em Marrocos, conforme a quantidade e à procura e ainda à época, chegam à Portugal pelos valores entre, 0,75 aos 0,80 cêntimos de euro o quilograma (preço para importador).



Este valor é para grandes quantidades, estamos a falar de camiões carregados deles e também o preço mantêm-se enquanto houver excesso. Quando começa a ficar escasso, o caracol atinge os 0,90 aos 1,20 euros.



No s supermercados, o quilograma é vendido entre os 2,00 aos 3,00 euros o quilograma, enquanto no comércio paralelo, pessoas que os apanham e vendem aos cafés e restaurantes do comércio tradicional. É vendido por 2,00 a 2,50 euros o quilograma. O preço do caracol e a sua origem é que determinam o valor para estabelecer o preço.



Aqui no Vale de Santarém, a apanha do caracol no campo, vem engrossar os rendimentos das famílias, principalmente as de “etnias ciganas”, que chegam a limpar os campos.



O caracol “MARROQUINO” é o mais comercializado e proporciona fontes de rendimentos mais rápidas para os importadores, mas em termos de qualidade do produto, o caracol “RIBATEJANO” é o melhor e é mais saboroso devido o pastagens e a proximidade das oliveiras, que parece ter influência na sua carne.



Os negócios de importação e comercialização de caracóis, são uma grande fonte de rendimentos e ainda é um negócio em expansão.



Em Portugal são poucas as empresas que investiram neste mercado, mas para quem quer trabalhar com um produto de qualidade é uma óptima oportunidade de investimento.



O conselho é: Pesquisar o mercado, preços, formas de criar caracóis, venda do animal vivo, carne de caracol congelada, ovos ou ovas de caracóis, caracoletas, importação, técnicas, predadores, húmus, minhocas e já agora fazer um estudo mais aprofundado sobre esses pequenos mas resistentes “GASTRÓPODES”.



Calcula-se por alto e por especulação que durante o bom tempo do VERÂO, as importações atingem mais de 120 toneladas por semana, valor este somado por vários importadores.



Estes caracóis, vêm parar à explanada nos valores entre 3,00 aos 3,50 euros no RIBATEJO e cerca de 3,50 aos 4,00 euros nas zonas de praia, podendo até atingir 5,00 nas zonas com mais turismo. Estes pratos, andam na média de 300 gramas. Uma travessa maior pode chegar aos dez euros. No caso da caracoleta, o preço dispara para preços mínimos de 6,00 euros o pratinho.


Imagem original: mundoparticularlay

sábado, 25 de setembro de 2010

Negócios de caracóis.

negócios de caracóis

Negócios de caracóis.
À maior parte dos caracóis continuam, vindo de "MARROCOS", existem empresários portugueses que facturam mais de 1.000.000,00 (um milhão de euros) anuais com estes pequenos invertebrados.

Esta espécie "marroquina de caracóis", não merece a concorrência portuguesa, devido os baixos preços de comercialização e também lembramos que esta espécie de caracóis marroquinos, são mais vorazes sexualmente e aliado ao clima de Marrocos a sua reprodução é mais rápida.

Os caracóis portugueses são maiores, mas menos reprodutivos, mas também são mais saborosos na confecção.

A maior parte deste gastrópode que é fornecido aos restaurantes e cafés do nosso país, não são devidamente controlados e não se sabe ao certo se são saudáveis ou se trazem com eles algum químico anti predadores.

Este é um óptimo negócio para fomentar em Portugal e também para criar legislação através de associações próprias para o efeito.
Portugal pode competir contra os preços mais baixos da concorrência se apostar na qualidade e na saúde do consumidor.
Dizem os conhecedores que o caracol "DO RIBATEJO" é mais saboroso devido ao clima e as pastagens.

PS.
Por outro lado, há criadores marroquinos que dizem que são feitas regularmente análises sanitárias para garantir a qualidade dos animais. Transportados vivos até Portugal. Eles são transportados em camiões frigoríficos.
Dizem que os caracóis são fiscalizados pelas autoridades sanitárias em Tanger e em Algeciras (Espanha).
Resta-nos acreditar que sim, mas existem dúvidas por parte de muitos consumidores, que são chegados aos importadores. Alguns compradores acham estranho que alguns fornecedores trazem os caracóis sem qualquer rótulo, origem nem definições.
Até o momento, parece que ninguém sofreu qualquer envenenamento ou teve que fazer uma lavagem ao estômago.


"É PRECISO PROTEGER OS RECURSOS"
A apanha de caracóis nos campos foi há muito ultrapassada pelas importações de países como Espanha, Marrocos ou Tunísia. Hélder Spínola, líder da associação ambientalista Quercus, diz que as espécies que vivem em meio selvagem que são comercializadas em Portugal não garantem a sustentabilidade do mercado. “O Estado deveria proteger os recursos naturais, como é o caso do caracol, com mais cuidado. Não existe fiscalização desta actividade em Portugal e era importante que isso acontecesse. Não há limites em relação às quantidades que podem ser apanhadas.”

Spínola alerta ainda para o risco da contaminação dos animais por pesticidas: “Há muito pouca informação sobre o uso de químicos nos campos.”

Quanto ao comerciante de caracóis em Portugal, está sujeito á muitos factores que podem ou não aumentarem o lucro.
O caracol está disponível no mercado nos meses de MAIO, JUNHO, JULHO e AGOSTO. No inicio o preço de mercado é mais baixo e com hipóteses de negociar preço e quantidade, no último mês a produção já está em baixa e a oferta é menor, isto faz com que os preços aumentem para todos e acaba por pesar no bolso do cliente final.
Por sua vez, as chuvas nestes meses, é bom para o caracol, mas é mau para quem vende, pois afasta os clientes.


Existem vários preços praticados no mercado e a ideia não é levar muito caro, mas fazer o cliente tomar uma boa quantidade de bebidas frescas, no caso à “IMPERIAL”.
negócios de caracóis
Imagem original: madeinportugal

Normalmente, o comprador paga a quantia de 2,50 euros o quilograma de caracóis e vende o pratinho na casa dos 3,00 aos 3,50 euros e à travessa 5,00 euros. Podemos dizer que num lugar de passagem, o lucro é fabuloso. Em certas zonas, ainda há outro tipo de negócio, o dono do estabelecimento é abordado pelo cidadão comum, que vende os caracóis aos 2,00 euros o quilo e sem factura, isso aumenta substancialmente o lucro.
O segredo de um bom petisco é sem dúvida o tempero. Existem mais de 1000 maneiras de fazer caracol, mas cada casa têm a sua, sabemos apenas que além dos ingredientes correntes, a malagueta e a água mineral é uma delas, os outros segredos, cabem vocês descobrirem ou inventarem.